28.2.13

Dois


As palavras saem em perfeita sincronia das nossas bocas, um parece que foi ontem entre sorrisos preguiçosos e desconcertados. Lembramos dos detalhes, das ausências, dos contratempos e do meu não querer. Dois anos depois, o despertador nos acorda para mais um dia frio nesse lugar de chuva eterna. É manhã e eu sorrio enquanto olho para você e analiso a sua proposta de esquecer esse negócio de casamento e ser apenas a sua eterna amante. 

Meus pêsames, te amo.

27.2.13

Dos trincos


Tranquei todas as portas e já não enxergo mais entradas ou saídas. Estou trancada em mim.

24.2.13

Project365 - #26


[Domingo - 24.02.13 - 182/365]
Dei uma parada com o livro do Gabriel e comecei a leitura desse aí. O início do livro é bem legal e me prendeu bastante.Vamos ver se ele continua assim até o final.
[Sábado - 23.02.13 - 181/365]
Ele percebeu que eu ainda andava um pouco tristonha e chegou  em casa com esse ovinho de chocolate para me alegrar. O ovo delícia com bombons de chocolate custou incríveis £1 libra e me fez feliz demais.
[Sexta-feira - 22.02.13 - 180/365]
Comecei a ler o 'Of love and other demons' do Garcia Marquez e levei um tapa já na página oito. "A slave two meters tall weighs at least 120 pounds, said Bernarda, 'And no woman, white or black, is worth 120 pounds of gold, unless she shits diamonds." É de arrepiar, principalmente quando a gente pensa na história do nosso próprio país e nos tempos em que a escravidão algo normal para a sociedade.
[Quinta-feira - 21.02.13 - 179/365]
Dia lindo lá fora, com um sol de dar gosto, mas não se enganem porque o frio só aumentou. Não vejo a hora de ver essas árvores cobertas de folhas outra vez.
[Quarta-feira - 20.02.13 - 178/365]
O segredo para ficar longe da tristeza é ocupar a cabeça fazendo aquilo que a gente gosta. Dia de ir para o trabalho voluntário para ser útil e, de quebra, poder espiar a galera pegando sol.  
[Terça-feira - 19.02.13 - 177/365]
Não sei o que deu em mim hoje, mas só sei que foi horrível. Passei o dia triste e chorando. Detesto esse clima de depressão.
[Segunda-feira - 18.02.13 - 176/365]
Voltei do trabalho caminhando pelo centro e no caminho para nossa casa encontrei o chão colorido, cheio de confetes. Foi dia de casamento na prefeitura.

22.2.13

Olhe para o lado


Eu voltava para casa quando vi uma das imagens mais lindas se revelando ali, despretensiosamente, ao alcance dos meus olhos. Era fim de tarde e os raios dourados de sol ultrapassavam as nuvens e deixavam um efeito lindo no céu. Foi um espetáculo digno de aplauso, mas me contive e contemplei tamanha obra de arte em um respeitoso silêncio.

Durante os minutos em que deixei a minha leitura de lado e olhei pela janela, sorri em paz e agradeci a oportunidade de ter visto tanta beleza com os meus olhos. Depois eu me imaginei velhinha contando a história de um dia, de quando eu era jovem e voltava para casa do trabalho em um dia ensolarado de inverno. Sempre fui boba e sempre imaginei coisas assim, desde pequena.

Enquanto todas essas coisas aconteciam na minha cabeça, olhei discretamente para as pessoas que estavam comigo naquele ônibus para ver se alguém se iluminava como eu. Eu nem precisava ser tão discreta já que todos estavam de cabeças baixas, olhando fixamente para algo muito mais importante que aquele céu todo. Lamentei um pouco o fato de algo tão bonito ter sido ignorado e me peguei pensando em todos os detalhes da vida que as pessoas andam perdendo de vista por aí.

Lembrei imediatamente de uns dias atrás, de quando eu e minha gerente saíamos estressadas do trabalho e a lua já estava alta no céu. Em meio às nossas reclamações, eu disse que estava feliz por estar indo para casa e elogiei a beleza da noite. Ela olhou para a lua, e sorriu enquanto confessava que há meses não olhava para o céu. Depois disso, esquecemos o stress e passamos a conversar sobre coisas bonitas. Desde esse dia ela pede que eu a faça companhia no trajeto de volta para casa.

