31.12.12

Andar com fé eu vou


Então é isso, chegou o grande dia de zerar os ponteiros e ter a chance de recomeçar outra vez. Por mais que digam que é apenas uma troca de calendário, eu gosto da sensação de finalmente poder deixar o ano já velho ir de vez. Gosto de abrir todas as portas e janelas da casa para deixar o barulho os sorrisos inundarem as nossas almas pelos primeiros minutos seguintes.

2012 sai pela porta da frente, com todas as honras e agradecimentos que merece. Ele cumpriu o seu papel e foi sim um ano surpreendente em vários aspectos, como desejei. Enquanto os primeiros momentos 2013 invadem as casas e as nossas vidas, desejo que ele seja bom e que eu tenha fé e força, sempre.

Desejo um ano novo de fé. Fé nas pessoas e nos milagres de cada dia. Fé na nossa capacidade de lutar por um mundo – particular e coletivo – melhor. Fé em Deus, fé em nós mesmos e em todos aqueles anônimos que, com um ato simples de gentileza, fazem com que os nossos dias sejam melhores. Fé nas palavras e nos carinhos, fé de que vai dar certo de qualquer jeito, mesmo com as quedas, mesmo com os choros, mesmo com as perdas. Fé de encontrar alegria no caminho. Fé.

Um ano novo feliz para todos nós.


"...Andar com fé eu vou,
que a fé não costuma faiá.."


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ps: É meia noite e enquanto abraço o meu companheiro de tantos anos, renovando os meus votos de amor e amizade em seu ouvido, lembro que essa também é a hora em que eu corro e abraço a minha mãe, enquanto os vizinhos entram cantando parabéns porta adentro, trazendo um bolo e um coro de admiração por essa mulher tão forte, tão rara. Parabéns pelos seus 63 anos de vida mãe, te amo!

28.12.12

Sem jeito


Tem gente que leva jeito para cozinhar, criar coisas importantes, decorar ambientes, plantar sorrisos e florescer coisas bonitas. Eu não levo jeito para nada. Nadica de nada. Nasci mesmo foi para passar a vida toda me perguntando para o que é que eu levo jeito.

27.12.12

Boas Festas


“E todo ano a gente acorda assim...” era o conteúdo da mensagem que a minha irmã me mandou logo na manhã do dia vinte e quatro, seguido de um link. Eu estava terminando de me arrumar para sair para o trabalho e, apesar de saber que teria que refazer a maquiagem em tempo recorde se eu a borrasse, não resisti e cliquei no link só para ver por quantos segundos eu resistiria sem derramar uma lágrima.

Comecei a chorar antes mesmo dos primeiros acordes, mas foi um choro feliz. Música na minha casa é sempre um sinal de felicidade. Ignorei completamente a existência de vizinhos e coloquei o som nas alturas aqui também. Me vi no eco e nos rodopios da minha mãe pela casa, no cheiro que exalava da cozinha, no barulho do vinil e do nosso cantarolar coletivo desafinado.

Não me lembro de ter tido uma árvore de natal sequer na minha casa durante todos esses anos. Nunca tivemos nenhum enfeite, com exceção das luzes coloridas que eu insisti em pendurar na sacada em um ano qualquer. Nunca teve nenhuma troca de presentes na presença da família reunida e principalmente nenhum peru, mas o espírito de natal – o verdadeiro – estava solto pela casa, principalmente na cozinha onde nós passávamos o dia achando graça e tentando imitar os sons da Harpa e a Cristandade.

Enquanto eu tentava inutilmente reconstruir a minha máscara para o trabalho, relembrei de todos os natais bons e ruins, da tristeza da minha mãe no último natal que passamos juntas por conta da recente perda da minha vó no dia dezesseis de dezembro daquele ano. Essa foi a única vez que o vinil não tocou. Foi um natal muito escuro e triste.

Fiquei aliviada porque apesar da nossa distância e da tristeza que agora o natal tem para ela, tinha música na minha casa. Música alta, para compartilhar com os vizinhos antigos a única tradição natalina do número duzentos de azulejos azulados. Saí correndo, consegui pegar o ônibus a tempo para o trabalho. Voltei para casa morta de cansada e com fome. Jantamos na casa de um amigo. Não tivemos ceia na nossa casa e nos esquecemos de comprar pão para comer no outro dia, mas tive um natal feliz.


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Para ler também: A harpa e a Cristandade, arquivo do natal de 2010.

24.12.12

Love & Peace


Nós temos milhares de oportunidades para semear o amor e a caridade durante o ano, mas é no natal que o mundo inteiro se une por algumas horas e faz com que o coro dos bons sentimentos soe mais alto que o de costume. O mundo seria tão melhor se esse espírito despertado em algumas pessoas nesse período durasse mais alguns dias!

Aproveite esse dia para estar perto das pessoas que vocês amam, para refletir sobre os seus erros, pedir perdão e perdoar as maldadezinhas de cada dia. Dê um sorriso, abrace os seus pais e seus irmãos, deseje coisas boas para todos, sem exceção. Esqueça a embalagem, o natal acontece dentro de você.

Celebre a vida, o renascimento, a esperança e agradeça por todos os presentes que você ganhou durante o ano. E me faça o favor de não cometer a gafe de esquecer do aniversariante mais importante do mundo!!! <3

Obrigada pela companhia, pelas palavras, pelo carinho nos comentários, e-mails e cartas, pela amizade, pelo apoio e pelos sorrisos que eu pude dar aqui do outro lado da tela. Desejo tudo de melhor para vocês, de coração e com toda a cafonice que só eu consigo ter.

Feliz Natal!
Um beijo.

22.12.12

Last Chance Saloon


No início de dezembro – quando eu recebi a minha escala de trabalho para o maravilhoso período de vendas natalino – precisei respirar fundo, fechar os olhos e imaginar o som de uma cachoeira enquanto tentava convencer a mim mesma que isso tudo seria uma grande aventura. Eu já estava mesmo me preparando psicologicamente para esses dias há semanas e, para isso, vinha adotando todas as medidas possíveis para pelo menos minimizar o estresse na minha vida, já que acabar de vez com ele seria algo impossível.

Como eu sabia que o tempo perdido no trajeto casa-trabalho-casa aumentaria bastante, por conta do trânsito maluco e dos horários maravilhosos em que eu iria trabalhar, decidi que precisaria da companhia de uma leitura L E V E para me distrair no caminho. Fui à biblioteca decidida a voltar para casa com algo da Meg Cabot, mas como em período de férias escolares as prateleiras coloridas ficam mais vazias, não tive outra escolha e voltei para casa com a Marian Keyes.

