22.12.12

Last Chance Saloon


No início de dezembro – quando eu recebi a minha escala de trabalho para o maravilhoso período de vendas natalino – precisei respirar fundo, fechar os olhos e imaginar o som de uma cachoeira enquanto tentava convencer a mim mesma que isso tudo seria uma grande aventura. Eu já estava mesmo me preparando psicologicamente para esses dias há semanas e, para isso, vinha adotando todas as medidas possíveis para pelo menos minimizar o estresse na minha vida, já que acabar de vez com ele seria algo impossível.

Como eu sabia que o tempo perdido no trajeto casa-trabalho-casa aumentaria bastante, por conta do trânsito maluco e dos horários maravilhosos em que eu iria trabalhar, decidi que precisaria da companhia de uma leitura L E V E para me distrair no caminho. Fui à biblioteca decidida a voltar para casa com algo da Meg Cabot, mas como em período de férias escolares as prateleiras coloridas ficam mais vazias, não tive outra escolha e voltei para casa com a Marian Keyes.

O livro estava indo muito bem, com todos os clichês de sempre, até que um dos personagens passa por uma reviravolta daquelas que só acontecem na vida real. Imaginei o número de pessoas reais que estavam lidando com aquela situação descrita no livro naquele exato momento, na loucura que é se deparar com um diagnóstico inesperado e de ter a sua vida completamente virada de pernas para o ar. Clichê também, eu sei, mas quando você conhece alguém que está passando por uma situação parecida, as palavras acabam ganhando um peso bem maior.

Estou com o estômago embrulhado até agora e não paro de pensar na brevidade da vida, nas incertezas, nas expectativas e nos planos que são deixados sempre para amanhã e que podem nunca ser concretizados. Definitivamente não era esse tipo de livro que eu estava precisando, mas já estou muito envolvida para simplesmente deixa-lo de lado. Tudo que eu queria era uma historinha engraçada na terra do fish and chips, agora é segurar o choro e ir até o final.

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ps: overreaction detected -> Acabei de ler o livro e, sinceramente, depois do capitulo triste da revelação, o resto é ótimo e o final é feliz. Êêee! <3

6 comentários:

  1. Nao segura o choro não! =)

    E o que eh a vida, senão um enorme emaranhado de clichês?

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    1. Verdade Luana, pura verdade.
      Nesses dias antes do natal eu viro um clichê de duas pernas.. :P

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  2. A Marian Keyes pode até não ser a melhor na escrita ou em sair dos clichês, mas os livros são excelêntes para serem curtidos levemente, sem pensamentos profundos ou filosofias complexas.
    É delicioso se envolver e, oras, chorar faz bem! Solte as lágrimas, curta o livro e respire fundo até o período natalino passar! haha

    Beijão! :*

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    1. Luísa, obrigada pela visita e pelo comentário. :)

      Ler coisas leves é a melhor opção para aliviar um pouco a cabeça e o estresse, pelo menos por aqui. Já terminei o livro e gostei bastante.

      Um beijo!

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  3. Há sempre um final feliz. às vezes, eles só demoram de chegar... ano que vem, quero vc aqui pra ver de perto o meu. :)

    p.s. aprendi a ser paciente esse ano.

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    1. Eve, quando eu olho para 2012 só consigo ver crescimento e evolução. Não sou a mãe Dinah, mas prevejo um 2013 de muitas comemorações e de muitos sorrisos. :)

      Te devo um mega e-mail, mas acho que você já sabe mais ou menos tudo que eu tenho para dizer. Minhas palavras e pensamentos estão soltos no vento. (Virei o clichê de duas pernas, desculpa)

      Um abraço de urso.

      ps: apareço já já para dizer feliz natal dignamente. =*

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Muito obrigada pela visita e pelo comentário! :)