31.12.12

Andar com fé eu vou


Então é isso, chegou o grande dia de zerar os ponteiros e ter a chance de recomeçar outra vez. Por mais que digam que é apenas uma troca de calendário, eu gosto da sensação de finalmente poder deixar o ano já velho ir de vez. Gosto de abrir todas as portas e janelas da casa para deixar o barulho os sorrisos inundarem as nossas almas pelos primeiros minutos seguintes.

2012 sai pela porta da frente, com todas as honras e agradecimentos que merece. Ele cumpriu o seu papel e foi sim um ano surpreendente em vários aspectos, como desejei. Enquanto os primeiros momentos 2013 invadem as casas e as nossas vidas, desejo que ele seja bom e que eu tenha fé e força, sempre.

Desejo um ano novo de fé. Fé nas pessoas e nos milagres de cada dia. Fé na nossa capacidade de lutar por um mundo – particular e coletivo – melhor. Fé em Deus, fé em nós mesmos e em todos aqueles anônimos que, com um ato simples de gentileza, fazem com que os nossos dias sejam melhores. Fé nas palavras e nos carinhos, fé de que vai dar certo de qualquer jeito, mesmo com as quedas, mesmo com os choros, mesmo com as perdas. Fé de encontrar alegria no caminho. Fé.

Um ano novo feliz para todos nós.


"...Andar com fé eu vou,
que a fé não costuma faiá.."


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ps: É meia noite e enquanto abraço o meu companheiro de tantos anos, renovando os meus votos de amor e amizade em seu ouvido, lembro que essa também é a hora em que eu corro e abraço a minha mãe, enquanto os vizinhos entram cantando parabéns porta adentro, trazendo um bolo e um coro de admiração por essa mulher tão forte, tão rara. Parabéns pelos seus 63 anos de vida mãe, te amo!

28.12.12

Sem jeito


Tem gente que leva jeito para cozinhar, criar coisas importantes, decorar ambientes, plantar sorrisos e florescer coisas bonitas. Eu não levo jeito para nada. Nadica de nada. Nasci mesmo foi para passar a vida toda me perguntando para o que é que eu levo jeito.

27.12.12

Boas Festas


“E todo ano a gente acorda assim...” era o conteúdo da mensagem que a minha irmã me mandou logo na manhã do dia vinte e quatro, seguido de um link. Eu estava terminando de me arrumar para sair para o trabalho e, apesar de saber que teria que refazer a maquiagem em tempo recorde se eu a borrasse, não resisti e cliquei no link só para ver por quantos segundos eu resistiria sem derramar uma lágrima.

Comecei a chorar antes mesmo dos primeiros acordes, mas foi um choro feliz. Música na minha casa é sempre um sinal de felicidade. Ignorei completamente a existência de vizinhos e coloquei o som nas alturas aqui também. Me vi no eco e nos rodopios da minha mãe pela casa, no cheiro que exalava da cozinha, no barulho do vinil e do nosso cantarolar coletivo desafinado.

Não me lembro de ter tido uma árvore de natal sequer na minha casa durante todos esses anos. Nunca tivemos nenhum enfeite, com exceção das luzes coloridas que eu insisti em pendurar na sacada em um ano qualquer. Nunca teve nenhuma troca de presentes na presença da família reunida e principalmente nenhum peru, mas o espírito de natal – o verdadeiro – estava solto pela casa, principalmente na cozinha onde nós passávamos o dia achando graça e tentando imitar os sons da Harpa e a Cristandade.

Enquanto eu tentava inutilmente reconstruir a minha máscara para o trabalho, relembrei de todos os natais bons e ruins, da tristeza da minha mãe no último natal que passamos juntas por conta da recente perda da minha vó no dia dezesseis de dezembro daquele ano. Essa foi a única vez que o vinil não tocou. Foi um natal muito escuro e triste.