O livro estava indo muito bem, com todos os clichês de sempre, até que um dos personagens passa por uma reviravolta daquelas que só acontecem na vida real. Imaginei o número de pessoas reais que estavam lidando com aquela situação descrita no livro naquele exato momento, na loucura que é se deparar com um diagnóstico inesperado e de ter a sua vida completamente virada de pernas para o ar. Clichê também, eu sei, mas quando você conhece alguém que está passando por uma situação parecida, as palavras acabam ganhando um peso bem maior.

Estou com o estômago embrulhado até agora e não paro de pensar na brevidade da vida, nas incertezas, nas expectativas e nos planos que são deixados sempre para amanhã e que podem nunca ser concretizados. Definitivamente não era esse tipo de livro que eu estava precisando, mas já estou muito envolvida para simplesmente deixa-lo de lado. Tudo que eu queria era uma historinha engraçada na terra do fish and chips, agora é segurar o choro e ir até o final.

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ps: overreaction detected -> Acabei de ler o livro e, sinceramente, depois do capitulo triste da revelação, o resto é ótimo e o final é feliz. Êêee! <3

18.12.12

Presente de Natal

Já que dois mil e doze decidiu que vai botar boneco até a hora da virada, meu sonho de natal é que dois mil e treze venha com um manual de instruções ilustrado, que é para não ter perigo de deixar dúvida e eu ainda conseguir a proeza de fazer alguma coisa errada.

15.12.12

Sobre o fim do mundo


Não se engane. O mundo se acaba mesmo é a todo momento, nas trincheiras da guerra do dia a dia. Ele se acaba na violência no trânsito; nos assaltos que levam muito mais que o dinheiro; na perda da batalha contra uma doença maligna; nas balas que cortam as ruas, os céus, os cinemas e as escolas; e, principalmente, na dor da despedida em uma hora inesperada.


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ps: Nesse dia 15 de dezembro, em que outros tantos mundos particulares acabaram, eu agradeço a Deus pela graça de ter vivido mais um dia, por ter ido ao trabalho e voltado para casa em segurança, por ter um teto seguro para nos proteger do frio lá fora, por ter comida na mesa, por ter saúde e por estar ao seu lado nesses últimos oito anos e sete meses das nossas vidas. 

14.12.12

Vida Organizada


Quando terminei de escrever o último post, fiquei durante um bom tempo observando tudo ao meu redor, tentando detectar tudo aquilo que me incomodava,  revendo as minhas atitudes e o reflexo disso tudo na minha vida e na minha casa. Olhar nos próprios olhos através do espelho nem sempre é fácil, mas é uma das chaves que abrem as muitas portas esquecidas e emperradas dentro de nós.

Observei a bagunça do dia a dia, que vai acumulando sem que a gente tenha muita consciência por conta da vida maluca e da falta de tempo. Não fiquei muito contente com o que vi, principalmente depois de ter feito uma faxina daquelas no final de semana. Em menos de três dias tudo estava novamente de pernas para o ar.

O amontoado de livros, papéis e correspondências na mesa que usamos para estudar; a impossibilidade de usar o sofá por conta da quantidade de livros e roupas que estavam ali esperando para voltar aos seus lugares de origem; a desorganização do nosso quarto e do nosso guarda-roupa e o pequeno caos da cozinha eram só um detalhe externo da bagunça que se tornou a nossa cabeça nesses últimos meses. Definitivamente não dava mais para continuar assim.

Fiquei pensando no enorme desperdício de tempo das nossas vidas por conta de pequenos hábitos, da falta de rotina e dos inúmeros “deixa aí que depois eu faço” que nós dissemos e que sempre serviram de desculpa para deixar as pequenas tarefas para depois. Conviver tranquilamente com a própria bagunça é até possível, mas quando a bagunça começa a atrapalhar o caminho dos dois, aí fica um pouco mais complicado.

Bagunça me desconcentra, me irrita e eu sempre a encaro como um atestado de incapacidade pessoal. Eu vou bagunçando, acumulando algumas coisas, mas como o meu limite de tolerância é mínimo, as coisas logo começam a entrar nos eixos. O problema é a bagunça do outro, que eu não tocava e não arrumava por questão de respeito ao caos criativo alheio, até que eu percebi que se o caos criativo não estava mais sendo eficiente nem para ele, estava sendo muito menos para mim.

Os seis livros abertos ao mesmo tempo, os três dicionários em três línguas diferentes, o computador com dezenas de abas abertas, a pilha de papel para anotações aleatórias, os cadernos antigos e outros materiais de estudo que não estavam sendo utilizados naquele momento só estavam fazendo com que ele não conseguisse se concentrar. Não era à toa que ele ultimamente levava mais de três horas para finalizar a leitura de um texto e não conseguia se imaginar alcançando o objetivo dele, fazendo com que a autoestima escorresse pelo ralo. Só quando me coloquei no lugar dele, percebi porque o meu desempenho nos estudos também estava indo ladeira a baixo.

Ele tem poucas horas disponíveis para estudar, já que trabalha 'full time' e a renda dele é responsável por fazer a vida aqui funcionar. E eu? Eu tenho muito mais tempo disponível, trabalho bem menos e não tenho nenhuma desculpa plausível para dar caso eu não consiga alcançar o meu objetivo! Depois do pânico, assumir de uma vez por todas a ordem da casa e da nossa rotina então me pareceu uma missão inadiável.

Após esse exame de consciência e de observação, peguei a minha agenda - que ultimamente andava esquecida - e fiz algumas anotações. Levantei da minha cadeira e, sem dizer absolutamente nenhuma palavra, decidi organizar a vida por etapas. Na mesma noite, a sala se tornou muito mais agradável para se estar e a mesa de estudos ficou muito mais confortável e convidativa. Gostei do resultado e, no dia seguinte, dei continuidade ao processo sem muito alarde depois que cheguei do trabalho.

Quando ele chegou em casa, eu o informei que daquele dia em diante nós teríamos que reaprender a seguir uma rotina de estudos e, que se nós quiséssemos mesmo que o nosso “ano de uma meta só” desse certo, nós teríamos que nos ajudar. Conversamos enquanto preparávamos o jantar e ele se motivou bastante quando eu apresentei uma planilha de horários e estudos que eu havia feito para ele. Na mesma noite, enquanto eu seguia com a minha fase de organização da casa, ele começou a seguir a rotina que eu havia elaborado e, para a nossa surpresa, funcionou direitinho e ele se sentiu super estimulado para seguir adiante.

