29.12.11

Surpreendente

Esse seria o adjetivo mais adequado que eu poderia usar para descrever o ano de 2011, no qual eu precisei me desprender de todas as minhas certezas. E não foi fácil. Eu me surpreendi tantas vezes, vi tantas coisas lindas, pude realizar um dos grandes sonhos da minha vida, e como foi incrível realizar isso ao seu lado. E nem preciso escrever o quanto o meu sorriso se transforma, e fica maior que eu e você juntos quando eu me lembro desses nossos dias bons.

Mas eu também vi coisas tristes e chorei como se não houvesse outra saída, como se o final da linha tivesse chegado e eu não tivesse outra opção a não ser pular do trem desgovernado. Então veio você de novo, e nós dois juntos fomos o maior apoio que poderíamos encontrar. E nós descobrimos o quanto somos frágeis e fortes, e também encontramos uma força maior, que nos trouxe essa serenidade para aceitar que os bons e os terríveis maus momentos foram um grande e valioso aprendizado.

Que 2012 me surpreenda ainda mais e nos permita voar para mais longe. E que eu possa ter muitas histórias para contar, esse sempre foi o meu maior desejo. Viver e ter história para contar.

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ps: A propósito, vocês também foram a melhor parte. Os comentários carinhosos e as conversinhas bobas no twitter fizeram parte da minha vida por aqui e isso foi muito bom. Um abraço a cada uma de vocês que apareceu desse jeito maluco na minha vida. :)

23.12.11

Wishes

A casa silenciosa queria mesmo era estar cheia de sorrisos. A gente deseja poder ter um dia aquele natal clichê, com nossos pais e pouquíssimos amigos reunidos, conversando à mesa. Um dia também teremos os nossos filhos e os filhos dos nossos irmãos. Com certeza nós vamos ter também uma árvore regional, de galhos secos, e enfeites de palha de carnaúba. E os cachorros ali, correndo e latindo pela casa. Vai ser uma noite bonita de verão.

O natal será apenas mais um dia do ano em que nós conseguiremos reunir as pessoas queridas. E apesar da nossa tristeza inexplicável nesse período de festas, que existe muito antes de estarmos juntos e que vem desde os nossos dias de criança, vamos ficar muito felizes por poder estar perto de quem a gente ama.

Esse é o nosso primeiro natal longe de casa e a saudade, que nunca nos deixou de lado, resolveu ficar cada vez mais forte nos últimos dias. Então a gente tá feliz e triste. Tudo que a gente tem cabe em nossas mãos. Mas nós não precisamos de nada porque o mundo é a nossa casa, o céu é a nossa camisa e as estrelas vestem os nossos pés.*


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O período destacado é uma adaptação da letra de Feliz e Triste que você escuta nesse link
Que vocês aproveitem essa noite para ficar perto de quem realmente importa. Esse é o melhor presente que existe! 
Feliz Natal! =)

21.12.11

Branco

Essa folha em branco diz muito mais do que eu precisaria escrever. Os dias estão passando sem que eu me dê conta de onde os ponteiros do relógio estão. Tem sido assim, acordando e dormindo em um universo paralelo, tantas vezes irreal, que eu me assusto quando o sol ou a lua aparecem no céu. A verdade é que eu perdi o horário de tanto sonhar e eu preciso urgentemente colocar a mão na terra molhada, para poder colher bons frutos outra vez. A única coisa que cai do céu para mim é a chuva e as bênçãos que eu preciso para continuar nessa luta.

14.12.11

Oração

Que eu nunca perca a capacidade de me encantar sempre mais, a cada dia, com tudo que existe a minha volta. Que eu consiga enxergar a beleza de cada detalhe e de cada pôr do sol, com suas incríveis nuances de luz. Que eu me admire com as folhas e as paisagens, os muros e as fachadas, os olhos e cabelos multicolores na multidão. Que meus olhos nunca fiquem opacos, cansados, secos e principalmente insensíveis. Que eu não esqueça que o pior cego é aquele que prefere não enxergar.

10.12.11

Redemoinhos

É sempre a mesma coisa quando algo assim acontece. Eu ando de um lado pro outro, com os olhos no chão, tentando entender porque raios aquelas palavras saíram da minha boca. Porque eu não fiquei calada? Por dois segundos, o dia teria sido diferente. Por duas palavras ele foi uma tempestade. Mas é tudo coisa minha, redemoinhos de vento soprando nos ouvidos enquanto eu procuro um lugar seguro para me acolher. Só você tem a chave e o dom de abrir a porta na hora certa.

8.12.11

Listas


Fiz algumas listas e durante o ano elas mudaram um pouco de teor de acordo com as situações que encontrei. No início do ano elas estavam cheias de ansiedade e recheadas de burocracias, as mais variadas e possíveis. E foi uma corrida contra o tempo, uma relação de ódio com feriados, dias úteis e prazos extrapolados. A cada item riscado, um suspiro aliviado.

Minha lista de preparativos para a viagem já se perdeu por aí e de vez em quando eu ainda me assusto quando lembro que deu tudo certo. Então vieram outras listas, com itinerários e horários de trens e estações. Lista de livros que carregávamos na mala e de prazos para as aulas e as provas. Não posso esquecer a lista com os telefones de possíveis novos endereços que precisávamos encontrar. E as muitas e muitas listinhas de supermercado a cada final de tarde. Também cresceu a lista de corações bons, que nos protegeram e ajudaram bastante por aqui.

A lista que mais se modificou e se adequou durante esse tempo foi a das necessidades. Quando você precisa colocar a sua vida inteira dentro de uma mala e de uma mochila, você definitivamente aprende a entender o significado dessa palavrinha tão mal usada por aí. Jamais esqueçam que todas aquelas coisas inúteis que você compra e encontra pelo caminho vão ser carregadas por você e acreditem, elas pesam bastante.

A última lista do ano foi a mais burocrática e decisiva para os próximos passos. Dependia dela o fato de no ano que vem eu ter um mundo inteiro cheio de portas abertas para explorar. De dez itens só resta um, que será riscado na próxima semana. Olhei os papéis coloridos sobre a mesa e já começei a pensar nas novas listas que irei fazer.

3.12.11

Dezembro

Em janeiro eu escrevi que o ano seria de muitas mudanças. Naquele dia eu ainda não tinha a mínima ideia do que encontraria pela frente. E foram tantas coisas, felizes e tristes, que eu jamais imaginaria que pudessem acontecer comigo e elas simplesmente aconteceram. Hoje eu percebi que envelheci alguns anos nos últimos meses e eu tento tanto a dizer, tanto, que não existiria aqui o espaço suficiente. 

Sinceramente, talvez eu nem precisasse de tanto espaço. Talvez eu nem precisasse perder o meu tempo procurando as palavras certas para me fazer entendida. Eu já deveria saber mesmo é que as pessoas não estão interessadas no que eu tenho a dizer. Nunca estão. Existem prioridades. Ponto final.

Eu faço e refaço todas as orações e concluo que o que eu tenho a dizer não deve ser mesmo nada importante para ninguém além de mim. Ninguém entenderia de qualquer forma. Então eu sigo em frente. Eu sempre aprendi e continuo aprendendo muito com esse meu silêncio. Dezembro chegou me pedindo para ter calma e um pouco mais de paciência comigo mesma, e principalmente a mesma coragem de antes.