Fiquei aliviada porque apesar da nossa distância e da tristeza que agora o natal tem para ela, tinha música na minha casa. Música alta, para compartilhar com os vizinhos antigos a única tradição natalina do número duzentos de azulejos azulados. Saí correndo, consegui pegar o ônibus a tempo para o trabalho. Voltei para casa morta de cansada e com fome. Jantamos na casa de um amigo. Não tivemos ceia na nossa casa e nos esquecemos de comprar pão para comer no outro dia, mas tive um natal feliz.


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Para ler também: A harpa e a Cristandade, arquivo do natal de 2010.

24.12.12

Love & Peace


Nós temos milhares de oportunidades para semear o amor e a caridade durante o ano, mas é no natal que o mundo inteiro se une por algumas horas e faz com que o coro dos bons sentimentos soe mais alto que o de costume. O mundo seria tão melhor se esse espírito despertado em algumas pessoas nesse período durasse mais alguns dias!

Aproveite esse dia para estar perto das pessoas que vocês amam, para refletir sobre os seus erros, pedir perdão e perdoar as maldadezinhas de cada dia. Dê um sorriso, abrace os seus pais e seus irmãos, deseje coisas boas para todos, sem exceção. Esqueça a embalagem, o natal acontece dentro de você.

Celebre a vida, o renascimento, a esperança e agradeça por todos os presentes que você ganhou durante o ano. E me faça o favor de não cometer a gafe de esquecer do aniversariante mais importante do mundo!!! <3

Obrigada pela companhia, pelas palavras, pelo carinho nos comentários, e-mails e cartas, pela amizade, pelo apoio e pelos sorrisos que eu pude dar aqui do outro lado da tela. Desejo tudo de melhor para vocês, de coração e com toda a cafonice que só eu consigo ter.

Feliz Natal!
Um beijo.

22.12.12

Last Chance Saloon


No início de dezembro – quando eu recebi a minha escala de trabalho para o maravilhoso período de vendas natalino – precisei respirar fundo, fechar os olhos e imaginar o som de uma cachoeira enquanto tentava convencer a mim mesma que isso tudo seria uma grande aventura. Eu já estava mesmo me preparando psicologicamente para esses dias há semanas e, para isso, vinha adotando todas as medidas possíveis para pelo menos minimizar o estresse na minha vida, já que acabar de vez com ele seria algo impossível.

Como eu sabia que o tempo perdido no trajeto casa-trabalho-casa aumentaria bastante, por conta do trânsito maluco e dos horários maravilhosos em que eu iria trabalhar, decidi que precisaria da companhia de uma leitura L E V E para me distrair no caminho. Fui à biblioteca decidida a voltar para casa com algo da Meg Cabot, mas como em período de férias escolares as prateleiras coloridas ficam mais vazias, não tive outra escolha e voltei para casa com a Marian Keyes.

O livro estava indo muito bem, com todos os clichês de sempre, até que um dos personagens passa por uma reviravolta daquelas que só acontecem na vida real. Imaginei o número de pessoas reais que estavam lidando com aquela situação descrita no livro naquele exato momento, na loucura que é se deparar com um diagnóstico inesperado e de ter a sua vida completamente virada de pernas para o ar. Clichê também, eu sei, mas quando você conhece alguém que está passando por uma situação parecida, as palavras acabam ganhando um peso bem maior.

Estou com o estômago embrulhado até agora e não paro de pensar na brevidade da vida, nas incertezas, nas expectativas e nos planos que são deixados sempre para amanhã e que podem nunca ser concretizados. Definitivamente não era esse tipo de livro que eu estava precisando, mas já estou muito envolvida para simplesmente deixa-lo de lado. Tudo que eu queria era uma historinha engraçada na terra do fish and chips, agora é segurar o choro e ir até o final.