Finalizei a etapa de organização da casa hoje pela manhã e agora só precisamos nos vigiar para manter cada coisa no seu lugar, mantendo o cuidado diário, mas sem muito esforço e perda de tempo. Hoje mesmo começo a minha rotina de estudos já que finalmente estou conseguindo sentir a minha cabeça mais equilibrada. Estamos confiantes e eu espero mesmo que essa nova fase dê certo. Vamos ver no que vai dar. :P 

Escrevi esse post enorme só para compartilhar com você – que anda com a vida de cabeça para baixo também – que é possível sim colocar a vida nos eixos. Comece hoje também! O segredo é fazer uma coisa de cada vez.


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ps: O título do post é uma referência ao blog mais legal do mundo para quem quer colocar a vida nos eixos, o vidaorganizada.com!

12.12.12

12.12.12


Acordei cedinho e fui muito feliz para o meu trabalho voluntário no projeto de educação ambiental aqui da cidade. Por conta do inverno, as atividades na reserva estão suspensas até o início da próxima primavera e, nesse momento, começa no escritório o período de planejamento das aulas, oficinas e passeios do ano que vem.

Hoje, pela primeira vez, trabalhei no escritório fazendo coisinhas bobas, como atualizar os contatos na data base e na lista de e-mails do projeto; cadastrar os últimos trabalhos, monografias e teses sobre a reserva; organizar as pastas e preparar as folhas de cadastro para os próximos eventos etc. A todo momento a minha coordenadora pedia desculpas por me dar uma tarefa tão maçante para fazer, sem saber que ali, sentada naquela mesinha eu estava finalmente podendo fazer algo de significância para mim.  

Estar envolvida em algo da minha área e poder estar em contato com pessoas como a minha coordenadora foi um dos melhores presentes que dois mil e doze pode me dar. Apesar de não ter nenhum retorno financeiro, só eu sei o bem que estar ali me faz, mesmo que seja para fazer algo bobo, mesmo que no final das contas eu não seja tão útil assim e acabe fazendo sempre um papel de coadjuvante, quase invisível.

Hoje vi que abrirá uma vaga para trabalhar como assistente lá no escritório durante o próximo ano e, no mesmo momento, senti uma pontinha de tristeza e arrependimento por não ter me dedicado ainda mais ao inglês. Como a vaga é para trabalhar educação infantil, comunicação é um fator primordial e, infelizmente, AINDA não estou no nível para competir com os nativos. Ainda. Enquanto voltava para casa decidi que o ano que vem vai ser um ano de uma meta só: ficar fluente, de uma vez por todas, na língua inglesa.

Apesar do avanço significativo desse ano, chegou a hora de “puxar” um pouco mais a corda do pescoço já que, com o inglês decente, eu posso um dia me candidatar sem medo para trabalhar em qualquer lugar desse mundo. Eu tenho uma formação boazinha, tenho uma pós-graduação que pode me dar alguma vantagem dependendo da vaga, tenho experiência na minha área – no Brasil e em duas organizações importantes aqui do Reino Unido – vontade e coragem suficiente para estudar e trabalhar bastante pelos próximos anos. Isso deve valer alguma coisa, não?

Então tá decidido, 2013 será o ano das línguas, porque de quebra eu vou ressuscitar o meu amado e esquecido francês também. No dia 12.12.12, essa data cabalística que pode significar alguma coisa ou não, prometi a mim mesma que eu poderei perder as próximas brigas por qualquer outro motivo, mas jamais por conta de deficiência na língua inglesa, jamais! 

11.12.12

O dia em que a terra parou


Estou aqui, embaixo das cobertas enquanto finjo que esse edredom macio é, na verdade, um abraço. Como estava de folga do trabalho e com uma insistente enxaqueca desde domingo, acabei me dando a liberdade de cancelar a minha terça-feira. Não saí de casa nesse frio de menos dois graus, não fui ao trabalho voluntário, não devolvi os livros na biblioteca, não comprei os cartões de natal que levaria para o outro trabalho voluntário amanhã e fiquei aqui, olhando para as paredes inutilmente, sem saber muito bem o que fazer.

Tomei um banho demorado, me enrolei no meu roupão fofinho de corações brancos, fiz uma caneca de chocolate quente e voltei para debaixo das cobertas. Não consegui escrever o que queria, não consegui me concentrar em nada durante mais de cinco minutos. Eu e essa droga de cabeça que não para de latejar e pensar. Eu sei muito bem o que essa dor, essa melancolia e essa fome de chocolate significam, mas não quero que isso me dê trabalho. Não nesse mês, não nesses dias em que eu não posso ficar triste.

10.12.12

White Rabbit


Eu fui uma criança chata para comer, nada mais normal já que criança não é criança de verdade se não tiver uma chatisse dessas associada a sua micro pessoa. O maior problema da minha vida eram aquelas coisas verdes sem graça e aquelas rodelinhas de cebola que – argh – faziam aquele barulhinho insuportável quando eu mordia sem querer. Era um chilique na certa. Minha família merece ir para o céu sem escala.


O tempo passa e você finalmente percebe que aquele seu sonho infantil de só se alimentar de brigadeiro, pizza e sorvete de chocolate pelo resto da vida não daria mesmo muito certo e que, se você quiser sentir aquele tempero de casa, o mesmo que você tanto esnobou quando criança, vai ter que chorar muito cortando cebolas brancas e roxas. Você também percebe que cresceu quando se vê voltando do supermercado com as sacolinhas lotadas de frutas, verduras e cogumelos. 

Confesso que cebola foi algo que comecei a aceitar há muito pouco tempo, só depois que entendi o milagre de cada dia do trio parada dura da cozinha: cebola, alho e sal. Não tem erro. E além dos alhos e pimentões que sempre existem por aqui, descobri um amor maior chamado cogumelo, que deixa qualquer coisa melhor ainda do que poderia ser. Sempre que como um pedacinho, me imagino no país das maravilhas ao som de Jefferson Airplane.

A cada domingo, enquanto compartilho os meus avanços culinários durante as nossas horas de conversas, minha mãe dá gargalhadas e dicas preciosas de sobrevivência. Meu pai não acredita até hoje que eu “cozinho” alguma coisa e sai de cena achando graça. Detalhes, meros detalhes dos dias que passam e que se enchem de lembranças.

