1.4.11

#8

Madrugamos, ou melhor, mal dormimos. Ontem à noite o nossos protetores queridos fizeram um jantarzinho de "despedida temporária", foi ótimo. Agora sim começamos a sentir um frio na barriga. Até agora nós ainda estávamos em casa. Eles cuidavam tanto da gente, explicavam as coisas, ensinavam como agir em determinadas situações, que praticamente era uma extensão da nossa família. Agora não, somos só nós dois e precisamos cuidar um do outro ainda mais que antes, se é que isso é possível.

Entrar naquele trem foi engraçado. Eu estava morrendo de medo de acontecer alguma coisa errada, como não conseguirmos trocar de trem na estação certa ou simplesmente perder o outro trem, ou qualquer outra catástrofe parecida. Quando o maquinista (?) do trem começa a falar em alemão e você não entende NADA, o pavor aumenta bastante. O inglês deles é péssimo e você também só vai entender alguma coisa parecida com o alemão, ou seja, nada.

No início foi ótimo. Paisagens lindíssimas e estações de trem que pareciam aqueles brinquedos que todo mundo teve na infância, aqueles bloquinhos de madeira que imitavam uma cidade. Chegando a Stuttgart, tivemos 9 minutos para trocar de plataforma e encontramos o nosso trem (ICE) pra Berlim. Levamos mais de seis horas para chegar ao destino final, e foi bastante cansativo. As paradas em cada estação de cada cidade colaboravam bastante para o prolongamento da viagem, e nos deixavam ainda mais ansiosos para chegar.

A coisa mais absurda que eu presenciei até então foi ver seis pessoas sentadas durante mais de seis horas, uma ao lado da outra, mudas. Você fica constrangido até por respirar. Baltazar até ofereceu um chocolate para o rapaz ao meu lado, mas ficou só no "vielen Dank" mesmo.

[Paisagens e mais paisagens.]

A vontade de sair do trem aumentava a cada parada até chegarmos a Berlim. Quando finalmente chegamos à estação central foi aquele baque. Tudo rápido, pessoas de um lado pro outro, trens partindo, metrô chegando. A namorada australiana do rapaz que nos alugou o apartamento nos esperava em frente a um Kebab que fica dentro da Hbf. Nos identificamos, conversamos um pouco e pegamos o metrô. Chegando ao apartamento ficamos muito mais tranquilos. Estava tudo em ordem, tudo funcionando e a dispensa previamente cheia pelo menos para os 2 primeiros dias.

Graças a Deus chegamos bem!
Espero que dê tudo certo.

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