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ps: overreaction detected -> Acabei de ler o livro e, sinceramente, depois do capitulo triste da revelação, o resto é ótimo e o final é feliz. Êêee! <3

18.12.12

Presente de Natal

Já que dois mil e doze decidiu que vai botar boneco até a hora da virada, meu sonho de natal é que dois mil e treze venha com um manual de instruções ilustrado, que é para não ter perigo de deixar dúvida e eu ainda conseguir a proeza de fazer alguma coisa errada.

15.12.12

Sobre o fim do mundo


Não se engane. O mundo se acaba mesmo é a todo momento, nas trincheiras da guerra do dia a dia. Ele se acaba na violência no trânsito; nos assaltos que levam muito mais que o dinheiro; na perda da batalha contra uma doença maligna; nas balas que cortam as ruas, os céus, os cinemas e as escolas; e, principalmente, na dor da despedida em uma hora inesperada.


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ps: Nesse dia 15 de dezembro, em que outros tantos mundos particulares acabaram, eu agradeço a Deus pela graça de ter vivido mais um dia, por ter ido ao trabalho e voltado para casa em segurança, por ter um teto seguro para nos proteger do frio lá fora, por ter comida na mesa, por ter saúde e por estar ao seu lado nesses últimos oito anos e sete meses das nossas vidas. 

14.12.12

Vida Organizada


Quando terminei de escrever o último post, fiquei durante um bom tempo observando tudo ao meu redor, tentando detectar tudo aquilo que me incomodava,  revendo as minhas atitudes e o reflexo disso tudo na minha vida e na minha casa. Olhar nos próprios olhos através do espelho nem sempre é fácil, mas é uma das chaves que abrem as muitas portas esquecidas e emperradas dentro de nós.

Observei a bagunça do dia a dia, que vai acumulando sem que a gente tenha muita consciência por conta da vida maluca e da falta de tempo. Não fiquei muito contente com o que vi, principalmente depois de ter feito uma faxina daquelas no final de semana. Em menos de três dias tudo estava novamente de pernas para o ar.

O amontoado de livros, papéis e correspondências na mesa que usamos para estudar; a impossibilidade de usar o sofá por conta da quantidade de livros e roupas que estavam ali esperando para voltar aos seus lugares de origem; a desorganização do nosso quarto e do nosso guarda-roupa e o pequeno caos da cozinha eram só um detalhe externo da bagunça que se tornou a nossa cabeça nesses últimos meses. Definitivamente não dava mais para continuar assim.

Fiquei pensando no enorme desperdício de tempo das nossas vidas por conta de pequenos hábitos, da falta de rotina e dos inúmeros “deixa aí que depois eu faço” que nós dissemos e que sempre serviram de desculpa para deixar as pequenas tarefas para depois. Conviver tranquilamente com a própria bagunça é até possível, mas quando a bagunça começa a atrapalhar o caminho dos dois, aí fica um pouco mais complicado.

Bagunça me desconcentra, me irrita e eu sempre a encaro como um atestado de incapacidade pessoal. Eu vou bagunçando, acumulando algumas coisas, mas como o meu limite de tolerância é mínimo, as coisas logo começam a entrar nos eixos. O problema é a bagunça do outro, que eu não tocava e não arrumava por questão de respeito ao caos criativo alheio, até que eu percebi que se o caos criativo não estava mais sendo eficiente nem para ele, estava sendo muito menos para mim.

Os seis livros abertos ao mesmo tempo, os três dicionários em três línguas diferentes, o computador com dezenas de abas abertas, a pilha de papel para anotações aleatórias, os cadernos antigos e outros materiais de estudo que não estavam sendo utilizados naquele momento só estavam fazendo com que ele não conseguisse se concentrar. Não era à toa que ele ultimamente levava mais de três horas para finalizar a leitura de um texto e não conseguia se imaginar alcançando o objetivo dele, fazendo com que a autoestima escorresse pelo ralo. Só quando me coloquei no lugar dele, percebi porque o meu desempenho nos estudos também estava indo ladeira a baixo.