When logic and proportion
Have fallen sloppy dead
And the White Knight is talking backwards
And the Red Queen is "off with her head!"
Remember what the dormouse said:
"Feed your head! Feed your head"

9.12.12

Project365 - #15

[Domingo - 09.12.12 - 105/365]
Mil feirinhas de natal acontecendo pela cidade, tudo ao mesmo tempo. Hoje nós fomos visitar essa tenda  que fazia parte de uma feirinha itinerante. A tenda era incrível e psicodélica. Várias coisas lindas para vender, muito produto/roupa/objeto para decoração vintage. Incrível. 
[Sábado - 08.12.12 - 104/365]
"If you choose to dance with a crocodile you must be prepared for when the music stops." Vi esse vinil gigante numa exposição do museu e achei o máximo. Recado dado.
[Sexta-feira - 07.1212 - 103/365]
Aproveitamos a tardinha para fazer uma caminhada pelo harbourside. O fim de tarde foi lindo, com direito a pôr do sol e tudo mais. Não tem nenhum filtro na foto e é lógico que o celular não conseguiu captar a beleza real do momento, mas tá valendo.
[Quinta-feira - 06.12.12 - 102/365]
O dia foi tão sem graça e sem nenhuma novidade que a única coisa que eu consegui pensar para preencher o dia de hoje no projeto foi a chegada de mais um cacareco nessa casa: um playmobil DJ. A preguiça era tão grande que a foto ficou horrorosa e eu não tive nem coragem de tirar outra. Aff.
[Quarta-feira - 05.12.12 - 101/365]
Desde aquele sábado no qual coloquei não só os pés, mas resolvi me melecar inteira dentro da jaca, eu tinha parado de comer doce. Como me comportei direitinho. resolvi me dar essa mega torta de chocolate hoje como recompensa. 
[Terça-feira - 04.12.12 - 100/365]
Somente agora quando estava montando o post me dei conta que cheguei finalmente aos 100 dias de projeto. Eu vou tirando as fotos e publicando no instagram durante a semana, mas confesso que só vejo o dia ao qual a foto corresponde aqui no computador mesmo. Fiquei ainda mais feliz com a feliz escolha da foto do dia número 100, uma dele e dos livros. É  amor que não acaba mais.
[Segunda-feira - 03.12.12 - 99/365]
Depois de um dia daqueles, cheguei em casa super cansada e sem um pingo de coragem de me aventurar na cozinha. Decidimos que o jantar seria pizza. Usamos uma massa pronta e rapidinho a danada foi para o forno. Para provar que hoje não era o meu dia mesmo, até a pizza queimou. :( 

8.12.12

Então, é natal...


Os caminhos que tomamos pela vida são mesmo muito engraçados e contraditórios, uma coisa assim, de fazer rir. Quem diria que eu, que sempre tive horror a essa maratona infernal de compras de final de ano e que evitei esse furdunço a minha vida inteira, um dia estaria vivendo essa fantástica experiência aqui, estando do outro lado da moeda e do outro lado do oceano.

Tem sido uma loucura, mas até o momento estou achando ótimo já que não há mesmo nada melhor que manter a cabeça ocupada nesse período tão frio e perigosamente sentimental. O bolso também agradece, já que as horas extras vão ajudar a cobrir um pouco o rombo no orçamento por causa da nossa mudança que ainda está aí, rendendo mais que os juros da minha já inexistente poupança. Infelizmente nós não podemos nos dar o luxo de ficar no vermelho.

Só espero que o mundo não se acabe agora em dezembro porque as minhas férias foram agendadas para março do ano que vem e as dele tiveram que ser tiradas essa semana, de última hora. Acabou que não conseguimos viajar como havíamos planejado e tivemos que deixar alguns sonhos que deveriam ter sido realizados em dois mil e doze para trás, mas não tem nada não, uma coisa de cada vez. 

7.12.12

Das ideias


Ontem a noite uma antiga ideia brilhante resolveu reaparecer na minha cabeça, para tirar o meu sono e me atormentar pelo resto da noite até o dia amanhecer. Pelo menos foi uma ideia boa que, se bem executada, poderá ser útil para o meu futuro profissional seja onde for, aqui, no Brasil ou, quem sabe, em algum outro lugar desse mundo. Por enquanto estou começando a colocar os rascunhos no papel. Se o projeto vingar, volto aqui para mostrar e para saber a opinião de vocês. 


3.12.12

December


Tantas coisas aconteceram desde o último dezembro, tantas, que não tem como não reconhecer que, apesar de tantos altos e baixos, foi um ano de muitos progressos. Dois mil e doze nem de longe foi um ano fácil, muito pelo contrário, foi um ano que me testou psicologicamente todos os dias, consumiu todas as minhas forças e me levou ao martírio diário da dúvida.
               
Dois mil e doze foi um ano de muitos nãos, muitas tentativas frustradas, muitos dias esperando respostas que nunca chegavam, muitos questionamentos, muito choro, muito medo e, consequentemente, muita coragem para reverter a situação e encarar o eterno recomeço, o acreditar no outro dia. A pele calejada já não reconhece a dor, o que ajuda a seguir em frente e a não sofrer tanto com os espinhos. Aos poucos, começo a enxergar tudo com outros olhos.

Entre um dia e outro, uma alegria me incentivava a seguir em frente. Segui, algumas portas se abriram e recebi alguns sins, que fizeram esse perrengue todo valer a pena. Conheci pessoas legais, recebi carinho e apoio através de palavras que chegavam dos mais variados lugares, tive dias bons e aprendi um bocado. E chegou dezembro outra vez.

2.12.12

Project365 - #14

[Domingo - 02.12.12 - 98/365]
Domingo é dia de comer feijão! Muito tempero, muita coisa gostosa na panela, um arroz branco para acompanhar e a garantia de muita felicidade na mesa! Feijão é sinônimo de saudade nessa casa.
[Sábado - 01.12.12 - 97/365]
Dia primeiro de dezembro chegou e eu comecei logo a colocar os nossos planos/prazos/objetivos e desafios de 2013 no papel. Para março já temos uma certeza: vamos ter que sair desse flat gelado.
[Sexta-feira - 30.11.12 - 96/365]
Sexta-feira e a mais que merecida cervejinha dele. Acho a embalagem e a cor bonita, mas prefiro continuar bebendo só o meu suquinho de limão mesmo.
[Quinta-feira - 29.11.12 - 95/365]
Um sonho? Que esse sol LINDO esquentasse esse mundo frio. Tirei essa foto no centro da cidade, enquanto esperava o meu ônibus vermelhinho - aquele ali do outro lado da rua - para ir ao trabalho. Foto sem frescura, essa boniteza do céu e do sol é original.
[Quarta-feira - 28.11.12 - 94/365]
Ele ligou para mim perguntando se precisava comprar alguma coisa no supermercado e, na pressa, acabou comprando caqui ao invés de tomates. Só percebemos na hora em que estávamos preparando o jantar! Eu nunca tinha comido caqui na minha vida e adorei. 

