31.1.12

L'amitié

Eu sei que eu não sou uma amiga muito presente. Nunca fui. Eu conheço todas as minhas falhas e assumo todos os meus erros, como já assumi pessoalmente para você. O preço é sempre um pouco alto, mas é o preço que eu pago por ser quem eu sou. Eu não tenho muitos amigos, até por conta do meu jeito chato e difícil, mas não posso reclamar.

Falar com você é como atravessar um portal para me reencontrar nos meus treze anos de idade. A conversa sempre soa como um descompasso no início, mas depois vira uma tagarelice tão bem articulada que não tem mais fim. E como é bom falar abobrinha sem medo de ser mal interpretada.

Quando a gente estiver bem velhinha, de cabelos brancos e bem hidratados, vai ser muito bom poder recontar tantas histórias e poder sorrir no final de cada uma delas. Até as nossas brigas, que muitas vezes nos deixaram afastadas sem que a gente soubesse direito o porquê, serão um motivo de piada.

Amizade não é só sorriso e não é dizer que ama muito depois de cinco copos de bebida. Amizade não é concordar em tudo ou ter a mesma religião. Amizade se vive, se sente. Quando nós viajamos, um amigo muito querido nos presenteou com essa música. Foi um gesto tão bonito que não teve como não chorar quando a ouvimos. Hoje eu dedico a mesma canção a você. 

“Beaucoup de mes amis sont venus des nuages
Avec soleil et pluie comme simples bagages
Ils ont fait la saison des amitiés sincères
La plus belle saison des quatre de la terre
....”




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E por falar em amizade e em cuidar de quem a gente ama, dia 4 de Fevereiro é o dia mundial de combate ao câncer e a Luana, do blog Murphy Me Ama, fez um post muito interessante sobre o assunto. Ela trabalha com física médica direcionada a radioterapia e ao tratamento de câncer. Deixo aqui o meu convite para vocês conhecerem o blog e um pouco da experiência profissional e pessoal dela. Essa sim é uma campanha de conscientização que vale a pena participar! Se informem e se cuidem! Um beijo

27.1.12

O mundo é um moinho

A cada dia compreendo melhor o significado desse silêncio, dessas respostas que nunca chegam. Eu poderia colocar a culpa na conjunção astral, em marte ou qualquer outro planeta que mudou de lugar e deixou meu universo de ponta cabeça. Mas não, isso é só uma desculpa boba e definitivamente os astros não tem nada a ver com isso. 


O problema são as pessoas, e a falta de compromisso ou interesse que elas tem, e eu, que teimo em acreditar e não aceitar de uma vez por todas que tudo isso não passa de um jogo de interesses. Vamos deixar de ser crianças e começar a acreditar de uma vez por todas também na falta de consideração porque, sinceramente, isso não se faz. Quinze dias e eu ainda aguardo uma resposta? Para mim esse silêncio é tão claro e soa tão alto como um não.

24.1.12

Hiato

Não existe sensação pior que viver uma dúvida, uma espera, um hiato. É como cair diariamente de um precipício entre um sim ou não. 

21.1.12

Página de Amigos

Minha relação de amor e ódio com o Facebook acaba de ganhar mais um capítulo, ou melhor, uma página. Essa iniciativa surgiu da minha vontade de compartilhar fotos e outras coisinhas que não cabem aqui no blog, além de também disponibilizar o feed das últimas postagens para aqueles que não usam as ferramentas que eu já utilizo por aqui. Enfim, quem quiser participar, fique a vontade! 

A página do retrato é essa AQUI.


17.1.12

De onde vem a calma

Ainda era noite quando saímos de casa, apesar de o relógio alertar que já passava das oito da manhã.  Caminhamos com tranquilidade enquanto admirávamos a grama embranquecida por uma fina camada de gelo. Ainda não nevou na cidade. Sentados no andar de cima do ônibus ainda vazio, vimos o sol nascer tão alaranjado. Foi bonito. 

