12.2.13

Notas do Subterrâneo


Aqui dentro eu sou um poço de sensibilidade e, assim como todo poço, nem sempre foi fácil tirar minhas águas da profundidade em que elas viviam. Começar a escrever foi como jogar uma corda com um balde para desafogar tudo que estava aqui, aparentemente quieto. Antigamente eu não sabia muito bem como lidar com certos sentimentos. Hoje eu não tenho mais medo de parecer boba ao dizer que sinto saudade e não deixo mais de dizer coisas boas para ninguém. Eu aprendi que sentimento bom precisa ser compartilhado.

Recebi uma mensagem que me deixou feliz, com aquela sensação confortante de ainda ser querida por pessoas especiais, apesar dos meus erros do passado e da distância do presente. Eu tenho consciência de que nem sempre eu consegui ser a melhor amiga e durante muito tempo permaneci ausente, mas mesmo na ausência sempre fui muito verdadeira. Entre altos e baixos, brigas e confusões, são quase treze anos de amizade, de choro e de gargalhadas e eu precisei sair de perto para ter coragem de dizer que amava vocês.

Hoje pela manhã, enquanto lia a mensagem e descansava minha cabeça nos braços dele, percebi que recebi a minha parte da herança e da fortuna dessa vida toda em amor. Amor que não enche barriga, mas que ajuda a ter força e muita coragem para trabalhar.


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ps: Overbreguice detected, me desculpem.

2 comentários:

  1. incrível como nossa sensibilidade recria novas táticas de enfrentar as barras da vida. tive esse pensamento ao ler teu texto. ;)

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  2. Nossa, sinto uma tristeza nessas suas palavras....

    Fique bem.

    Kisu!

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