Pode parecer besteira, mas nesses tempos de capturas instantâneas e filtros brilhantes, esqueça a máquina e olhe um pouco para o lado. Veja o vento balançando as folhas das árvores, as sombras dos prédios sendo projetadas nas calçadas, as pessoas caminhando apressadamente. Veja a vida acontecendo de verdade. Escreva hoje as histórias que você irá contar amanhã. 

19.2.13

Perdendo Dentes


A vontade que eu tenho é de arrancar o meu coração com as minhas próprias mãos. Pode ser que assim, finalmente, eu deixe de sentir essa dor horrível no peito. Ainda não descobri a solução para tirar o peso das costas e a sensação que eu tenho é que, desse aí, eu não me livro é nunca mais. Apesar de ter conseguido dormir por algumas horas seguidas na noite passada, acordei mais cansada que antes. Cansada de pensar, de analisar, de ser positiva e de ter esperança. Tem um dia de sol lindo lá fora, mas hoje eu não quero sair, hoje eu só quero adormecer. Dias de tempestade interna são assim, frios e perigosos. 


--
ps: Tô triste hoje, mas sei que amanhã tudo ficará bem. Só preciso mesmo é dessa pausa de mil compassos para colocar cada sentimento no seu devido lugar.

17.2.13

Project365 - #25

[Domingo - 17.02.13 - 175/365]
Fez um sol bonito lá fora e eu não tive nem dúvida: fomos passear no zoológico! Fazia um tempão que eu queria levar ele lá, mas ainda não tinha tido oportunidade. :)
[Sábado - 16.02.13 - 174/365]
Fui ao hospital para uma consulta rápida e parece que eu fiquei boa - aleluia. Já volto para o trabalho na segunda feira. Antes de ir para casa, passei na biblioteca para renovar o estoque de leitura dessa casa. 
[Sexta-feira - 15.02.13 - 173/365]
Os dias quinze são sempre os mais especiais. Hoje nós completamos oito anos e nove meses de namoro. Parece que foi ontem.
[Quinta-feira - 14.02.13 - 172/365]
Valentine's Day lá fora, mas aqui dentro ainda é dia da panqueca. Tentei *inovar* colocando 1 kg de chocolate em cima das coitadas com a esperança de que elas virassem uma calda no forno, doce ilusão, fail total.
[Quarta-feira - 13.02.13 - 171/365]
Esperando pacientemente ele terminar o trabalho para poder ocupar a nossa mesa gigantesca com o jantar. Sim, só temos essa. :)
[Terça-feira - 12.02.13 - 170/365]
Nossa micro estante não ajuda muito nesses dias de tédio. Ando sem a mínima coragem para estudar, mas não resta muita opção. :( 
[Segunda-feira - 11.02.13 - 169/365]
Ainda de molho em casa, resolvi organizar a minha necessaire de quinquilharias. Esse anel com a pedra preta deve ter uns dez anos, está todo acabado e continua sendo o meu favorito. <3


16.2.13

Dos contrastes


A felicidade estampada em sorriso largo é na verdade uma afronta declarada ao cinza duro e imponente, símbolo de dias negros da história. A sequência de fotos tiradas no Memorial do Muro de Berlim foi feita dias antes de deixarmos a cidade, em um domingo de sol de quase primavera.

Entre imagens e relatos de verdades tristes, nesse dia nós nos perdemos na história. Estar ali, sob a cicatriz real de um tempo que nós conhecíamos através dos livros foi algo muito emocionante. Não tem como não sair daquele lugar sem estar modificado e sem carregar nos ombros um pouco do peso de tantos corpos sem vida. É uma experiência difícil, mas enriquecedora e bonita.

Se por um lado nós chorávamos com os rostos e relatos de tentativas fracassadas, caminhar naquele mesmo lugar e atravessar a cidade, sem muro e sem amarras, nos deixava alegres e agradecidos pela nossa liberdade. Antes de deixarmos o memorial, precisávamos tirar a foto clichê em frente ao muro mais famoso da cidade. Foi nessa hora que ele me pegou no braço e fingiu que me “jogaria” para o outro lado. Foi uma sequência de fotos muito feliz.

