12.12.12

12.12.12


Acordei cedinho e fui muito feliz para o meu trabalho voluntário no projeto de educação ambiental aqui da cidade. Por conta do inverno, as atividades na reserva estão suspensas até o início da próxima primavera e, nesse momento, começa no escritório o período de planejamento das aulas, oficinas e passeios do ano que vem.

Hoje, pela primeira vez, trabalhei no escritório fazendo coisinhas bobas, como atualizar os contatos na data base e na lista de e-mails do projeto; cadastrar os últimos trabalhos, monografias e teses sobre a reserva; organizar as pastas e preparar as folhas de cadastro para os próximos eventos etc. A todo momento a minha coordenadora pedia desculpas por me dar uma tarefa tão maçante para fazer, sem saber que ali, sentada naquela mesinha eu estava finalmente podendo fazer algo de significância para mim.  

Estar envolvida em algo da minha área e poder estar em contato com pessoas como a minha coordenadora foi um dos melhores presentes que dois mil e doze pode me dar. Apesar de não ter nenhum retorno financeiro, só eu sei o bem que estar ali me faz, mesmo que seja para fazer algo bobo, mesmo que no final das contas eu não seja tão útil assim e acabe fazendo sempre um papel de coadjuvante, quase invisível.

Hoje vi que abrirá uma vaga para trabalhar como assistente lá no escritório durante o próximo ano e, no mesmo momento, senti uma pontinha de tristeza e arrependimento por não ter me dedicado ainda mais ao inglês. Como a vaga é para trabalhar educação infantil, comunicação é um fator primordial e, infelizmente, AINDA não estou no nível para competir com os nativos. Ainda. Enquanto voltava para casa decidi que o ano que vem vai ser um ano de uma meta só: ficar fluente, de uma vez por todas, na língua inglesa.

Apesar do avanço significativo desse ano, chegou a hora de “puxar” um pouco mais a corda do pescoço já que, com o inglês decente, eu posso um dia me candidatar sem medo para trabalhar em qualquer lugar desse mundo. Eu tenho uma formação boazinha, tenho uma pós-graduação que pode me dar alguma vantagem dependendo da vaga, tenho experiência na minha área – no Brasil e em duas organizações importantes aqui do Reino Unido – vontade e coragem suficiente para estudar e trabalhar bastante pelos próximos anos. Isso deve valer alguma coisa, não?

Então tá decidido, 2013 será o ano das línguas, porque de quebra eu vou ressuscitar o meu amado e esquecido francês também. No dia 12.12.12, essa data cabalística que pode significar alguma coisa ou não, prometi a mim mesma que eu poderei perder as próximas brigas por qualquer outro motivo, mas jamais por conta de deficiência na língua inglesa, jamais! 

3 comentários:

  1. Ai é tao bom trabalhar na área, e, ó, com a fluencia, vc consegue.
    E ja pensou em tentar a vaga mesmo assim? Nao custa nada.
    Saudades!

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  2. Foco é tudo. Estudar inglês foi uma das metas de 2012 que não cumpri. Mas não estou culpada, em vista de tudo o que eu tive que estudar este ano, mas provavelmente entrará como meta novamente de 2013.

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  3. Eu adoro quando a gente se determina à determinadas tarefas. A decisão que nasce no momento é tão boa e tranquilizadora...

    Boa sorte com as suas línguas e na sua carreira!

    Beijoca

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