30.11.11

O jogo da amarelinha

Em silêncio, enquanto bebo outra xícara de café e olho a chuva pela janela, repenso e penso umas mil vezes sobre os últimos passos, sobre as últimas escolhas e sobre como eu cheguei até aqui. Eu, que até então apenas me imaginava dando pulos e rodopios pelas poças rasas de água, enfrentei a chuva sem proteção alguma e abri um sorriso para os possíveis nãos que poderia receber. Finalmente decidi acolher a cidade que me acolheu com tanto sol em meus dias tristes. Foi uma aceitação de um jeito torto e sincero, um tanto tardio, mas verdadeiro. Eu precisava desse tempo todo. Eu sou assim, cheia de ponderações. Enquanto voltava para casa, pulei como quem pula amarelinha num dia de sol sob a chuva, em poças de lágrimas.

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