1.12.11

Doces Verdades #6

Leia um livro, uma crônica, um poema, uma coisa rápida. Leia. Leia de verdade, para agregar ideias e sonhos. É um favor que fazemos a nós mesmos. O mundo seria muito mais interessante se as pessoas parassem de divulgar frases feitas e passassem a ler mais, efetivamente. Faça a sua parte, leia e saiba conversar sobre o livro inteiro e não apenas sobre aquele trechinho tão batido da internet. A rede é livre e você pode escolher ser diferente. Seja grande. Seja um leitor de verdade.

ps: Os complexados que me desculpem mas isso não é indireta pra ninguém. É apenas minha opinião sobre o que tenho visto nessas redes sociais da vida: muita frase de efeito e pouco conteúdo. ; )

30.11.11

O jogo da amarelinha

Em silêncio, enquanto bebo outra xícara de café e olho a chuva pela janela, repenso e penso umas mil vezes sobre os últimos passos, sobre as últimas escolhas e sobre como eu cheguei até aqui. Eu, que até então apenas me imaginava dando pulos e rodopios pelas poças rasas de água, enfrentei a chuva sem proteção alguma e abri um sorriso para os possíveis nãos que poderia receber. Finalmente decidi acolher a cidade que me acolheu com tanto sol em meus dias tristes. Foi uma aceitação de um jeito torto e sincero, um tanto tardio, mas verdadeiro. Eu precisava desse tempo todo. Eu sou assim, cheia de ponderações. Enquanto voltava para casa, pulei como quem pula amarelinha num dia de sol sob a chuva, em poças de lágrimas.

24.11.11

Eu


Não gosto de algumas interpretações equivocadas sobre alguns textos e muito menos sobre algumas pessoas. Encontrar falhas textuais e humanas é fácil, ainda mais quando se está sob um pedestal iluminado e estranhamente imune a esses erros. Tenho preguiça daqueles que se utilizam das ideias dos grandes e tomam como base um conceito equivocado na desenfreada busca de credibilidade para o seu frágil discurso. Um discurso velado de culpas e desculpas esfarrapadas para encobrir o próprio erro simples e grotesco de falta de visão.



Também detesto classificações. Acho restritivo demais, agressivo demais e muito pouco inteligente. Triste daquele que se sente feliz em se enquadrar em uma sigla, em um grupo, em uma modinha. O ser complexo humano é tão habilidoso quanto um bom ator, que sustenta as tantas máscaras usadas no seu teatro. Por isso, antes de querer enxergar os outros e seus defeitos através de rótulos e tarjas pretas, procure curar o seu desespero. Antes de ditar sobre a melhor forma de vida, procure fazer com que a sua seja um pouco mais verdadeira de verdade, e menos aparentemente ideal.



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ps: Esse texto não é nenhuma indireta, fiquem calmos. Li e assisti algumas coisas que reviraram o meu estômago nos últimos dias. Esse texto é apenas o fruto de uma reflexão minha sobre algumas coisas com as quais não concordo. Simples assim. :)

22.11.11

Novidades

Quem visita o blog há algum tempo já percebeu que algumas coisas mudaram por aqui. Fiquei muito contente porque ganhei um layout novo e lindo de presente da querida Lis! Entre uma conversa e outra no twitter, falei da minha busca por um visual mais bonito para o blog e ela me veio com essa ideia bonita. Não sei nem como agradecer direito. Obrigada! :)

A novidade maior está ali na parte dos comentários. Eu sempre achei terrível essa lacuna que existia por aqui, causada pela falta de respostas. Pensando principalmente nisso adotei o Disqus! Agora sim, a gente pode conversar, responder e complementar o comentário um do outro e até curtir, para os adeptos do joinha do facebook. 

Mas, como comentar? Não sei o que é o Disqus e não quero me cadastrar em outro site SÓ pra comentar aqui. Vixe, e isso lá é problema gente? Na caixa de comentários você pode escolher comentar através do seu login do Gmail (que vale também pro Blogger), twitter, Facebook, Yahoo e OpenId. Chique né! Mais conectado, impossível. Agora quero a opinião de vocês! Gostaram das novidades?

19.11.11

Três por Quatro

Pegou minha três por quatro sobre a mesa e me disse a queima roupa que eu era feia. E que o amor era algo muito sublime, que nos fazia enxergar de uma forma muito bela o feio. Disse isso porque minutos antes viu que ele olhava a foto sobre a mesa e dizia que tinha ficado bem bonita, apenas um pouco escura. Culpa dessas máquinas automáticas que tiram foto em cabines solitárias.

Olhei a minha foto com a minha melhor cara de sinceridade, de mim mesma até nos defeitos e nas bochechas coradas. Não estava feia, de maneira nenhuma. Aliás, era essa uma das três por quatro melhores que tinha na vida. Só perdia para aquela da carteirinha do Crea, que ficou fantástica e já não tem uma cópia disponível.

Passado o choque com a declaração gratuita, fiquei pensando nessa relação paranoica que algumas pessoas têm com a falsa beleza tão inutilmente perseguida. Logo ele, o também patinho feio cheio de defeitos e cobranças. Logo ele, muito imperfeito e chato também. Disse que eu era feia sem nenhum constrangimento.

Peguei minha três por quatro sobre a mesa e o mandei ir à merda.

18.11.11

Amarelo

A mulher que mora do outro lado da rua usa sempre uma burca negra. Nas poucas vezes em que a vi, ela estava de preto da cabeça aos pés. Mas, outro dia, eu a encontrei na rua e me surpreendi ao olhar os seus sapatos muito amarelos. Era um amarelo vivo, aberto, que contrastava lindamente com o cinza do céu e com a escuridão do asfalto. Ela me mostrou mais uma vez que a gente precisa colorir essa vida, nem que seja do nosso jeito.

15.11.11

Autumn

E sem dúvida o outono é lindo. E tanta gente sorriu pra mim na rua que fiquei até desconfiada. Será que sujei meu rosto com graxa? Eu tenho essa mania de sempre achar que tem alguma coisa errada comigo. Mas nem tinha. Parece que as pessoas sentem a sua felicidade e se contaminam com ela. Velhinhas, crianças, cachorros e uma caixinha de maçãs de graça.

9.11.11

Batalha Perdida

O meu problema é enxergar apenas o lobo, e não a suposta casca doce e macia de cordeiro. Então todos questionam o porquê de não existir uma segunda, terceira e tantas outras infinitas chances. A resposta é tão óbvia e simples que eu ainda me assusto ao ter que explicar algumas das minhas escolhas.

Eu não consigo ir contra meus sentimentos a ponto de me jogar de uma ponte sabendo que eu não sei nadar. Não existem salva vidas. Existe apenas você e o monstro que não permite que o oxigênio chegue às suas vias respiratórias. E desse embate, inevitavelmente, você sairia com a alma e o coração ferido. Todos os guerreiros foram vencidos e não há uma viva alma para provar o contrário. Todos eles caminham por aí arrastando os sonhos nas correntes de uma intenção fracassada. Agora eu pergunto se você pularia. Você lutaria sem respirar mesmo sabendo que seria em vão?