Realizar um sonho é mágico e faz com que todos os seus atos sejam uma explosão de felicidade. A alma estampada no sorriso, o brilho no olhar e a alegria dele são incríveis e é o que mais me emociona ao olhar essa foto. Quem o conhece, nem que seja um pouquinho, conhece o respeito de quem vive e respira história por um símbolo ou memória de um lugar. Apesar de desconhecer qualquer manifestação desfavorável, eu tenho certeza de que essas fotos não devem ser bem julgadas por algumas pessoas, mas isso não nos importa e por isso elas permanecem publicadas.

A ignorância está nos olhos de quem vê.

14.2.13

Dos detalhes

Uma das nossas fotos que considero mais engraçada é aquela que um amigo nosso tirou enquanto caminhávamos pela Camden Town. Nós estávamos procurando um lugar para sentar, comer e dar uns minutos de descanso aos nossos pés após um longo dia de passeio. Você comentava que não se importava muito com a comida, que queria mesmo era beber uma Guinness. Eu olhei para você e ri, e foi justamente nessa hora que ele tirou a foto sem que a gente percebesse.

Dias depois eu recebi aquela foto e sorri ao ver a minha cara de idiota olhando para você. Acho que todo mundo que vê aquela foto só consegue enxergar exatamente isso, a minha expressão engraçada e o meu sorriso infantil. São quase nove anos convivendo diariamente, mas a minha cara de admiração quando eu olho para você é a mesma que a daquele dia, a mesma da primeira vez que eu te vi. A foto desse momento bobo fica lá, a mostra, para todo mundo ver como eu não consigo esconder o tamanho do meu amor por você.

12.2.13

Notas do Subterrâneo


Aqui dentro eu sou um poço de sensibilidade e, assim como todo poço, nem sempre foi fácil tirar minhas águas da profundidade em que elas viviam. Começar a escrever foi como jogar uma corda com um balde para desafogar tudo que estava aqui, aparentemente quieto. Antigamente eu não sabia muito bem como lidar com certos sentimentos. Hoje eu não tenho mais medo de parecer boba ao dizer que sinto saudade e não deixo mais de dizer coisas boas para ninguém. Eu aprendi que sentimento bom precisa ser compartilhado.

Recebi uma mensagem que me deixou feliz, com aquela sensação confortante de ainda ser querida por pessoas especiais, apesar dos meus erros do passado e da distância do presente. Eu tenho consciência de que nem sempre eu consegui ser a melhor amiga e durante muito tempo permaneci ausente, mas mesmo na ausência sempre fui muito verdadeira. Entre altos e baixos, brigas e confusões, são quase treze anos de amizade, de choro e de gargalhadas e eu precisei sair de perto para ter coragem de dizer que amava vocês.

Hoje pela manhã, enquanto lia a mensagem e descansava minha cabeça nos braços dele, percebi que recebi a minha parte da herança e da fortuna dessa vida toda em amor. Amor que não enche barriga, mas que ajuda a ter força e muita coragem para trabalhar.


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ps: Overbreguice detected, me desculpem.

11.2.13

Uma outra estação


Apesar de todas as mudanças, a minha alma de duzentos anos continua refletindo a mesma imagem infantil e desgrenhada no espelho. Aqui dentro, tudo era tempestade e raios e trovões de lágrimas e muito, muito medo. Era o terror da dúvida paralisando todos os meus atos e meus sorrisos. Era do verbo não ser mais. Ando feliz e contando os dias para bater asas outra vez. 

