4.2.13

Febre do Rato


Ontem à noite, em meio a um quase delírio de febre alta que enfraquece as algemas dos sonhos e das memórias, me lembrei de alguns momentos engraçados de quando eu era criança e recebia os cuidados da minha avó e da minha mãe sempre que ficava doente. Entre lembranças adocicadas por lambedores e chás e infusões, concluí que amar é acordar de madrugada sentindo a febre do outro, é pular da cama para pegar água e remédio e ficar acordando nas horas seguintes para ter certeza de que o outro está se sentindo bem. Olhei para o lado, sorri e adormeci feliz por saber que mais uma vez tinha alguém do meu lado cuidando de mim com tanto carinho e tanto amor. Comecei a conversar com Deus e agradeci por sua bondade, mas adormeci pelo meio do agradecimento, sem concluir e sem dizer amém. 



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ps: Com essas mudanças malucas de temperatura, meu organismo não aguentou e acabou se rendendo a uma outra crise de garganta/gripe/seilámilcoisas outra vez. Ele está bem, tratou de usar todos o nossos Mb de internet do mês passado assistindo filmes e cafés filosóficos enquanto esteve enfurnado em casa e acabou se recuperando da catapora bem antes do que esperávamos. Nos últimos dias de janeiro ficamos sem conexão, mas foi ótimo porque me poupou de perder de vez a fé na humanidade depois das barbaridades que alguns resolveram cometer após o “acidente” em Santa Maria. Incrível essa fraqueza humana de querer fazer sucesso na vida em cima da tragédia e da morte alheia.

Um comentário:

  1. Coisas da estação, hein? Mas ainda bem que vcs têm um ao outro para cuidar. Estar sozinho nessas situações é mil vezes mais difícil.

    Essa tragédia foi bem triste mesmo. Pior é a Globo fazer reconstituição montando uma boate no tamanho real da Kiss...

    Kisu!

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