Eu tenho limitações e tento vencê-las a cada dia. Eu tento sim ser uma pessoa melhor, mas eu sei também até onde posso ir e, sinceramente, eu não posso e não quero atravessar a fronteira outra vez. Conhecendo o que conheço e sabendo ainda que não vi nem trinta e cinco por cento do risco total de perigo, eu preciso mesmo tentar outra vez? Preciso mesmo arriscar a minha vida e a minha alma por uma missão fracassada? Eu assisto idas e vindas, chances e desesperos praticamente todos os dias e sinceramente, optei por não participar disso tudo simplesmente por ser um direito meu não me envolver em certas questões que nem a mim pertencem.

Não queiram enxergar ilusões debaixo de uma névoa inebriante de falsas intenções. Não queiram viver de mentira e, por favor, não insistam com esses discursos vencidos, maculados de experiências fracassadas e esperançosas de uma verdade que nunca será. Eu simplesmente só não consigo lutar por aquilo que eu não acredito. Não adianta. Eu não consigo me sentir culpada por isso. Se eu só enxergo o lobo foi porque assim ele se mostrou para mim.

8.11.11

Das certezas

Nada é mais gratificante que a certeza de que você pode sim caminhar com as próprias pernas.

3.11.11

Sugar

Mas a vida não é só açúcar e céu azul, não mesmo. Tem dia que tudo é chato, que você está feia e que o seu cabelo não colabora. Tem o dia cinza, de vento gelado, e a fila no banco para pagar o aluguel. Tem a pilha de louça suja para lavar, as roupas aguardando o varal e a preguiça das pequenas coisas da rotina. E tem também as decisões, isso ou aquilo, salgado ou apimentado? Tem dia que você só quer um colo e algumas palavras bonitas, mas não tem ninguém por perto e você se conforma com um pedaço de chocolate mesmo. Isso é vida real. É vida! E lembre-se, açúcar demais engorda!

Dedicado a nossa Tpm de todo mês!

31.10.11

Dias e Dias


Eu gosto de acordar devagarinho, com calma. Gosto de sentir o calor do edredom enquanto vou abrindo os olhos preguiçosamente, tentando adaptá-los mais uma vez a luz do dia. Fico olhando para o teto durante alguns segundos intermináveis e depois eu olho para o lado. E dou um sorriso.

29.10.11

Regras

É simples. É uma das coisas que você lê e ouve todos os dias por aí, mas teima em não fazer. Espero que o segredo seja esse, de não deixar para o outro dia, de não adiar tudo mais uma vez para a segunda feira. Então a regra por aqui agora é essa: não adiar. E persistir.

25.10.11

Choices

Antes era mais fácil. Eu escrevia tudo naquele caderno e ia riscando cada meta alcançada. Quando dava certo, ótimo. Eu até comentava o êxito com quem achava que gostaria de saber da novidade e seguia em frente. Caso não desse certo, eu apenas adiava um pouquinho o prazo e recomeçava a luta outra vez até conseguir alcançar o que eu queria. Era mais fácil.

Hoje é diferente já que eu compartilho sonhos. Embora os nossos caminhos sejam diferentes, a estrada é praticamente a mesma. Eu tenho um compromisso comigo e com você, e os nossos sonhos são resultados daquilo que nós temos em comum. É impossível vencer sozinha, sem te ver vencendo também. E como eu me sinto feliz sabendo que estou colaborando para a construção de algo que é bom para mim, e principalmente para nós dois.

E você segue em frente, lutando do seu jeito e correndo contra o tempo e a corrente enquanto eu caminho com passos desajeitados, ainda frouxos e inseguros, mas esperançosos de chegar lá em cima, no topo. É difícil caminhar administrando os nossos cronômetros, mas aos poucos a gente consegue acertar o ritmo, o compasso.

Minha maior alegria ao caminhar é ver os seus olhos brilhando outra vez.

18.10.11

Detestamentos

Eu tenho uma mania detestável de olhar os meus defeitos com uma lupa e esconder as minhas virtudes na gaveta. É tão mais fácil enxergar o que está errado e fora do lugar, não é mesmo? Preciso urgentemente ser menos cruel comigo mesma.

13.10.11

Sobre a Cegueira

Não adianta. Sempre existirão aqueles dias cinzas, nos quais a gente vai duvidar da nossa força e da nossa importância. Mesmo sendo ruins, são eles que nos impulsionam a pensar no que pode ser melhorado e mudado, no que pode fazer a diferença. E, apesar do cinza, ele são importantes para que nós possamos escolher as cores dos próximos passos.


Menos de uma hora após a publicação do último texto, todo o cenário se modificou de uma maneira que eu não esperava. Uma surpresa. Eu fiquei feliz e maravilhada por ver que existem caminhos e que caminhar só depende do meu esforço. Lógico que eu já sabia disso, e você também, mas o problema foi aquela névoa que me cegou por alguns instantes. Todos nós temos momentos de cegueira mas o mais incrível é que a vida está no comando e a gente nem percebe. O moinho voltou a girar, ainda bem.

7.10.11

Ciclos

Mais uma vez eu cheguei à conclusão mais óbvia de sempre: estou andando em círculos. O pior é perder um tempo precioso tentando encontrar a peça fora do lugar e chegar sempre à mesma resposta. É nessa hora que você percebe que realmente tem alguma coisa errada. E tem.

Então, eu começo a achar que preciso voltar a ser mais prática. Decido traçar metas, fazer planos e tentar realizar aquilo que idealizei no papel. Depois caio em contradição, busco exatamente o contrário e, no final das contas nem uma e nem outra coisa me satisfaz. É nessa hora que começa a história de pensar que tem alguma coisa errada. E o ciclo começa outra vez.

4.10.11

Moendo Café

Acordei ouvindo aquela música que você gostava de ouvir aos domingos, e só nesses dias. Você acordava cedo e esperava até as nove para que o vinil pudesse nos acordar com festa. Era rotina acordar com os acordes de moendo café e caravana. Eu reclamava um pouco do seu barulho, mas logo me animava quando encontrava você cantarolando e rodopiando pela casa.

Era domingo aqui e eu acordei ouvindo a sua música na minha cabeça, insistentemente. Passei a manhã procurando na internet alguma que se parecesse mais com a que nós temos em casa. Liguei pra você para me certificar do nome da banda e da música e após vários minutos de conversa voltei para minha busca, mais esperançosa de encontrar a versão exata. Foi engraçado saber que meu irmão também havia ligado antes para fazer a mesma pergunta, incrível essa conexão.

Não encontrei a mesma música, mas encontrei uma muito parecida. Coloquei bem alto, do jeito que você fazia e ele se assustou um pouco quando me viu rodopiando e soluçando pela casa. Mas era felicidade. Eu sei que enquanto eu rodopiava aqui, você cantarolava por lá mãe. Era domingo.

1.10.11

Zum Geburtstag viel Glück

Espero que o seu desejo de hoje tenha sido o mesmo dos últimos anos. Tem dado certo. O presente, como sempre, sou eu que ganho: poder crescer com você.

Herzlichen Glückwunsch zum Geburtstag!
Ich liebe dich.