Ele tem poucas horas disponíveis para estudar, já que trabalha 'full time' e a renda dele é responsável por fazer a vida aqui funcionar. E eu? Eu tenho muito mais tempo disponível, trabalho bem menos e não tenho nenhuma desculpa plausível para dar caso eu não consiga alcançar o meu objetivo! Depois do pânico, assumir de uma vez por todas a ordem da casa e da nossa rotina então me pareceu uma missão inadiável.

Após esse exame de consciência e de observação, peguei a minha agenda - que ultimamente andava esquecida - e fiz algumas anotações. Levantei da minha cadeira e, sem dizer absolutamente nenhuma palavra, decidi organizar a vida por etapas. Na mesma noite, a sala se tornou muito mais agradável para se estar e a mesa de estudos ficou muito mais confortável e convidativa. Gostei do resultado e, no dia seguinte, dei continuidade ao processo sem muito alarde depois que cheguei do trabalho.

Quando ele chegou em casa, eu o informei que daquele dia em diante nós teríamos que reaprender a seguir uma rotina de estudos e, que se nós quiséssemos mesmo que o nosso “ano de uma meta só” desse certo, nós teríamos que nos ajudar. Conversamos enquanto preparávamos o jantar e ele se motivou bastante quando eu apresentei uma planilha de horários e estudos que eu havia feito para ele. Na mesma noite, enquanto eu seguia com a minha fase de organização da casa, ele começou a seguir a rotina que eu havia elaborado e, para a nossa surpresa, funcionou direitinho e ele se sentiu super estimulado para seguir adiante.

Finalizei a etapa de organização da casa hoje pela manhã e agora só precisamos nos vigiar para manter cada coisa no seu lugar, mantendo o cuidado diário, mas sem muito esforço e perda de tempo. Hoje mesmo começo a minha rotina de estudos já que finalmente estou conseguindo sentir a minha cabeça mais equilibrada. Estamos confiantes e eu espero mesmo que essa nova fase dê certo. Vamos ver no que vai dar. :P 

Escrevi esse post enorme só para compartilhar com você – que anda com a vida de cabeça para baixo também – que é possível sim colocar a vida nos eixos. Comece hoje também! O segredo é fazer uma coisa de cada vez.


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ps: O título do post é uma referência ao blog mais legal do mundo para quem quer colocar a vida nos eixos, o vidaorganizada.com!

12.12.12

12.12.12


Acordei cedinho e fui muito feliz para o meu trabalho voluntário no projeto de educação ambiental aqui da cidade. Por conta do inverno, as atividades na reserva estão suspensas até o início da próxima primavera e, nesse momento, começa no escritório o período de planejamento das aulas, oficinas e passeios do ano que vem.

Hoje, pela primeira vez, trabalhei no escritório fazendo coisinhas bobas, como atualizar os contatos na data base e na lista de e-mails do projeto; cadastrar os últimos trabalhos, monografias e teses sobre a reserva; organizar as pastas e preparar as folhas de cadastro para os próximos eventos etc. A todo momento a minha coordenadora pedia desculpas por me dar uma tarefa tão maçante para fazer, sem saber que ali, sentada naquela mesinha eu estava finalmente podendo fazer algo de significância para mim.  

Estar envolvida em algo da minha área e poder estar em contato com pessoas como a minha coordenadora foi um dos melhores presentes que dois mil e doze pode me dar. Apesar de não ter nenhum retorno financeiro, só eu sei o bem que estar ali me faz, mesmo que seja para fazer algo bobo, mesmo que no final das contas eu não seja tão útil assim e acabe fazendo sempre um papel de coadjuvante, quase invisível.

Hoje vi que abrirá uma vaga para trabalhar como assistente lá no escritório durante o próximo ano e, no mesmo momento, senti uma pontinha de tristeza e arrependimento por não ter me dedicado ainda mais ao inglês. Como a vaga é para trabalhar educação infantil, comunicação é um fator primordial e, infelizmente, AINDA não estou no nível para competir com os nativos. Ainda. Enquanto voltava para casa decidi que o ano que vem vai ser um ano de uma meta só: ficar fluente, de uma vez por todas, na língua inglesa.