[Terça-feira - 27.11.12 - 93/365]
Depois do trabalho voluntário, resolvi ficar durante mais um tempinho entre as estantes da biblioteca central, procurando alguma coisa para ler nos próximos dias. Enquanto eu corria o olho pelas prateleiras, dei de cara com o polêmico 'Fifty shades of Gray' e tratei logo de sair de perto! Hahahaha :P
[Segunda-feira - 26.11.12 - 92/365]
Segunda-feira nublada, fria e chuvosa. Apesar da vontade zero de sair de casa, trabalhar é preciso. Esse aí foi o sol tímido que resolveu aparecer quase na hora de ir embora, lá pelas quatro da tarde.



30.11.12

De malas prontas


Novembro está de malas prontas, só esperando o táxi para finalmente poder dizer tchau. Já pediu desculpa por toda a bagunça que fez em nossa casa durante o tempo que esteve aqui e está ali dizendo que volta para nos visitar no ano que vem.  Essa história de fim de mundo é uma conversa furada de alguém que usou a versão beta do google tradutor de maneira muito errada e deixou esse documento assim, todo esculhambado – disse sorrindo. Enquanto dou mais um gole no meu café, explico que ele pode ir com a consciência tranquila e que sempre será bem vindo em nossas vidas.

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ps: Vou já colocar todas as minhas vassouras lá atrás da porta. Se for para bagunçar, nem venha viu seu novembro.. :P

27.11.12

Sobre o inverno


[Interrompemos a programação diária de reclamações e breguices para uma pesquisa de utilidade pública]

No ano passado tivemos apenas uma pequena amostra do que é um inverno. Parece que a natureza ficou comovida com o nosso encantamento pelas quatro estações e resolveu nos presentear com pouco frio. Nevou apenas durante um dia e a chuva lavou toda a neve logo em seguida. Nós estávamos apreensivos com a experiência, mas felizmente não sofremos tanto assim.

Nesse ano, a natureza quis nos mostrar mais ou menos como é que é um inverno de verdade. O outono já foi gelado, mas nessa última semana a temperatura caiu drasticamente. Gente do céu, que frio! O vento gelado no rosto é o que mais me incomoda e tem me feito sofrer com enxaqueca e sinusite diariamente. Sempre que saio na rua tenho a impressão de que não me vesti direito e ando sofrendo um bocado. O que é que eu faço?

Até o flat em que estamos morando é frio. A inteligentíssima pessoa que projetou esse prédio instalou os aquecedores minúsculos nos lugares mais inúteis possíveis e eles não esquentam a sala. Bateu até um arrependimento danado de ter se mudado para cá, a outra casa em que estávamos era tão quentinha! Paciência já que não tivemos mesmo outra escolha na época da mudança. Paciência.

Você, querida leitora que já enfrentou vários invernos, tem alguma dica boa e quente para me dar? Vou ficar muito agradecida! :) 

26.11.12

Das constatações


Felicidade é ter uma semana todinha sem hora certa para acordar, um edredom quentinho para curtir o dia de chuva e um montão de filmes legais para ver com você ao meu lado. É poder caminhar um pouquinho pela cidade quando o sol resolve aparecer e poder pisar firme no chão, sem medo de escorregar. É beber vinho, dar gargalhada e fazer careta sem medo de passar vergonha. É tentar registrar o sorriso de um dia bom no espelho da sala. É poder ter certeza de que nós gostamos mesmo é de estar juntos, em qualquer lugar, e mais nada.


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ps: Para quem estiver curioso, fica aqui a listinha de filmes do final de semana mais chuvoso do mundo: 
A máquina; Meu país; Céu de Suely; Raul - O início, o fim e o meio; O engarrafador de sonhos; Amarelo Manga; O silêncio dos inocentes e O Auto da Compadecida – os três últimos vimos pela 156253648966525635723825438 vez e não cansamos de repetir.

25.11.12

Project365 - #13

[Domingo - 25.11.12 - 91/365]
Um achado da nossa tarde na Waterstones: Darth Vader and Son. Dá uma olhada aqui nessas imagens do livro e me diga se não é para morrer de rir das situações. Óbvio que tinha muitas outras coisas interessantes por lá, mas não deu para superar essa imagem não. :P  
[Sábado - 24.11.12 - 90/365]
Dia de bater perna na feirinha de natal alemã que se instalou no centro da cidade. Tudo muito bonito, tudo muito gostoso, mas é IMPOSSÍVEL se sentir feliz e confortável num Biegarten nesse frio dos infernos. Foi mal galere.
[Sexta-feira - 23.11.12 - 89/365]
Caminhando pelos mercadinhos da vida, encontrei uma banquinha só de gorros e chapéus engraçados. O melhor é que não é difícil encontrar alguém na rua usando um gorro com cabeça de ursinho e outros bichinhos. Adorei o descabelado de vermelho, mas ainda não tenho coragem para comprar um gorrinho assim não. :P
[Quinta-feira - 22.11.12 - 88/365]
Depois de um dia mega cansativo de trabalho, precisamos renovar as forças e nada como um cuscuz quentinho com carne e cogumelos para forrar o bucho. Detalhe para a cerveja dele e para o meu cuscuz amarelinho delícia. 
[Quarta-feira - 21.11.12 - 87/365]
Fui ao shopping rapidinho para resolver umas pendências bancárias e dei de cara com a decoração de natal mais extravagante do universo. Eles usaram uns pisca-pisca GIGANTES para decorar o shopping, além das tradicionais árvores/luzes/noéis clichês de sempre. Tinha muita luz piscando ao mesmo tempo e a foto ficou assim uó. 
[Terça-feira - 20.11.12 - 86/365]
Ele comprou uma caixa especial de cerveja Scarecrow com vários "sabores diferentes" e sempre que ele experimenta um sabor novo, passa horas e horas me explicando a diferença entre um e outro, o porquê se ser boa ou não e esses outros detalhes de gente que bebe porque aprecia, e não apenas para encher a lata. Blá blá blá perdido porque eu detesto cerveja e para mim todas tem o mesmo gosto amargo de papel de pão molhado. Já falei para ele escrever sobre o assunto, mas ele tem outras prioridades. Detalhe para o meu look de praticamente todos os dias dentro de casa. Esse roupão fofinho de corações é tipo um abraço. <3 
[Segunda-feira - 19.11.12 - 85/365]
Dia de recomeçar tudo de novo outra vez. Hoje o dia foi de muito trabalho para mim e de estudo para ele, que estava se preparando para uma provinha básica do curso de inglês. 