10.2.13

Project365 - #24

[Domingo - 10.02.13 - 168/365]
Desfazendo e refazendo planos. Tenho tido muito tempo para pensar principalmente em besteiras. De repente, começo a enxergar uma luz no fim do túnel. Será?
[Sábado - 09.02.13 - 167/365]
Estava folheando um livro quando encontrei esse comprovante do Kaiser's, de uma compra qualquer em Berlim. Por um segundo, me vi na Nollendorfplatz outra vez.
[Sexta-feira - 08.02.13 - 166/365]
Estou dando um pouco de trabalho e não consigo comer direito, já que minha garganta dói até quando tento beber água. Ele voltou para casa com uma sacola de frutas e deixa sempre algumas ao lado da cama para eu beliscar quando sentir vontade.
[Quinta-feira - 07.02.13 - 165/365]
Look do dia: roupão fofinho e milhares de pontinhos vermelhos pelo corpo todo, incluindo os meus pés. Não queiram nem saber a situação do meu rosto nesse momento. 
[Quarta-feira - 06.02.13 - 164/365]
Acordei muito mal e, para a nossa surpresa, finalmente conseguimos entender o porquê da minha fraqueza: peguei catapora mais uma vez. Fiquei muito assustada quando notei o aparecimento das primeiras bolhas na minha barriga.   Verificamos na internet que o vírus da catapora causa duas doenças distintas e ficamos atentos para ver com qual das duas eu estava.  
[Terça-feira - 05.02.13 - 163/365]
Acordei indisposta mais uma vez e precisei cancelar todos os compromissos que havia agendado para hoje. Ficar em casa, definitivamente, não estava nos meus planos. A surpresa boa do dia foi que ele trouxe muitos morangos para mim. Apesar de enormes, eram sim bem docinhos.
[Segunda-feira - 04.02.13 - 162/365]
Acordei e logo percebi que tinha algo fora do lugar. Liguei para o trabalho para informar que não estava me sentindo bem e passei o dia em casa, tentando melhorar. Aproveitei a tarde na internet para visitar alguns blogs amigos e me deparei com essa palavrinha antes de postar um comentário. Why? Boa pergunta.

8.2.13

Sick Note


Eu estava me achando o máximo enquanto cuidava dele. Eu acreditava ser imune e, talvez por isso, o susto tenha sido um pouquinho maior. Acabei pegando catapora também, mas pela segunda vez. Eu já havia tido quando criança e sim, é raro, mas é possível. Eu também me assustei.

No início da semana eu pensava que seria apenas uma gripe mais forte, daquelas com garganta inflamada e nariz pifado por alguns dias. Meu sistema imunológico enfraquecido por conta desse tempo maluco acabou não resistindo e se rendeu a catapora outra vez. Os primeiros dias foram os piores e, apesar de horrorosa, acho que estou bem.

Então é isso, enquanto vocês estão em ritmo de carnaval, nós continuaremos no ritmo de catapora por mais uma ou duas semanas nessa casa, mas agora é ele que cuida de mim. De uma coisa estamos certos, o treinamento foi bastante puxado e nós já estamos craques no assunto para quando a catapora estiver entre nós outra vez, daqui a alguns anos...

Aproveitem os dias de descanso ou de festa.
Se cuidem!

--
ps: Pois é, eu sei que o vírus da catapora também provoca outra doença, mas já fui ao médico e é só essa bandida mesmo. =P

7.2.13

The little women letters


Eu adorava ir para a escola quando era pequena. Apesar de não ser popular, não ser bonita e ter certeza absoluta que os professores só notavam a minha presença na hora da chamada, eu adorava estar lá. Com meus olhos sempre atentos eu observava e me divertia muito com as malcriações de cada dia dos mais danados da turma, com as piadas engraçadas dos palhaços e com as respostas bizarras dos desprovidos de memória. Eu voltava para casa, compartilhava os momentos mais engraçados com quem sempre estava por perto e pensava comigo mesma: eu nunca vou esquecer esse dia.

A nossa última estação naquele trem das onze seria na oitava série e, depois dali, todos teriam de seguir seus próprios caminhos para colégios e universidades diferentes. Eu deveria estar ainda no primeiro ano enquanto eu me emocionava com a Anne Frank e a leitura do seu diário. Tentei recordar alguns nomes, algumas peripécias que havia presenciado na escola e percebi que elas já não chegavam com tanta clareza e rapidez como nos dias em que eu ainda as vivia. Decidida a não esquecer as coisas boas e engraçadas, encontrei um diário velho e comecei a escrever naquele mesmo dia.

Os meus diários não eram floridos, não tinham fotos de artistas e não eram cheios de dramas de adolescência. Eu os escrevia como se fossem uma “ata” do meu dia. Descrevia detalhes, filmes que havia assistido, pessoas que havia encontrado, conversas que havia tido entre outros detalhes desimportantes do dia a dia de alguém que não tinha a mínima noção do que aconteceria nos anos seguintes. Eu sempre escrevia com a mesma caneta de tinta preta. Quando as folhas estavam todas preenchidas e eu o relia do início ao fim, parecia que aquela era a história de um livro daqueles meio chatos e sem figuras, mas que era inspirado na minha vida.