29.9.11

Ilhada

Eu deveria simplesmente deixar as coisas acontecerem, não esperar nada. Assim eu evitaria essa onda de ansiedade que tomou conta de mim. Eu poderia fazer escolhas, seguir outro caminho, começar outra vez. Mas, começar o quê? Que caminho seguir? Eu vejo uma encruzilhada e finco meus pés no chão, imobilizada pela incerteza de não saber como ir adiante. Eu perco horas tentando encontrar a trilha certa, alternando entre desejos megalomaníacos e medíocres de vida. Olho pro céu e vejo que anoiteceu outra vez.

28.9.11

Chronos


O tempo, eu e o nosso eterno desentendimento particular. Quando finalmente nos encontramos, não sabemos o que fazer um com o outro. Até sabemos, já que planejamos esse momento durante tantos dias. Então eu olho para o branco cronograma desatualizado e para o azul do céu e não consigo sair do lugar.

26.9.11

My brother

Hoje estamos em continentes diferentes e há uns três anos eu não posso te dar um abraço. Eu fico feliz ao ver que você é tão amado e admirado por todos a sua volta. Você é alegria por onde quer que esteja e só me enche de orgulho com os seus passos. Veio de você a minha inspiração para cantar, aprender a tocar piano, falar francês e ser independente, cidadã do mundo, entre outras coisas boas. E nossos dez anos de diferença nos fizeram muito bem, porque você cuidou de mim como um verdadeiro irmão mais velho cuidaria. Eu fico aqui com a lembrança do teu sorriso branco e você fica aí com a felicidade. Amo você.

21.9.11

Feliz e Triste

Eu acho que estou feliz e triste
Tudo o que eu tenho cabe
Na minha mão
E eu te dou de coração
Eu não preciso de nada
O mundo é minha casa
O céu é minha camisa
Estrelas vestem meus pés
Eu não preciso de nada
Estrelas vestem meus pés



Feliz e Triste - Ceumar 
Clica e escuta essa música linda!

17.9.11

A Montanha Mágica

E tem dias que eu acordo assim, toda errada. Tudo que eu faço corre o risco de se transformar em desastre e eu me sinto tão pequena, bem mais do que já sou, e encontro aquele velho medo de sempre. Depois eu lembro que a vida é mesmo essa montanha russa e que, se não fosse assim, seria tudo tão entediante quanto aquele colorido carrossel. Deve ser por isso também que eu sempre sorrio quando estou naquele trajeto ascendente e, consequentemente sempre grito - de puro desespero - quando me vejo despencando do alto outra vez. Mas logo eu vejo uma outra curva e tudo fica de cabeça pra baixo e eu volto a subir, e a sorrir, outra vez.

15.9.11

Das armas

Eu me protejo de você com as minhas armas: as minhas mãos, a minha mente e o meu silêncio. E é verdade, eu me distancio de tudo aquilo que me faz mal. Isso inclui você.


Update: Texto fruto de uma irritação imaginária. Ficção pura e desnecessária! =P

9.9.11

Das Semelhanças

É engraçado perceber o quanto eu tenho de você em mim, mãe. E não são só os olhos, mas também o jeito de olhar as coisas.

4.9.11

Setembro

Setembro chegou trazendo os ventos da mudança. Entre caixas e sorrisos, colorimos o nosso lar. E finalmente estamos felizes e em paz.

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ps: Estarei sem internet provavelmente até dia 15, mas vou dar um jeito de visitar vocês!
Obrigada pelas palavras de carinho dos últimos posts..

2.9.11

#20

Setembro chegou e trouxe consigo a hora da nossa mudança. Enquanto eu carregava as sacolas e as caixas o meu sorriso ultrapassava o meu rosto. Foi um dia muito feliz, e cansativo como não poderia deixar de ser. E já se passaram dois dias, coisas mais urgentes já foram providenciadas e agora a casinha já está ganhando o nosso tom. Ainda não temos internet, talvez semana que vem tudo se normalize. Ontem a tardinha, quando eu voltava de um passeio no parque colhi umas flores do campo para alegrar a nossa noite. Daqui a pouco eu mostro as novidades para vocês.

31.8.11

Sol

Aqui dentro está tudo tão vivo e tão quente que eu seria capaz de iluminar esse lugar inteiro só com a minha alegria. Aquela minha vontade de voltar no tempo e resgatar tudo o que me deixava inteira foi saciada. Você me deu um instrumento e um sorriso cheio de orgulho, e eu fiquei sem palavras, porque só você é capaz de adivinhar os meus sonhos e partir em uma jornada sem fim para torná-los realidade. Esse dia cinza e frio lá de fora ficou até bonito porque eu posso preencher a tua ausência de cada dia com os tons que lembram nós dois.

26.8.11

#19

E hoje o dia está cinza e frio, o que não tem sido novidade nos últimos dias. Enquanto eu estava aproveitando esse clima maravilhoso para colocar a minha leitura em dia, escutei um barulhinho na vidraça, mas não olhei porque já sabia que era aquele pica pau que me acorda todo dia que estava voltando pra casa. Eu vi uma sombra estranha e mentalmente comecei a dar um escândalo imaginário, porque até isso eu aprendi a fazer discretamente. Eu jurava que tinha um rato gigante andando na varanda quando olhei melhor e vi que era um lindo esquilinho. Ele ainda ficou sentadinho olhando pra mim durante algum tempo, mas quando eu me movimentei para pegar a máquina, ele correu. Felizmente, ele não foi mais rápido que eu! Então estou bem contente por ter registrado essa visita inesperada. Depois vou tentar fotografar o pica pau, que é lindíssimo também!

Relembranças

Eu tenho andado em círculos e pensado muito nos próximos passos que eu preciso dar. É sempre assim quando o dia vinte e sete de agosto vem chegando. Eu me transformo em uma avalanche de ponderações e uma tempestade de lembranças.

23.8.11

#18

Você descobre que alguma coisa está errada com você quando após um dia intenso de estudos de língua inglesa o telefone toca, você entra em pânico e começa a falar “um momento” com aquele sotaque italiano da novela das oito para a pessoa do outro lado da linha. E nem italiano eu sei falar.

Dupla vida

Decidi escrever em um blog voltado especificamente para as minhas memórias desses dias em terras alheias. Não consegui encontrar espaço por aqui para dividir com vocês as minhas novas aventuras de recém-casada. O Retrato é o meu lado bonito, doce e sonhador e eu não acredito que esse seja um espaço muito bom para dividir os meus pequenos progressos na culinária e na reorganização da casa e das malas, que ultimamente a gente vive arrastando pra lá e pra cá.
Então essa é a proposta, ter um lugar para desabafar as minhas dúvidas, pedir descaradamente algumas dicas de sobrevivência e, principalmente, manter uma conversa saudável com pessoas na mesma situação caótica que eu ou simplesmente interessadas em saber como tem sido os dias por aqui. Por enquanto é só um projeto, mas se quiserem aparecer para tomar uma xícara de chá com biscoitinhos amanteigados e conversar sobre banalidades, sintam-se a vontade. É só clicar aqui!

