27.3.11

#4

Reutlingen é uma cidade linda. As casas são um sonho, os gramados são bem cuidados e os jardins possuem uma grande variedade de plantas e flores, que começam a chegar com a primavera. Existem pouquíssimos prédios e da janela temos uma linda vista das colinas. A primavera está chegando para mostrar as suas infinitas cores e, aos poucos, as árvores que estavam cobertas de neve começam a ganhar cor. Esse pedaço de paisagem me lembra muito a nossa caatinga quando recebe os primeiros dias de chuva. A vida sempre esteve lá, a cor estava apenas adormecida.

A organização alemã é algo que vem nos impressionando muito. O silêncio é incrivelmente perturbador. Os hábitos e as pequenas grandes diferenças culturais também. Cada detalhe sobre o uso da água, da energia e principalmente da disposição do lixo são interessantes. Os recursos naturais aqui são extremamente valorizados e, portanto, muito caros. Existe um imposto cobrado até pela água da chuva que cai na área de cada residência. O teto da casa onde estamos no momento é completamente revestido por placas solares. A casa funciona com a energia gerada pelas placas instaladas no próprio telhado. É incrível.

O sol tem aparecido todos os dias, mas mesmo assim está frio. A temperatura varia entre os 12 ºC durante o dia e 5 ºC graus durante a noite e é óbvio que isso é calor se comparado ao frio de Quebéc. Um passo de cada vez já que saímos dos 40º de Fortaleza ontem, não é? Estamos 5 horas a frente do Brasil e o nosso organismo ainda não entendeu muito bem a mudança. Acordamos aqui praticamente ao meio dia e dormimos muito tarde. É estranho olhar para o relógio e entender que são 8 horas da noite quando ainda vemos o sol pela janela.

O aprendizado tem sido enorme. Estar esses dias na casa de pessoas queridas tem sido muito importante, pois temos a instrução e o acolhimento juntos, na mesma casa. 

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