17.1.12

De onde vem a calma

Ainda era noite quando saímos de casa, apesar de o relógio alertar que já passava das oito da manhã.  Caminhamos com tranquilidade enquanto admirávamos a grama embranquecida por uma fina camada de gelo. Ainda não nevou na cidade. Sentados no andar de cima do ônibus ainda vazio, vimos o sol nascer tão alaranjado. Foi bonito. 

Hoje nós entendemos melhor o porquê do caminhar solitário das pessoas pelas ruas, culpa do frio. Raramente vemos casais de mãos dadas e no inverno isso se tornou ainda mais raro por aqui. Meu passo rápido ecoava pelas ruas enquanto o passo dele, silencioso, era tranquilo e preciso. Hoje ele esqueceu as luvas em casa, mas nem por isso as mãos ficaram menos aquecidas. Minha maior alegria secreta de hoje foi notar que ele, sem proteção nenhuma e por própria vontade, caminhava segurando a minha mão.


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