21.8.11

#17

Há alguns dias eu tenho sentido um desejo enorme de comer Canja de Galinha. Mas, não é qualquer canja não. É a canja da minha mãe, a melhor do mundo, desculpa aí. Quando fomos ao supermercado ontem, visitei o Quebéc - setor dos frios e congelados – e me deparei com um dos maiores dilemas da minha vida: devo comprar um frango em sua totalidade, sem penas, ou devo comprar um frango esquartejado, bonitinho e praticamente perfeito para já entrar na panela?

Confesso que durante muito tempo na minha vida eu senti horror em ver um frango inteiro, apenas sem as penas e a cabeça, se é que vocês me entendem. Deve ter sido algum trauma de infância, daqueles que surgem quando você vê a sua própria mãe matar o seu frango de estimação. Incrível como você esquece que aquela bandeja de filé de peito ou de coxas faz parte de um todo que não está mais ali, naquele momento. Mas como viver é aprender e é superar os desafios, por menores que eles sejam, compramos dois frangos inteiros. Dois.

Como já era tarde da noite, deixei a tarefa para o dia seguinte. Tive uma noite horrível, cheia de pesadelos onde pessoas morriam esquartejadas ou da pior maneira possível, como nunca antes visto em nenhum filme de terror com seus quilos e quilos de ketchup. Freud explica.

Acordei e, de repente me vi em um domingo de sol e enfrentando um dos maiores desafios da minha vida. Não tinha mais como fugir. Eram só os dois frangos e eu, obviamente sob a supervisão de um adulto porque nunca se sabe, né?

Cuidar do primeiro foi mais trabalhoso. Eu ainda estava cheia de “não me toques”, soltando um “coitado do frango” a cada articulação que eu desmontava. Separei as partes nobres lembrando sempre o quanto minha mãe fazia o mesmo serviço com uma técnica e uma velocidade invejável. Nas partes mais complicadas, preciso confessar que contei com a ajuda de Baltazar. Cozinha é treino, como fala o nosso guru, e eu senti que no segundo tudo iria melhorar.

O segundo, e maior, foi realmente mais fácil. Eu quis fazer tudo sozinha porque eu preciso estar preparada para o dia em que não tiver ninguém disponível para me ajudar. Eu consegui utilizar melhor a tesoura e a faca e, incrivelmente, nem foi tão traumático como eu imaginava. Passei tanto tempo ocupada, me esforçando para tirar qualquer vestígio de gordura ou pele que no final das contas o trabalho foi até terapêutico. Quem diria! Separamos as partes nobres para congelar e as partes não tão nobres assim foram utilizadas para fazer a minha primeira canja de galinha. Ficou uma delícia!

20.8.11

Dos nós

Ontem ele conversava comigo a respeito das nossas vidas e das nossas escolhas. É engraçado como a linha da vida ata e desata os nós e, quando menos esperamos, o cenário se transforma de um jeito encantadoramente assustador. 

Nós lembramos todos os dias o quanto nós lutamos contra a desconfiança de alguns e o quanto lutamos contra nós mesmos nos nossos momentos de desânimo. Quantas vezes eu olhei para o chão pensando que isso tudo não passaria de uma loucura e uma perda de tempo. Foram anos de planejamento e alguns adiamentos. Nós nunca conseguimos as coisas da maneira mais fácil e sempre precisamos trabalhar árduamente para colher os nossos frutos.

Deu certo e nós conseguimos realizar o nosso sonho. O desafio de estar aqui tem sido enorme e não muito fácil. Nós encaramos cada etapa vencida como uma grande vitória a ser comemorada. Cada pequeno detalhe é uma grande ensinamento. E é impressionante o quanto temos aprendido sobre nós mesmos, nossos valores, nossas virtudes e, por que não, os nossos defeitos.

Estou muito feliz. Lembrei do sufoco dos dias antes da viagem, do medo e do meu choro no aeroporto quando me despedi de tantas pessoas especiais, da alegria de ver as colinas de Portugal e os Alpes lá do alto, da beleza e do acolhimento da Alemanha e seus moradores adoráveis, da euforia de estar em território francês e viajar pelo eurotunel e, finalmente, do estranhamento dos automóveis e vias malucas da Inglaterra.

Quero aproveitar os meus dias por aqui da melhor maneira possível e preciso me permitir dar um passo de cada vez. Quero finalmente aprender a falar inglês, já que o deixei de lado por tanto tempo em detrimento do francês e do alemão. Quero estudar bastante e aproveitar essa oportunidade da melhor maneira possível. Quero me cuidar mais também, afinal os vinte e seis anos estão chegando e eu preciso estar bem em todos os aspectos. Quero continuar vivendo do nosso jeito simples e feliz, agradecendo sempre à Deus por ter nos permitido tantas coisas boas.

Hoje foi um dia feliz. Nós assinamos mais um contrato e, pelos próximos seis meses, viveremos em uma casinha pequena e adorável aqui na Inglaterra.

19.8.11

#16

Eu sempre tive a sorte e o privilégio de conviver com pessoas que cozinhavam maravilhosamente bem e talvez por isso, durante muito tempo, eu tenha negligenciado bastante a minha veia culinária. Minha mãe é uma cozinheira de mão cheia, como dizem por aí, e meu irmão é um caso excepcional de talento culinário. Baltazar também é excelente e, com certeza, o tempero dele é bem melhor que o meu.

Na minha casa, a sala de estar estava sempre vazia enquanto a cozinha se tornava o cenário principal de acolhimento aos convidados. O meu papel durante todo esse tempo foi de uma simples ajudante e coadjuvante. Casa de ferreiro, espeto de pau? Não necessariamente. Eu só não tinha muita vontade de cozinhar enquanto os outros se divertiam enquanto preparavam os mais variados pratos e sobremesas maravilhosas e impecáveis.

Meu pai um dia me surpreendeu e surpreendeu alguns amigos que passavam uns dias em nossa casa. Quando soube que nós planejávamos viajar ele entrou em pânico, como qualquer pai entraria, e alegou que essa história não daria muito certo. Como é que eu iria viver longe de casa, em outro país? Eu não sabia nem cozinhar!

Ele estava um pouco enganado, mas eu não o culpo. Ele jamais havia me visto cozinhando antes e, portanto, não poderia saber que eu também tinha lá os meus dotes secretos. Precisei provar que ele estava errado e a prova ficou tão gostosa que passou a ser um dos pratos favoritos dele.

Aos poucos tenho me envolvido um pouco mais nesse universo e a cada dia aprendo uma coisinha ou outra que me deixa muito feliz, e que me deixa com muita vontade de ser tão boa quanto a minha mãe, o meu irmão e o meu Baltazar. Não posso deixar de citar as minhas avós! Comida de vó é uma das grandes maravilhas desse mundo, não é verdade?

É por isso que o Blog conta com uma categoria chamada “entre assados e cozidos”. Nela eu pretendo dividir com vocês as minhas grandes aventuras nesse mundo mágico do fogão e companhia. Também podemos trocar receitas, algumas dicas e compartilhar as novidades que provamos nesse mundo maravilhoso do “fish and chips”.

18.8.11

Dos desejos


Que eu seja sempre um convite para um sorriso sincero e um abraço, e que a minha lembrança seja tão bonita quanto você refletindo em mim sob a luz vermelha de um pôr do sol.