21.11.12

Nova vida


Eu pude imaginar o tamanho do seu sorriso através da voz alegre da minha mãe e do seu orgulho ao me informar que finalmente seria avó. Tia-avó – corrigiu em seguida, mas coração de mãe não reconhece muito bem essas miudezas classificatórias que as pessoas inventaram para nomear as fotografias nos álbuns de família e, em seguida, ela se corrigiu outra vez: tia-avó não, só avó mesmo.

Tentei imaginar o tamanho da sua felicidade e surpresa ao receber esse presente tão esperado de maneira tão desavisada. Tentei imaginar a casa aos domingos, cheia de gente outra vez, cheia de barulho, de música, de criança e de vida. Fiquei feliz por tudo, por você e pelo presente que você está dando a nossa família e principalmente à minha mãe, que sempre nos amou do mesmo jeito. Não tenha dúvida, ela estará sempre ao seu lado ajudando nesses momentos em que mães são extremamente necessárias.

Entre um aperreio e outro, a vida se encarrega de mostrar que é sim muito bonita e que gosta mesmo é de enfeitar o nosso caminho para que ele não deixe nunca de perder a graça. Por aqui é sempre assim e acredito que com vocês deve ser do mesmo jeito. Enquanto sacudimos a poeira das nossas quedas, outras pessoas celebram a realização de seus sonhos e a vida segue.


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ps: Sim, voltei ao estado brega de ser de antes porque eu não tenho jeito. Os parágrafos também continuam mais confusos e mais mal escritos que nunca. Então tá tudo em paz. :)

18.11.12

Project365 - #12

[Domingo - 18.11.12 - 84/365]
Depois da orgia gastronômica de ontem, a consciência pesou e nós decidimos passar o dia na base da sopinha. Como o dia foi super frio, deu foi certo. Alimentou e esquentou ao mesmo tempo.
[Sábado - 17.11.12 - 83/365]
Dia de enfiar o pé na jaca e progredir bastante no projeto verão ao contrário que anda acontecendo nessa casa. Hoje foi um negócio sério e isso aí foi só o que sobrou para mostrar. Preciso parar de comer doce/nutella/sorvete/bolo e qualquer outra coisa pelos próximos dias, ou então chegarei fácil fácil aos 200kg. E o inverno ainda nem começou! :(
[Sexta-feira - 16.11.12 - 82/365]
Impossível não abrir um sorriso daqueles sempre que eu estou pelo zoológico e vejo os Suricatas/Meerkats. Nessa semana tinha uns filhotes bem pequenininhos aprendendo a ficar sentadinhos assim como os pais. Esse aí resolveu até fazer pose para mim, A natureza é incrível.
[Quinta-feira - 15.11.12 - 81/365]
Dia de ir para o trabalho voluntário e contemplar um pouquinho a beleza que esse ambiente  trás para os meus dias. Deu uma vontade danada de passar o resto da tarde nesse banquinho, pensando nas coisas boas e bonitas da vida. 
[Quarta-feira - 14.11.12 - 80/365]
Comprinhas (des)necessárias para deixar o mundo mais leve e divertido.  Não tem quem aguente viver nesse mundo de concreto escuro. Tem que desopilar, tem que colorir.
[Teça-feira - 13.11.12 - 79/365]
Agora é oficial. As luzes de natal tomaram conta da cidade, das casas, das lojas, dos parques... É tanta luz diferente brilhando ao mesmo tempo que dá dor de cabeça
[Segunda-feira - 12.11.12 - 78/365]
Impossível não amar as cores que o outono trás para a vida. Esse amarelo era tão lindo e tão brilhante que a árvore parecia estar coberta de ouro. Lindo!

17.11.12

Das poeiras


"Reconhece a queda e não desanima
Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima"
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Sacudindo a poeira e seguindo em frente, sempre.

15.11.12

Homesick


Nunca antes na história da minha vida eu chorei tanto como nos últimos dois dias. Chorei com saudade de casa, chorei pelas escolhas erradas, chorei pela falta de coragem e pelo medo imenso que estou sentindo agora. Não dormi e vi o dia amanhecer só depois das sete horas. Levantei e preparei o nosso café, me arrumei como se nada tivesse acontecido, tentei esconder as olheiras com maquiagem e saí para honrar os compromissos dessa vida de adulta. Sorrindo por fora, destruída por dentro. Ninguém disse que seria fácil.

11.11.12

Project365 - #11

[Domingo - 12.11.12 - 77/365]
Dia de visitar amigos e comer muito feijão com farofa. Sou apaixonada por essas meninas lindas aí de cima,  elas são O charme na decoração do ambiente.
[Sábado - 10.11.12 - 76/365]
Conseguimos bater o mais novo record de dias bonitos seguidos na mesma semana. Foi um dia extremamente agradável, apesar do vento gelado no rosto. Êita outono véi descompensado...
[Sexta-feira - 09.11.12 - 75/365]
Ele sabe que eu amo qualquer coisa que tenha frutos do mar pelo meio e trouxe esse Laksa de camarão para que eu pudesse experimentar. Foi aprovado! :)
[Quinta-feira - 08.11.12 - 74/365]
Por motivos aleatórios do dia, acabei perdendo o meu ônibus e  fiquei um tempão esperando o próximo para poder ir ao trabalho. Pelo menos a vista era bonita e tinha wifi liberado. :P
[Quarta-feira - 07.11.12 - 73/365]
Dia de folga no meio da semana é um convite irrecusável para ficar embaixo do cobertor e para assistir vários e vários filmes. Magnólia foi o melhor da noite.
[Terça-feira - 06.11.12 - 72/365]
Foi um dia lindo de sol e céu azul também, mas muito, muito frio!. Essa aí foi a surpresa que eu encontrei no meu caminho para o trabalho: gelo. 
[Segunda-feira - 05.11.12 - 71/365]
Depois de muitos dias cinza, finalmente tivemos uma trégua e um dia de céu azul com nuvens que mais pareciam algodão doce. 

