9.10.12

Das definições

Eu não tinha mais que oito anos de idade quando minha vó, com toda a sua experiência, conseguiu me definir com apenas uma palavra: impressionável. Lembrei – como quem leva um susto – da tarde em que ela repreendeu um primo mais velho que me contava uma daquelas histórias de terror de interior mirabolante. Ao me observar com os olhos muito espantados ela disse: não faça isso, ela é muito impressionável.

Minha vó não poderia estar mais certa. Eu ainda me impressiono muito facilmente com histórias e com exemplos que vejo por aí, assim como me sensibilizo e me emociono com vitórias e com derrotas de pessoas que nem sonham com a minha existência. Ainda não sei até que ponto isso deixa de ser virtude para se tornar um defeito, mas tenho tentado buscar um equilíbrio para que essa minha característica não me faça tanto mal.

Enquanto isso, vou me inspirando com as vitórias dos personagens da literatura e da vida real, vou me emocionando com as perdas e com as dificuldades que cada um encontra pela frente e vou seguindo com o coração e com a cabeça cheio de recortes de histórias bonitas, sejam elas reais ou imaginárias.

Um comentário:

  1. Ah... Sabe que eu sou assim tb. Sempre ouvi: "Essa menina se impressiona com tudo!" Tive medo de gatos, e ainda tenho um pouquinho, desde que ouvi uma história de que uma gata com fome atacou o braço da mãe de uma vizinha. Qdo sai alguma notícia de crime cruel na mídia, tenho que evitar saber muito, fico dias com aquilo na cabeça. A última coisa que assisti q que me impressionou mto foi um documentário sobre um dos tsunamis. Sou assim, sensível demais, imagino demais, em detalhes, me envolvo.. Tb não sei até que ponto é uma qualidade, mas acho que é sim.

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