27.10.12

Das lembranças


O frio de menos três graus da manhã de hoje foi um detalhe totalmente ofuscado pela luz do sol, um convite irresistível a um passeio pelas ruas da cidade. Apesar da enorme quantidade de pessoas percorrendo os mesmos caminhos, os meus passos eram solitários. As esquinas, os redemoinhos de folhas amareladas, os livros, os acordes tocados pelos músicos das ruas, os cafés, os ruídos da vida, tudo fazia com que eu me lembrasse de você. Só eu e Deus sabemos o quanto eu queria estar caminhando ao seu lado. Segui em frente por mim e por nós dois. E a cada praça, a cada distância percorrida, a cada lembrança, eu sorria. Era tanto amor que eu sentia que acabou não sobrando nenhum espacinho para tristeza. 

3 comentários:

  1. ô meu Deus que bonito esse. tipo de amor raro que vem e se sente e se basta. beijoca!

    ResponderExcluir
  2. Eu li isso e nao pude deixar de lembrar do meu pai, e do quando ele me faz falta e do quanto eu sinto saudades dele... Lindo seu texto!

    ResponderExcluir
  3. Nossa, que coisa mais poética!
    Amei!!!!
    Beijos!

    ResponderExcluir

Muito obrigada pela visita e pelo comentário! :)