10.11.12

Prêmio Liebster


Fui indicada ao Prêmio Liebster pela Luana e passei a manhã inteira tentando realizar a árdua tarefa de eleger as minhas 11 coisas preferidas do mundo inteiro. Tentei fugir do óbvio, mas foi quase impossível. 


11. Noite 
Eu nasci coruja e herdei a insônia do meu pai. Eu realmente funciono melhor quando o sol vai embora e, com certeza, é o meu horário preferido para fazer coisas produtivas.

10. Banho 
Chegar em casa cansada depois daquele dia uó, correr para o chuveiro e ficar por lá, imóvel, fingindo que está numa cachoeira – quem nunca? Antes de morar aqui eu costumava amar banho gelado, mas o banho quente roubou meu coração, até porque né? Frio do cão.

9. Receber amigos em casa
Tem coisa melhor do que encher a casa com gente querida? Poder comer, beber, cantar, conversar besteira sem hora para voltar para casa? Encher o chão da sala de almofadas, colchonetes e poder se jogar sem medo de ser feliz, adormecer ouvindo o som do violão e da risada das pessoas que você gosta? Tem não gente.

8. Blogs Diarinho 
Minha paixão por blogs diarinho é uma coisa assim declarada ao mundo praticamente todos os dias. Amo os dramas, os mimimis, as dúvidas, as conquistas, as declarações de amor, e desenvolvo uma amizade platônica com os donos dos meus blogs preferidos porque não tem como não querer ser amiga de vocês. <3

7. Escrever
Talvez não seja o que eu faço de melhor nessa vida, mas é algo que eu faço desde sempre e gosto muito. É a minha válvula de escape e a melhor terapia que eu pude encontrar para tentar sobreviver a essa minha inquietação e a essa guerra diária que acontece dentro de mim.  

6. Ler besteira 
Eu amo ler. Amo Saramago, amo Kafka, amo o Dostô, mas é com os não-clássicos que eu mais me divirto. Não vou nem mentir.

5. Independência
Ninguém vive sozinho, mas a sensação de conseguir realizar as suas loucuras através do próprio esforço é impagável. Com o papai e a mamãe bancando tudo é muito fácil, quero ver é conseguir as coisas trabalhando feito louca como eu!

4. Sinceridade 
Eu sou uma pessoa sincera, mesmo, e todos os meus relacionamentos funcionam na base da sinceridade. Eu sou aquela amiga que fala tudo que a outra precisa ouvir, mas que ninguém tem coragem de dizer – a verdade. Talvez por isso mesmo eu tenha poucos amigos e até prefiro assim. Eu não consigo ter relacionamentos vazios e amizades superficiais. Eu não vou me tornar a sua amiga de infância no primeiro encontro, em cinco minutos de conversa. Comigo não funciona assim. Eu não forço a barra e faço questão de não me relacionar com as pessoas com as quais eu não me identifico. Prefiro dedicar o meu tempo e a minha energia para fazer as coisas que eu gosto.

3. Comida 
Coisa doce tem que ser de chocolate; qualquer fruto do mar (camarão, te amo); bolo de tapioca e tapioca fininha da minha vó; todas as comidas da minha mãe (empada, amor eterno) menos buchada (eca); qualquer torta doce ou salgada do meu irmão; as invenções de última hora na cozinha do meu marido (que sorte a minha); frutas e mais frutas; comida saudável; lasanha e pizza!!!!! (com sotaque italiano)

2. Música & Natureza 
Meu nome e sobrenome. Dispensa explicações e quem me conhece na vida real sabe o peso que essas palavras têm para mim. 

1. O sorriso sincero, daqueles que deixam um brilho no olhar, de todas as pessoas e criaturas de quatro patas que eu amo. <3


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Se você tem um blog com menos de 200 seguidores e está ali nos meus favoritos, considere-se premiada e convidada a responder o desafio também! ;D

9.11.12

Das escolhas


Em cinco minutos de conversa, só conseguiu falar mal da cidade, do país e da [falta de] cultura dos seus habitantes. Nos outros minutos não parou de falar o quanto o seu país é o melhor do mundo, com o clima perfeito, rico em tradição e cultura dentre tantas outras vantagens. Não demorou muito para citar lista de renomados conterrâneos que fizeram diferença na história da arte mundial. E as comparações não pararam por aí.

O brilho no olhar de saudade do seu lugar de origem se confundia muitas vezes com o brilho da fúria gerada pela ignorância e pela não aceitação do outro. Uma declaração de amor e ódio que se confundiam na mesma voz embargada e alterada pela emoção. Confesso que ouvir esse monólogo apaixonado proclamado aos quatro ventos, no final de tarde de um dia de domingo em um restaurante cheio de ingleses, me deixou bastante desconfortável.

Quando se vive longe de casa é normal sentir saudade, é normal olhar a vida que se levava com outros olhos. Quantas vezes eu não escrevi aqui e ali sobre a falta que eu sinto de determinadas coisas? O que eu não entendo é a insistência em permanecer em um lugar que se escolheu estar dessa forma, sentindo tanta raiva, criticando tudo e todos, e principalmente não aceitando esse outro jeito de viver.

Eu me comovo sempre que penso nas pessoas que não tiveram escolha e que estão aqui tentando fugir de uma zona de guerra, tendo que recomeçar tudo do zero, tendo que encarar o preconceito, desemprego e tantas outras dificuldades tão mais sérias que a inaptidão de conseguir enxergar um palmo a frente do próprio nariz, o que aparentemente é o caso da pessoa expatriada em questão.

No nosso caso, apesar de não ter sido uma coisa planejada, não temos como negar que vir para a Inglaterra foi uma escolha nossa. Apesar de não concordar com muitas coisas por aqui, e de definitivamente não querer morar aqui para sempre, não tem como não reconhecer a grandeza dessa aventura. Ter que “viver”, trabalhar com algo que não tem nenhuma relação com o que somos de verdade, ser apenas um número, compreender outra língua, sangrar por dentro todos os dias, aprender um pouco sobre tudo e principalmente sobre nós mesmos faz a experiência de viver em outro país uma coisa incrível e impagável.

