4.8.09

A gosto

Os ventos de agosto invadem a casa, movimentam as janelas e espalham as folhas secas pelo chão. Eles trazem bem mais que o frescor de um dia, com o colorido alaranjado de um céu que se despede do sol. Os ventos de agosto também trazem muitos pensamentos e lembranças apagadas pelo tempo. Nem sei muito bem como tenho conseguido ordenar os meus passos, diante de tantas percepções e divagações aparentemente sem fundamento. Quando criança, temia o período que os adultos costumavam chamar de inferno astral e, antes do meu aniversário, eu ficava assim preocupada com os dias que ganharia de presente. Hoje, a mesma angústia reapareceu de maneira suave, tentando esconder o gostinho amargo do medo a cada fotografia que era passada, quando reascendia cada momento doce que foi vivido. Que esses momentos doces venham sempre, que venha a gosto.

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