Depois que terminei a leitura de The little women letters, um livro de capa bonitinha que eu trouxe para casa sem muito entusiasmo há algumas semanas, lembrei bem o porquê de eu ter começado a escrever meus diários. Eu queria mesmo era não me esquecer de mim, de quem eu era e do que tinha acontecido até que eu chegasse até aqui. E se um dia minha tataraneta encontrasse as minhas memórias escritas nos meus diários ou até mesmo o meu blog perdido nessa internet? Talvez ela goste de me conhecer, talvez ela entenda que os tempos eram outros ou talvez morra de vergonha e queira me deletar de vez desse universo, o que é o mais provável... 


ps: Sempre sorrio quando escuto trem das onze, já que é impossível não lembrar da bagunça e da batucada que começava na sala de aula às dez e cinquenta e cinco. A escolinha de bairro já nem existe mais, mas continua sendo a mais especial e querida de todos que um dia passaram por lá. 

4.2.13

Febre do Rato


Ontem à noite, em meio a um quase delírio de febre alta que enfraquece as algemas dos sonhos e das memórias, me lembrei de alguns momentos engraçados de quando eu era criança e recebia os cuidados da minha avó e da minha mãe sempre que ficava doente. Entre lembranças adocicadas por lambedores e chás e infusões, concluí que amar é acordar de madrugada sentindo a febre do outro, é pular da cama para pegar água e remédio e ficar acordando nas horas seguintes para ter certeza de que o outro está se sentindo bem. Olhei para o lado, sorri e adormeci feliz por saber que mais uma vez tinha alguém do meu lado cuidando de mim com tanto carinho e tanto amor. Comecei a conversar com Deus e agradeci por sua bondade, mas adormeci pelo meio do agradecimento, sem concluir e sem dizer amém. 



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ps: Com essas mudanças malucas de temperatura, meu organismo não aguentou e acabou se rendendo a uma outra crise de garganta/gripe/seilámilcoisas outra vez. Ele está bem, tratou de usar todos o nossos Mb de internet do mês passado assistindo filmes e cafés filosóficos enquanto esteve enfurnado em casa e acabou se recuperando da catapora bem antes do que esperávamos. Nos últimos dias de janeiro ficamos sem conexão, mas foi ótimo porque me poupou de perder de vez a fé na humanidade depois das barbaridades que alguns resolveram cometer após o “acidente” em Santa Maria. Incrível essa fraqueza humana de querer fazer sucesso na vida em cima da tragédia e da morte alheia.

3.2.13

Project365 - #23

[Domingo - 03.02.13 - 161/365]
Dia de comer um PF de arroz e feijão, desse jeito pobre, e de matar a saudade de casa. O feijão tinha caldinho sim, mas não deu para sair na foto. Desculpa aí.
[Sábado - 02.02.13 - 160/365]
Um brinde à recuperação relâmpago dele e à noite gelada que fazia lá fora. Estava se sentindo bem melhor, apesar das bolhinhas ainda estarem espalhadas pelo corpo todo. 
[Sexta-feira - 01.02.13 - 159/365]
Não sei o que me deixa mais envergonhada, se é a foto tosca do céu que estava tão bonito ou se é a sujeira da câmera do celular. Eu tentei.

[Quinta-feira - 31.01.13 - 158/365]
Escândalo de luz no céu, a caminho do trabalho. Sair de casa cedinho tem lá suas vantagens quando o céu fica assim, azul e ensolarado.
[Quarta-feira - 30.01.13 - 157/365]
Tudo verde baby, pode passar. Acho esse "arco" lindíssimo. Em cima passa o trem, embaixo passa carro, ônibus, bicicleta, moto, gente... 
[Terça-feira - 29.01.13 - 156/365]
Se tem uma coisa que eu amo nesse mundo, essa coisa é mapa! Acho lindo e quanto mais antigo, mais bonito. Eu também adoro trabalhar com mapeamento - ESRI, chama eu! Meus olhinhos brilham quando eu vejo uma tela processando milhares de dados e gerando essa coisinha linda aí. Sim, essa sou eu fazendo mapas é esse é um dos meus trabalhos como voluntária.  ;)
[Segunda-feira - 28.01.13 - 155/365]
Comprei essa belezinha de prástico para trabalhar na loja. Gostei do lacinho, do conforto e do fato de não chegar em casa com os pés completamente encharcados se começar a chover no caminho.