Eu não reclamo da cidade, eu não reclamo do emprego, eu não reclamo da comida, muito pelo contrário, eu agradeço. Eu agradeço porque eu escolhi estar aqui, eu escolhi aceitar o desafio, eu escolhi experimentar a diferença. O preço é muito alto e dói um bocado às vezes, mas é o preço da minha escolha que, independentemente do tamanho da dor, continuará sendo paga com um sorriso no rosto e com muita gratidão.


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ps: De vez em quando eu reclamo um pouco do frio porque ninguém é perfeito e não se esqueçam que eu sou bicho do calor do Sertão né! <3

7.11.12

Dos sonhos empoeirados

Com a passagem do furacão e o assentar de tanta poeira, ver novamente o brilho no seu olhar é como enxergar uma luz no fim desse túnel.  

6.11.12

Das injustiças


Enquanto ele guarda os óculos de grau no bolso de trás da calça jeans, coloca todos os cartões do banco e de crédito nos bolsos da mochila e deixa os seus papéis organizados em uma bagunça que só ele entende, sou eu quem coleciona perdas. Logo eu, cuidadosa ao extremo, que deixo os óculos de grau na caixinha, organizo os meus cartões metodicamente na minha carteira e tenho uma pasta só para organizar os meus papéis. Ele diz que o problema é que eu me preocupo demais, mas para mim essa é só mais uma das mil e uma exemplificações do significado da palavra injustiça. :P

4.11.12

Project365 - #10

[Domingo - 04.11.12 - 70/365]
Dia tranquilo e de ficar em casa aproveitando o barulho da chuva. Ele comprou  umas coisinhas para fazer o nosso jantar e encontrou esse trocinho cor de rosa para a gente experimentar. Mateus, quase um refrigerante Jesus.
[Sábado - 03.11.12 - 69/365]
Fui dar uma voltinha na biblioteca e acabei encontrando o Hobbit disponível para alugar. Finalmente. Só não gostei muito porque era a versão em quadrinho e eu preferiria ler o livro mesmo. 
[Sexta-feira - 02.11.12 - 68/365]
Hoje eu presenciei um ato de preconceito que me deixou tão triste.  Enquanto alguns muçulmanos faziam um protesto em frente a prefeitura, uma senhora inglesa que passava ao meu lado na rua começou a fazer comentários terríveis, principalmente pelo fato de não ter nenhuma mulher participando. Eu olhei para ela que disse que era apenas outra cultura. Ela me fuzilou com o olhar e seguiu praguejando..
[Quinta-feira - 01.11.12 - 67/365]
O outono é lindo, mágico, romântico e perigoso. Não se engane com a beleza desse chão colorido, ele é um truque para derrubar pessoas no chão. Sim, me esborrachei no meio da rua e não gostei da experiência. :P
[Quarta-feira - 31.10.12 - 66/365]
Enquanto a cidade comprava abóboras para comemorar o Halloween, ele comprou um quadro branco para me ajudar no nosso curso intensivo particular de inverno. 
[Terça-feira - 30.10.12 - 65/365]
Para a minha sorte foi um dia lindo outra vez, com muito sol, apesar do frio já insuportável para mim. Os friorentos que me desculpem, mas definitivamente não vejo graça em ter que sair de casa com mil e oitocentas peças de roupa para me sentir "confortável" (?) na rua. Close na estátua da prefeitura pegando um bronze.
[Segunda-feira - 29.10.12 - 64/365]
Estava indo para o trabalho durante a tarde e dei de cara com esse céu lindo quando saí de casa. Foi uma pena ter saído da loja quando já era noite, as cinco da tarde.

2.11.12

Noves fora: Zero


Novembro chegou e com ele veio toda a esperança do mundo para que as coisas finalmente comecem a entrar nos eixos. A gente sabe que nada é fácil, que tudo é resultado de um longo e doloroso processo de aprendizagem, de audácia e de coragem. Difícil mesmo é continuar caminhando quando se tem a impressão de que não se avançou em nada, apesar do esforço e das dores nas costas. É só impressão. A terra não continua girando sem que a gente perceba? Pois é, nós também.

“Mesmo que não venha o trem, não posso parar.”

28.10.12

Project365 - #9

[Domingo - 28.10.12 - 63/365]
Dia muito frio, muito chuvoso. Fomos conhecer a cidade de Swindon, que fica a uns 50 minutos de carro da cidade onde moramos, A viagem foi feita especialmente para ir a um restaurante brasileiro e sim, nos esbaldamos. Comemos churrasco, rodízio, feijão, arroz, farofa, pão de queijo e tudo mais até passar mal. Adoro carrosséis e fiquei contente quando me deparei com esse pequenininho no centro da cidade.
[Sábado - 27.10.12 - 62/365]
Dia de bater perna no centro da cidade e entrar na rota da Zombie Walk sem querer. Muitas fantasias legais, muita gente participando da brincadeira. Eu gostaria muito de ter tirado uma foto melhor, mas só saiu essa para ilustrar. =~~ 
[Sexta-feira - 26.10.12 - 61/365]
Foi um dia frio daqueles, mas o céu estava incrivelmente limpo e o sol brilhava tanto  que era impossível caminhar pelas ruas sem óculos escuros. Dia lindíssimo. Se estivesse um pouquinho mais quente... =~~
[Quinta-feira - 25.10.12 - 60/365]
Voltando para casa depois do trabalho, acabei passando em frente a esse pub que fica pertinho da nossa casa que já era um pub antigo em 1500. Caminhar pelas ruas de uma cidade de um continente tão velho é mesmo incrível. A cada esquina você se depara com um lugar assim, que já passou por tantos dias e tem tantas histórias para contar..
[Quarta-feira - 24.10.12 - 59/365]
Como eu imaginava, acabei devorando o livro do Lobão e terminei hoje. Esse aí é um trechinho do epílogo, com o qual eu me identifiquei bastante, sobre o amor e a insatisfação.
[Terça-feira - 23.10.12 - 58/365]
Fomos à biblioteca central para que ele pudesse escolher alguns livros e, enquanto eu o esperava, fiquei lendo sentada no chão de um dos corredores. Quando olhei para frente dei de cara com uma estante dedicada a Virgínia Woolf, que eu nunca li. Acho que já está na hora de conhecê-la. 
[Segunda-feira - 22.10.12 - 57/365]
O livro da semana - ou dos próximos dois dias porque do jeito que eu estou lendo é bem capaz de acabar antes - é esse aí. Gostando ou não do Lobão, acho que é uma leitura obrigatória para quem gosta de música e para quem quer conhecer alguns causos interessantes dos bastidores do cenário musical tupiniquim.