Hoje nós entendemos melhor o porquê do caminhar solitário das pessoas pelas ruas, culpa do frio. Raramente vemos casais de mãos dadas e no inverno isso se tornou ainda mais raro por aqui. Meu passo rápido ecoava pelas ruas enquanto o passo dele, silencioso, era tranquilo e preciso. Hoje ele esqueceu as luvas em casa, mas nem por isso as mãos ficaram menos aquecidas. Minha maior alegria secreta de hoje foi notar que ele, sem proteção nenhuma e por própria vontade, caminhava segurando a minha mão.


11.1.12

There there

Aos poucos eu me despeço desses dias de paz, dias contados para acabar. Queria mesmo era que eles passassem devagarinho ou que eles durassem por toda a eternidade. Não cabe a mim, infelizmente. Não cabe a nós. Eu já nem ligo mais para o incerto. Ele que cuide de se ajeitar e mostrar a que veio. E a gente vai seguindo, carimbando novas páginas, assinando outros acordos, começando tudo de novo outra vez...

7.1.12

Pluma

É estranho ser pluma quando se costumava ser pedra. Apesar dos pulos e rodopios, algo dentro de mim sempre me manteve com os dois pés fincados no chão durante todos esses dias. Só quem carrega o peso da cobrança conhece esse fardo, essa âncora de ferro indesejada. Mas na última semana eu me dei conta de que não estou tão parada quanto pensava estar. Nada disso. Nada de âncora prendendo os meus pés, me impedindo os saltos e tentativas para buscar o ar. Eu estou tentando, eu estou vendo o meu esforço. Eu só espero que os caminhos sejam iluminados, os melhores possíveis para mim. Eu não me importo em ter que esperar mais uma estação. Hoje acordei pluma e consigo voar.

4.1.12

Guerra e Paz

Lá fora cai uma chuva fina, insistente. E enquanto o mundo discute sobre greves e posicionamentos políticos, eu permaneço aqui calada, cultivando o meu silêncio. Eu não me considero imparcial, longe disso. Eu tenho minhas opiniões, minhas bandeiras e meus motivos. A diferença é que eu escolhi compartilhar apenas com quem realmente importa e, principalmente, no momento em que acho conveniente e adequado.

Eu tenho visto tantas discussões vazias, tanta raiva e preconceito se alastrando como uma onda de ódio desnecessário e desumano. Tantas bobagens, tantas calúnias escritas gratuitamente. Um bando de adultos deixando vir à tona sentimentos condenáveis e terríveis, irracionais.

Nesses momentos, eu assisto o posicionamento de vocês e escolho ficar calada. Não é por falta de opinião e muito menos por covardia, longe disso. Eu só escolho não participar desse circo, eu não consigo me envolver em questões assim, dessa maneira tão pequena. Eu só vou poder mudar essa situação nas urnas, é a única coisa que eu posso fazer. Vocês que cuidem de fazer isso também. Por esses e outros motivos, concordo com as palavras que a menina de óculos escreveu:





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O mesmo acontece com o meu posicionamento por aqui. Eu visitar o seu blog e vou ler o seu texto com toda a atenção que ele merece. Caso eu me sinta a vontade, vou deixar um comentário elogiando. Caso eu não goste ou não concorde e se eu tiver alguma contribuição para dar ao assunto, vou deixar um comentário com a minha opinião. Mas nunca, jamais, em hipótese alguma eu irei invadir o seu espaço de maneira grosseira para impor o meu ponto de vista. Eu simplesmente fecharei a página sem escrever uma palavra e irei refletir ou esquecer. Isso para mim não é não é falta de atitude ou opinião. Isso para mim significa ter bom senso. E só.

1.1.12

Entre Sentimentos e Palavras

O bom de escrever sobre os seus sentimentos é a chance de poder reviver cada segundo em forma de palavras.