17.8.11

#15

Descobrimos mais um lugar lindo e que fica aqui bem próximo a nós. Costumamos ir para lá quando estamos felizes ou tristes, gostamos de nos deitar na grama molhada e olhar as nuvens no céu. Foi um jeito bonito que encontramos para meditar e entrar em contato com Deus.

E nós já improvisamos alguns piqueniques, jogamos bola e conversamos com alguns amigos que estavam a milhares e milhares de quilômetros de nós, graças à dadiva da tecnologia. Também choramos nos dias que foram tristes e nos consolamos enquanto ficávamos molhados num dia de chuva fria de verão.

Com certeza é um dos lugares dos quais nós mais sentiremos saudade.

14.8.11

Das cartas engavetadas

Lembrei bastante dos meus dias de criança ao seu lado, quando viajávamos quilômetros sozinhos e eu era a sua melhor companhia. E você colocava as suas músicas preferidas e sabia que eu iria cantando por todo o caminho. Mas, quantas vezes depois de adulta eu caminhei em silêncio ao teu lado? Quantos quilômetros viajamos juntos e calados? Hoje eu entendo os nossos silêncios e ainda mais a nossa falta de jeito para dizer coisas carinhosas um para o outro. Uma música, um sorriso, um abraço e basta.

13.8.11

#14

Nós tivemos a grande sorte de ter uma biblioteca pública aqui bem ao lado da casa onde estamos no momento e, felizmente, daqui a poucos dias iremos morar mais próximo ainda. Aqui na cidade eles têm um sistema integrado e, com o nosso cartão, nós temos acesso a todas as bibliotecas daqui e de outras cidades. Nós podemos alugar até vinte itens de cada vez, incluindo livros, áudio books, cds e dvds.

O melhor é que nós podemos acessar o acervo online, localizar o livro que a gente quer e saber se ele está disponível na biblioteca mais próxima da nossa casa, ou em qualquer outra, além de poder reservar ou renovar o que você quiser sem sair de casa. Imagine um paraíso recheado de literatura universal e best-seller inglês disponível de graça! Muito bom!

Não preciso nem dizer quem se tornou visita constante por lá. Tenho lido alguns livros bem simples, voltados para crianças e adolescentes, como aqueles escritos pela Meg Cabot. Óbvio que não é o tipo de leitura que eu consideraria ideal para a minha vida, mas é o que eu tenho feito para acelerar o meu aprendizado na língua inglesa por aqui. Tenho namorado os livros do Tolkien e não vejo a hora de poder trazê-los para casa.

9.8.11

Da grandeza

E o sol nasceu e eu precisei abrir as portas e as janelas para que ele iluminasse o nosso caminho. Só eu sei o tamanho da minha alegria e do meu orgulho quando te vi atravessando a rua deserta, entre os jardins e flores ainda adormecidos. E apesar de parecer um menino inseguro, sua sombra mostrava o tamanho da sua coragem.

5.8.11

#13

Os últimos dias têm sido bons. Aos poucos tudo tem se organizado e nós temos vencido alguns obstáculos que acreditávamos ser instransponíveis! Temos tido muita calma e muita esperança de que agora, com certeza, as coisas irão caminhar de uma maneira mais tranquila.

Baltazar tem agora um bom emprego fixo, veja que coisa maravilhosa! E em poucos dias iremos nos mudar para uma casa pequenina e graciosa, que aos poucos ganhará a nossa cor de alegria e o calor das nossas rizadas.

E a cada dia eu cresço um pouquinho mais aqui dentro, no meu espírito e na minha esperança. O verão tem sido bonito e eu tenho aprendido a gostar dos dias de sol e dos dias de chuva. O céu cinza também tem a sua beleza quando a gente consegue olhar pelo lado mais criativo.

Da luta

Nós tentamos ser melhores a cada momento. Nós escutamos e tentamos compreender o incompreensível. E nos momentos mais difíceis nós olhamos para o céu e, com a ajuda de Deus, voltamos ao combate. Nós sangramos, por dentro e por fora, mas curamos as nossas feridas em silêncio, sem ultrajar ou ofender ninguém. Nós lutamos ontem e hoje, esperando que amanhã seja um novo dia. E vai ser.

1.8.11

Antes, o verão

E durante muito tempo eu fui verão, e me alternei entre dias de chuva e sol, num ciclo viciante e já conhecido. Há pouco, pude conhecer o poder da transformação e das possibilidades. Eu conheci a primavera desde o seu início, eu presenciei o renascimento de uma natureza aparentemente morta, acabada. E tudo floriu. Agora os dias mais longos, o céu mais azul e as flores mais exuberantes sorriem para esse verão diferente, de detalhes tão emocionalmente celebrados, de pequenas descobertas. Celebro agora mais um dia de verão, e brevemente será outra primavera.

31.7.11

Inspiração

"Não sou de guardar muita coisa
das que guardo,
tudo tem amor pelo meio."
Vanessa Leonardi


E se você quiser se inspirar também, visite a Caixa Mágica da Vanessa!

26.7.11

Dos sábios

"É bem certo o que ensina o sábio, enquanto não chegar a tua última hora, ainda tudo pode acontecer, não desesperes." A Jangada de Pedra, José Saramago.

20.7.11

Dias de Julho

Lembro-me da época do colégio em que nós nos reuníamos nas férias, o que era raro, para comemorar o 20 de julho. E nós fazíamos coisas simples, mas grandiosas para a nossa idade. E em uma das nossas últimas reuniões, tiramos aquela foto 3x4 torta, com os nossos sorrisos extrapolando as margens da foto.

11.7.11

Cores novas

Eu já não estranho o céu cor de chumbo e já não acho as noites de verão tão frias, como no início. Aos poucos, estamos nos adaptando a atual cidade mas a verdade é que Berlim já roubou o nosso coração. Estamos reorganizando o nosso plano de viagem já que decidimos ficar por aqui até ano que vem, que maravilha. Tenho tantas coisas para escrever mas estranhamente não consigo colocá-las em ordem, os pensamentos caminham muito rápido e eu não consigo acompanhar essa revolução maluca de sentimentos que acontece em mim diariamente.

Eu estava escrevendo um diário de bordo particular, para amigos e família, mas resolvi abandoná-lo por pura falta de inspiração e pela péssima qualidade da conexão de Heidelberg. Nós passamos praticamente um mês sem acesso à internet, os dias estavam parecendo bem iguais e algumas poucas descobertas não diziam respeito a ninguém, só a mim. Ter minhas reflexões e minhas pequenas evoluções compartilhadas com algumas pessoas não me pareceu muito interessante. Interpretações equivocadas ou comentários desnecessários me desanimaram ainda mais. É por isso que eu prefiro esse lugar já que, de certa forma, aqui eu tenho a minha liberdade para escrever.

Preciso voltar mais vezes.

24.6.11

Reino Unido

Por aqui os dias são de chuva, apesar do verão. É incrível acordar pela manhã, olhar a paisagem da nossa janela e não ver nada além do verde das copas das árvores e das manchas avermelhadas dos telhados. Eu ainda me emociono quando lembro dos nossos devaneios, há uns dois anos atrás, quando para nós essa viagem não passava de um sonho que nós estávamos alimentando com todas as nossas forças e o nosso trabalho.