Apesar do avanço significativo desse ano, chegou a hora de “puxar” um pouco mais a corda do pescoço já que, com o inglês decente, eu posso um dia me candidatar sem medo para trabalhar em qualquer lugar desse mundo. Eu tenho uma formação boazinha, tenho uma pós-graduação que pode me dar alguma vantagem dependendo da vaga, tenho experiência na minha área – no Brasil e em duas organizações importantes aqui do Reino Unido – vontade e coragem suficiente para estudar e trabalhar bastante pelos próximos anos. Isso deve valer alguma coisa, não?

Então tá decidido, 2013 será o ano das línguas, porque de quebra eu vou ressuscitar o meu amado e esquecido francês também. No dia 12.12.12, essa data cabalística que pode significar alguma coisa ou não, prometi a mim mesma que eu poderei perder as próximas brigas por qualquer outro motivo, mas jamais por conta de deficiência na língua inglesa, jamais! 

11.12.12

O dia em que a terra parou


Estou aqui, embaixo das cobertas enquanto finjo que esse edredom macio é, na verdade, um abraço. Como estava de folga do trabalho e com uma insistente enxaqueca desde domingo, acabei me dando a liberdade de cancelar a minha terça-feira. Não saí de casa nesse frio de menos dois graus, não fui ao trabalho voluntário, não devolvi os livros na biblioteca, não comprei os cartões de natal que levaria para o outro trabalho voluntário amanhã e fiquei aqui, olhando para as paredes inutilmente, sem saber muito bem o que fazer.

Tomei um banho demorado, me enrolei no meu roupão fofinho de corações brancos, fiz uma caneca de chocolate quente e voltei para debaixo das cobertas. Não consegui escrever o que queria, não consegui me concentrar em nada durante mais de cinco minutos. Eu e essa droga de cabeça que não para de latejar e pensar. Eu sei muito bem o que essa dor, essa melancolia e essa fome de chocolate significam, mas não quero que isso me dê trabalho. Não nesse mês, não nesses dias em que eu não posso ficar triste.

10.12.12

White Rabbit


Eu fui uma criança chata para comer, nada mais normal já que criança não é criança de verdade se não tiver uma chatisse dessas associada a sua micro pessoa. O maior problema da minha vida eram aquelas coisas verdes sem graça e aquelas rodelinhas de cebola que – argh – faziam aquele barulhinho insuportável quando eu mordia sem querer. Era um chilique na certa. Minha família merece ir para o céu sem escala.


O tempo passa e você finalmente percebe que aquele seu sonho infantil de só se alimentar de brigadeiro, pizza e sorvete de chocolate pelo resto da vida não daria mesmo muito certo e que, se você quiser sentir aquele tempero de casa, o mesmo que você tanto esnobou quando criança, vai ter que chorar muito cortando cebolas brancas e roxas. Você também percebe que cresceu quando se vê voltando do supermercado com as sacolinhas lotadas de frutas, verduras e cogumelos. 

Confesso que cebola foi algo que comecei a aceitar há muito pouco tempo, só depois que entendi o milagre de cada dia do trio parada dura da cozinha: cebola, alho e sal. Não tem erro. E além dos alhos e pimentões que sempre existem por aqui, descobri um amor maior chamado cogumelo, que deixa qualquer coisa melhor ainda do que poderia ser. Sempre que como um pedacinho, me imagino no país das maravilhas ao som de Jefferson Airplane.

A cada domingo, enquanto compartilho os meus avanços culinários durante as nossas horas de conversas, minha mãe dá gargalhadas e dicas preciosas de sobrevivência. Meu pai não acredita até hoje que eu “cozinho” alguma coisa e sai de cena achando graça. Detalhes, meros detalhes dos dias que passam e que se enchem de lembranças.

