29.11.10

A harpa e a cristandade

E era sempre a mesma coisa durante os últimos anos. Dia 24 de dezembro nos concentrávamos na cozinha durante todo o dia, preparando e comendo os nossos pratos preferidos, conversando e contando histórias e enfim, aproveitando o dia do natal da maneira que achavamos mais sincera. Na sala tocava a Harpa e a Cristandade e sempre que o silêncio calava as famosas melodias, alguém mudava o lado do disco de vinil e a alegria recomeçava.

Enquanto eu me encarregava de cuidar das sobras das panelas, minha mãe e meu irmão preparavam as tortas e os salgados entre outras tantas delícias da infância. Quando cresci, passei a ajudar também e era muito divertido fazer parte de todo o processo. O natal para mim sempre foi esse momento, quando estávamos juntos e o dia era leve e engraçado. A noite em si era reservada apenas para as visitas e para os telefonemas dos parentes distantes, nada muito animador.

Hoje no shopping, ao ouvir aqueles primeiros acordes, ganhei um passaporte mágico para voltar ao passado. Senti o o cheiro do bolo de chocolate que acabava de sair do forno e ouvi a gargalhada feliz da minha mãe. Dia 24 vai ser diferente, vai ser o 1º natal sem a minha avó, que nos deixou ano passado, e sem a minha mãe, que estará celebrando a data no hemisfério norte, vendo a neve e congelando ao lado do meu irmão.

24.11.10

Em falta

Vou comprar potinhos de bom senso e distribuir no natal.

22.11.10

Agradecimento

O que te leva a seguir um blog?

Um agradecimento especial às 70 pessoas que estão ali ao lado, que optaram por acompanhar as minhas postagens e com as quais eu posso compartilhar, direta ou indiretamente, um pouco de mim.

16.11.10

Dos abismos

Eu só queria sangrar logo toda essa dor que sufoca o meu peito e esvazia os meus pulmões de qualquer força. Mas não, eu sangro assim aos pouquinhos que é pro sofrimento ser maior e pra que eu simplesmente desista de tudo de uma vez.

7.11.10

Sessenta

Enquanto observo as rugas do rosto da minha mãe, que até pouco tempo não trazia consigo tantas marcas visiveis, me pergunto o quanto estarei parecida com ela quando chegar aos meus sessenta anos. Quero que o meu domingo tenha muito barulho, muitos sorrisos, muita fartura e muitos queridos ao meu lado. Que eu tenha um terço do carisma e do carinho dela. Ela é a mulher mais querida que eu conheço.