Apesar da euforia, esses últimos dias foram um pouco estranhos e eu me senti um tanto melancólica. Tenho pensado e analisado bastante os meus próximos passos e, apesar de saber que determinadas escolhas são necessárias, existe em mim uma insegurança natural e o inevitável medo de errar. Então eu lembro daquela noite em Stuttgard e das letras douradas que nos incentivava a seguir adiante, e ganho mais coragem.

„...dass diese Furcht zu irren schon der Irrtum selbst ist.“
Georg Wilhelm Friedrich Hegel

19.6.11

Tempo

Eu preciso acalmar a minha mente e o meu coração. Na verdade, eu preciso reorganizar a minha alma para aceitar as mudanças e continuar essa caminhada.

8.6.11

A deriva

Eu não tenho a mínima ideia de quais passos serão dados nos próximos dias. Apesar de toda essa confusão, nada ofusca a alegria da nossa última descoberta, a de que nós seremos felizes em qualquer lugar desse mundo. E não é ilusão, é realidade

30.5.11

Entre pontes e castelos


Estar longe tem sido bom para conhecer melhor as minhas verdades e, se antes eu já sabia o que não era mais necessário para mim, hoje tenho ainda mais certeza.

5.4.11

#12

Era uma vez uma sapatilha super confortável, azul e linda, que foi comprada para ser usada na minha primeira viagem internacional. A sapatilha azul tinha uma fivelinha dourada que dava um ar elegante à produção. Ser elegante e estar confortável é tudo que a gente precisa, né? Acontece que a sapatilha azul resolve quebrar dentro do avião. Não me pergunte como porque até agora eu não entendi como a maldita fivela se soltou se a única coisa que eu fiz dentro do avião foi ficar sentada e não fazer nada durante horas.

Pois é, eu tinha um tênis. Acontece que o tênis resolveu se esfarelar quando chegou em Berlim. Pois é, ele não gostou de fazer esforço e resolveu se aposentar. Disse que estava muito feliz por ter conhecido a Branderburguer Tor e por carregar o pó da Europa para o seu local de descanso. Coitato, mal sabia ele que eu odiava usá-lo. Apesar de confortável, nunca superei o fato de ser obrigatório utilizar tênis no colégio. Eu odeio usar tênis. Sim, eu me acho horrórível de tênis. Parece que carrego dois paralelepípedos nos pés. Eu gosto é de salto e vocês sabem disso. 

Pois é, saímos pelas ruas de Berlim à procura de um calçado que coubesse no nosso bolso e nos meus pés. Encontramos umas lojinhas muito legais, com casacos e botas, coisas que toda mulher adora por um precinho tão lindo. O pobrema é converter pro real. Promessa ingrata, promessa sem jeito. Comprei uma botinha e um sapato que eu achei o máximo e que o Baltazar achou esquisitíssimo. 

4.4.11

#11

Nesses primeiros dias fizemos grandes descobertas nos canais abertos da tv alemã. Sim, existe muita coisa bizarra e às vezes não entender não é bem o problema. Por exemplo, existe um canal onde duas senhoras passam o dia vendendo velas. Isso mesmo, velas - coloridas, aromatizadas, bordadas etc. As séries são todas dubladas em alemão, o que fica meio estranho assim a primeira vista, e as novelinhas deles conseguem ser piores que as do sbt e da record juntas. 

Alguns canais passam filmes que até na sessão da tarde já deixaram de passar porque, né? Cansou. Tem muitos canais de vendas de qualquer coisa, roupa, sapato,  panelas, perfumes e acessórios eróticos (!) Também tem canais com programas sobre previsão do tempo. No início eu achei um pouco inútil mas depois entendi a necessidade de saber mais ou menos o que vai acontecer com o tempo antes de sair de casa.

Meus programas favoritos são os desenhos animados, que passam a qualquer hora do dia! Aqui passa o Bob Esponja, American Dad, Futurama, Ugly Americans, South Park e muitos outros - todos em alemão. Assistir desenho animado tem as suas vantagens, como por exemplo ajudar a aumentar o meu pobre, muito pobre, pobre mesmo, vocabulário.  Levando em consideração que eu sou praticamente uma criança aprendendo a falar por aqui eu não me sinto tão mal por utilizar esse meio para o aprendizado. E também não precisa nem entender o que eles estão falando, apenas olhe, escute e ache graça se entender alguma coisa.

3.4.11

Berlin

Foram mais de 6 horas de trem de Reutlingen até Berlin, admirando as paisagens e torcendo para a estação central chegar logo. E a todo momento nos perguntávamos o que aqueles lugares haviam sofrido, quantos deles não haviam sido completamente devastados pela guerra. Ele fica em silêncio, querendo acreditar no que os olhos estão vendo, tentando entender tudo em volta. É bonito.
 

2.4.11

#10

Domingo, dia de sol, dia de passear e libertar a Lolla* que existe em nós. Também foi dia de colocar a geógrafa que existe em mim em ação para ensinar ao Baltazar como se lê um mapa. Pronto, cumpri a minha missão na terra e ele não se perde nunca mais. Pesquisamos o endereço de alguns pontos turísticos aqui em Berlim e verificamos qual era o mais viável para chegar caminhando. Com o lema "metrô é para looser", calçamos o nosso tênis e partimos para a aventura.

O dia estava lindo, o céu azul e o clima estava bom. Fomos conhecer o nosso primeiro ponto turístico de Berlim: o Portão de Brandenburgo!

#9

A primeira noite no apartamento foi uma aventura, já que qualquer barulho nos deixava em estado de alerta. O ruído nos encanamentos nos assustava, assim como o barulho que a geladeira fazia e deixava de fazer repentinamente nos fazia correr até a cozinha para ver se estava tudo bem. O ruído que o chão de madeira fazia em determinados pontos do quarto nos convidava a uma reflexão sobre a idade do prédio e a possibilidade de ele desabar em breve. O mais engraçado era o nosso estado de pânico quando imaginávamos que a vizinhança era perigosa, que as pessoas que também moravam no prédio eram suspeitas. Apesar da tensão, a noite dos horrores também não durou muito tempo por conta do nosso cansaço - ainda bem.

Na manhã de sábado saímos para fazer uma caminhada pelas redondezas e para localizar o supermercado, a padaria, o metrô, enfim, essas coisas fundamentais para a nossa sobrevivência. Na pracinha ao lado da nossa rua tinha uma grande feira livre, com barraquinhas de comida de várias nacionalidades, frutas, verduras, roupas, sapatos e muita gente feliz por conta do sol que estava fazendo.

A vizinhança é muito tranquila. As fachadas dos apartamentos e casas antigas são lindas. As praças são lindas e as crianças brincando nelas também </Caetano>. Estamos instalados em um dos grandes pólos gastronômicos da cidade e temos tudo aos nossos pés. O dia e a noite são bem animados por conta dos inúmeros restaurantes, barzinhos, sorveterias e lojas diversas que existem aqui no bairro, que diga-se de passagem é conhecido como o bairro gay de Berlin, ou seja, é animado mesmo! 