When logic and proportion
Have fallen sloppy dead
And the White Knight is talking backwards
And the Red Queen is "off with her head!"
Remember what the dormouse said:
"Feed your head! Feed your head"

9.12.12

Project365 - #15

[Domingo - 09.12.12 - 105/365]
Mil feirinhas de natal acontecendo pela cidade, tudo ao mesmo tempo. Hoje nós fomos visitar essa tenda  que fazia parte de uma feirinha itinerante. A tenda era incrível e psicodélica. Várias coisas lindas para vender, muito produto/roupa/objeto para decoração vintage. Incrível. 
[Sábado - 08.12.12 - 104/365]
"If you choose to dance with a crocodile you must be prepared for when the music stops." Vi esse vinil gigante numa exposição do museu e achei o máximo. Recado dado.
[Sexta-feira - 07.1212 - 103/365]
Aproveitamos a tardinha para fazer uma caminhada pelo harbourside. O fim de tarde foi lindo, com direito a pôr do sol e tudo mais. Não tem nenhum filtro na foto e é lógico que o celular não conseguiu captar a beleza real do momento, mas tá valendo.
[Quinta-feira - 06.12.12 - 102/365]
O dia foi tão sem graça e sem nenhuma novidade que a única coisa que eu consegui pensar para preencher o dia de hoje no projeto foi a chegada de mais um cacareco nessa casa: um playmobil DJ. A preguiça era tão grande que a foto ficou horrorosa e eu não tive nem coragem de tirar outra. Aff.
[Quarta-feira - 05.12.12 - 101/365]
Desde aquele sábado no qual coloquei não só os pés, mas resolvi me melecar inteira dentro da jaca, eu tinha parado de comer doce. Como me comportei direitinho. resolvi me dar essa mega torta de chocolate hoje como recompensa. 
[Terça-feira - 04.12.12 - 100/365]
Somente agora quando estava montando o post me dei conta que cheguei finalmente aos 100 dias de projeto. Eu vou tirando as fotos e publicando no instagram durante a semana, mas confesso que só vejo o dia ao qual a foto corresponde aqui no computador mesmo. Fiquei ainda mais feliz com a feliz escolha da foto do dia número 100, uma dele e dos livros. É  amor que não acaba mais.
[Segunda-feira - 03.12.12 - 99/365]
Depois de um dia daqueles, cheguei em casa super cansada e sem um pingo de coragem de me aventurar na cozinha. Decidimos que o jantar seria pizza. Usamos uma massa pronta e rapidinho a danada foi para o forno. Para provar que hoje não era o meu dia mesmo, até a pizza queimou. :( 

8.12.12

Então, é natal...


Os caminhos que tomamos pela vida são mesmo muito engraçados e contraditórios, uma coisa assim, de fazer rir. Quem diria que eu, que sempre tive horror a essa maratona infernal de compras de final de ano e que evitei esse furdunço a minha vida inteira, um dia estaria vivendo essa fantástica experiência aqui, estando do outro lado da moeda e do outro lado do oceano.

Tem sido uma loucura, mas até o momento estou achando ótimo já que não há mesmo nada melhor que manter a cabeça ocupada nesse período tão frio e perigosamente sentimental. O bolso também agradece, já que as horas extras vão ajudar a cobrir um pouco o rombo no orçamento por causa da nossa mudança que ainda está aí, rendendo mais que os juros da minha já inexistente poupança. Infelizmente nós não podemos nos dar o luxo de ficar no vermelho.

Só espero que o mundo não se acabe agora em dezembro porque as minhas férias foram agendadas para março do ano que vem e as dele tiveram que ser tiradas essa semana, de última hora. Acabou que não conseguimos viajar como havíamos planejado e tivemos que deixar alguns sonhos que deveriam ter sido realizados em dois mil e doze para trás, mas não tem nada não, uma coisa de cada vez. 