Apesar de existir toda essa badalação na rua, é incrível como aqui é silencioso. A feira é silenciosa, os restaurantes, os bares, a rua! Você só consegue ouvir a sua respiração e alguns pássaros cantando enquanto você caminha pelas calçadas. É incrível. Estamos apaixonados por Schönenberg!

1.4.11

#8

Madrugamos, ou melhor, mal dormimos. Ontem à noite o nossos protetores queridos fizeram um jantarzinho de "despedida temporária", foi ótimo. Agora sim começamos a sentir um frio na barriga. Até agora nós ainda estávamos em casa. Eles cuidavam tanto da gente, explicavam as coisas, ensinavam como agir em determinadas situações, que praticamente era uma extensão da nossa família. Agora não, somos só nós dois e precisamos cuidar um do outro ainda mais que antes, se é que isso é possível.

Entrar naquele trem foi engraçado. Eu estava morrendo de medo de acontecer alguma coisa errada, como não conseguirmos trocar de trem na estação certa ou simplesmente perder o outro trem, ou qualquer outra catástrofe parecida. Quando o maquinista (?) do trem começa a falar em alemão e você não entende NADA, o pavor aumenta bastante. O inglês deles é péssimo e você também só vai entender alguma coisa parecida com o alemão, ou seja, nada.

No início foi ótimo. Paisagens lindíssimas e estações de trem que pareciam aqueles brinquedos que todo mundo teve na infância, aqueles bloquinhos de madeira que imitavam uma cidade. Chegando a Stuttgart, tivemos 9 minutos para trocar de plataforma e encontramos o nosso trem (ICE) pra Berlim. Levamos mais de seis horas para chegar ao destino final, e foi bastante cansativo. As paradas em cada estação de cada cidade colaboravam bastante para o prolongamento da viagem, e nos deixavam ainda mais ansiosos para chegar.

A coisa mais absurda que eu presenciei até então foi ver seis pessoas sentadas durante mais de seis horas, uma ao lado da outra, mudas. Você fica constrangido até por respirar. Baltazar até ofereceu um chocolate para o rapaz ao meu lado, mas ficou só no "vielen Dank" mesmo.

[Paisagens e mais paisagens.]

A vontade de sair do trem aumentava a cada parada até chegarmos a Berlim. Quando finalmente chegamos à estação central foi aquele baque. Tudo rápido, pessoas de um lado pro outro, trens partindo, metrô chegando. A namorada australiana do rapaz que nos alugou o apartamento nos esperava em frente a um Kebab que fica dentro da Hbf. Nos identificamos, conversamos um pouco e pegamos o metrô. Chegando ao apartamento ficamos muito mais tranquilos. Estava tudo em ordem, tudo funcionando e a dispensa previamente cheia pelo menos para os 2 primeiros dias.

Graças a Deus chegamos bem!
Espero que dê tudo certo.

31.3.11

#7

Novo destino confirmado: esqueçam Heidelberg, nós vamos para Berlim! Tivemos a grande sorte de encontrar um apartamento ótimo e bem localizado, em uma área central de Berlim. Nós estávamos procurando uma coisa bem mais simples, um quarto para estudantes ou coisa do tipo, mas conseguimos encontrar um  apartamentoZinho já todo mobiliado (ótimo), com quarto, sala e cozinha integrada.

Pelo site parece estar tudo ok. Aquecimento, água, energia, máquina de lavar e internet estão inclusos no preço. Baltazar conversou com o proprietário, que por acaso é brasileiro, e está alugando o apartamento exatamente por um mês, o mês que precisamos estar em Berlim. Negócio fechado. Nos encontraremos na estação central de Berlim para receber as chaves e o rapaz irá nos levar até o ap. Obrigada Deus, mais uma vitória pra nossa listinha.

A dificuldade para encontrar um lugar em Heidelberg era justamente o por conta do pouco tempo de contrato. Lá eles só querem alugar por no mínimo seis meses. Os albergues não tinham vaga para os 30 dias e também ficar esse tempo todo em albergue seria muito cansativo. E não precisa nem comentar sobre o preço né? Impraticável, não preciso escrever mais nada. Estamos indo comprar as passagens para Berlim agora. No mais, torçam para dar tudo certo.

30.3.11

#6

Os dois últimos dias foram de intensas pesquisas. Para definirmos o nosso próximo destino precisamos, primeiramente, encontrar algum local para ficar. Têm sido complicado encontrar um lugar em Heidelberg, uma cidade que fica bem perto daqui. Hoje tivemos uma pequena surpresa e pode ser que amanhã o nosso destino seja outro. Vamos aguardar as negociações.

28.3.11

#5

Após tomarmos café e verificarmos os e-mails e as demais providências burocráticas necessárias para os próximos dias, fomos convidados para um passeio maravilhoso. Fomos até a cidade de Tübingen!  O dia estava muito agradável, sem chuva e com um friozinho gostoso de sentir. 

Tübingen é uma cidade universitária, pequena e tem a cara da Alemanha da nossa imaginação. A vista do castelo é lindíssima, de onde podemos observar praticamente toda a cidade. No centro, encontramos muitos cafés, restaurantes e lojinhas tentadoras. Finalizamos o passeio em uma cervejaria, a Fischer’s, onde Baltazar provou a especialidade da casa, produzida lá mesmo, e eu experimentei um Apfelstrudel, (uma torta de massa folhada com recheio de maçã) com sorvete de creme. Foi uma delícia.

27.3.11

#4

Reutlingen é uma cidade linda. As casas são um sonho, os gramados são bem cuidados e os jardins possuem uma grande variedade de plantas e flores, que começam a chegar com a primavera. Existem pouquíssimos prédios e da janela temos uma linda vista das colinas. A primavera está chegando para mostrar as suas infinitas cores e, aos poucos, as árvores que estavam cobertas de neve começam a ganhar cor. Esse pedaço de paisagem me lembra muito a nossa caatinga quando recebe os primeiros dias de chuva. A vida sempre esteve lá, a cor estava apenas adormecida.

A organização alemã é algo que vem nos impressionando muito. O silêncio é incrivelmente perturbador. Os hábitos e as pequenas grandes diferenças culturais também. Cada detalhe sobre o uso da água, da energia e principalmente da disposição do lixo são interessantes. Os recursos naturais aqui são extremamente valorizados e, portanto, muito caros. Existe um imposto cobrado até pela água da chuva que cai na área de cada residência. O teto da casa onde estamos no momento é completamente revestido por placas solares. A casa funciona com a energia gerada pelas placas instaladas no próprio telhado. É incrível.

O sol tem aparecido todos os dias, mas mesmo assim está frio. A temperatura varia entre os 12 ºC durante o dia e 5 ºC graus durante a noite e é óbvio que isso é calor se comparado ao frio de Quebéc. Um passo de cada vez já que saímos dos 40º de Fortaleza ontem, não é? Estamos 5 horas a frente do Brasil e o nosso organismo ainda não entendeu muito bem a mudança. Acordamos aqui praticamente ao meio dia e dormimos muito tarde. É estranho olhar para o relógio e entender que são 8 horas da noite quando ainda vemos o sol pela janela.

O aprendizado tem sido enorme. Estar esses dias na casa de pessoas queridas tem sido muito importante, pois temos a instrução e o acolhimento juntos, na mesma casa.