7.12.12

Das ideias


Ontem a noite uma antiga ideia brilhante resolveu reaparecer na minha cabeça, para tirar o meu sono e me atormentar pelo resto da noite até o dia amanhecer. Pelo menos foi uma ideia boa que, se bem executada, poderá ser útil para o meu futuro profissional seja onde for, aqui, no Brasil ou, quem sabe, em algum outro lugar desse mundo. Por enquanto estou começando a colocar os rascunhos no papel. Se o projeto vingar, volto aqui para mostrar e para saber a opinião de vocês. 


3.12.12

December


Tantas coisas aconteceram desde o último dezembro, tantas, que não tem como não reconhecer que, apesar de tantos altos e baixos, foi um ano de muitos progressos. Dois mil e doze nem de longe foi um ano fácil, muito pelo contrário, foi um ano que me testou psicologicamente todos os dias, consumiu todas as minhas forças e me levou ao martírio diário da dúvida.
               
Dois mil e doze foi um ano de muitos nãos, muitas tentativas frustradas, muitos dias esperando respostas que nunca chegavam, muitos questionamentos, muito choro, muito medo e, consequentemente, muita coragem para reverter a situação e encarar o eterno recomeço, o acreditar no outro dia. A pele calejada já não reconhece a dor, o que ajuda a seguir em frente e a não sofrer tanto com os espinhos. Aos poucos, começo a enxergar tudo com outros olhos.

Entre um dia e outro, uma alegria me incentivava a seguir em frente. Segui, algumas portas se abriram e recebi alguns sins, que fizeram esse perrengue todo valer a pena. Conheci pessoas legais, recebi carinho e apoio através de palavras que chegavam dos mais variados lugares, tive dias bons e aprendi um bocado. E chegou dezembro outra vez.

2.12.12

Project365 - #14

[Domingo - 02.12.12 - 98/365]
Domingo é dia de comer feijão! Muito tempero, muita coisa gostosa na panela, um arroz branco para acompanhar e a garantia de muita felicidade na mesa! Feijão é sinônimo de saudade nessa casa.
[Sábado - 01.12.12 - 97/365]
Dia primeiro de dezembro chegou e eu comecei logo a colocar os nossos planos/prazos/objetivos e desafios de 2013 no papel. Para março já temos uma certeza: vamos ter que sair desse flat gelado.
[Sexta-feira - 30.11.12 - 96/365]
Sexta-feira e a mais que merecida cervejinha dele. Acho a embalagem e a cor bonita, mas prefiro continuar bebendo só o meu suquinho de limão mesmo.
[Quinta-feira - 29.11.12 - 95/365]
Um sonho? Que esse sol LINDO esquentasse esse mundo frio. Tirei essa foto no centro da cidade, enquanto esperava o meu ônibus vermelhinho - aquele ali do outro lado da rua - para ir ao trabalho. Foto sem frescura, essa boniteza do céu e do sol é original.
[Quarta-feira - 28.11.12 - 94/365]
Ele ligou para mim perguntando se precisava comprar alguma coisa no supermercado e, na pressa, acabou comprando caqui ao invés de tomates. Só percebemos na hora em que estávamos preparando o jantar! Eu nunca tinha comido caqui na minha vida e adorei. 

[Terça-feira - 27.11.12 - 93/365]
Depois do trabalho voluntário, resolvi ficar durante mais um tempinho entre as estantes da biblioteca central, procurando alguma coisa para ler nos próximos dias. Enquanto eu corria o olho pelas prateleiras, dei de cara com o polêmico 'Fifty shades of Gray' e tratei logo de sair de perto! Hahahaha :P
[Segunda-feira - 26.11.12 - 92/365]
Segunda-feira nublada, fria e chuvosa. Apesar da vontade zero de sair de casa, trabalhar é preciso. Esse aí foi o sol tímido que resolveu aparecer quase na hora de ir embora, lá pelas quatro da tarde.