30.3.13

Da relatividade do tempo


Parece que foi ontem que eu escrevi aquele post sobre março e da sua promessa de dias de sol nas nossas vidas. A impressão que eu tenho é que eu mal terminei de tomar o meu café daquela tarde... e o mês acabou. 

27.3.13

De uns tempos pra cá



Chegou do trabalho cansado, mas decidido a arrumar de vez as suas malas. Enquanto separava as roupas antigas, relembrava cada ocasião importante em que as havia usado. Ponderava, relutava, decidia. Abraçava a peça maltratada, agradecia infantilmente pela companhia e tempo de uso e a jogava na sacola de roupas que teria como destino um caminho diferente do nosso.

Uma ou outra peça dava um pouco mais de trabalho, como o calção que ele insistiu em guardar apesar de já feio, desbotado, remendado e surrado. “Esse não, esse aqui eu usava para namorar com você. Se lembra daquele dia lá no Dragão?” E achava graça enquanto o colocava na mochila, junto às outras poucas peças que conseguiram escapar do lixo.

Apesar de estarmos levando uma vida extremamente minimalista e de termos acumulado pouquíssimas coisas desde que chegamos, decidimos que estava na hora de se desapegar de alguns itens que carregávamos até então com quase nenhuma utilidade para os dias daqui. Elas eram um peso morto, objeto de recordações ambulante, memórias de dias outros tão bonitos quanto esses que vivemos agora e quanto os muitos que estão porvir.

Eu, que já tinha feito minha parte no dia anterior com muita objetividade e sangue frio, me emocionei mesmo foi com a delicadeza do jeito dele se despedir das suas memórias. Pediu ao Chico César que embalasse sua despedida enquanto compartilhava as suas memórias, que se referiam a mim em quase todas as poucas peças de roupa que tinha.

De uns tempos pra cá
os móveis, a geladeira
o fogão, a enceradeira
a pia, o rodo, a pá
coisas que eu quis comprar
deu vontade de vender
e ficar só com você
isso de uns tempos pra cá

De uns tempos pra cá
o carro, a casa, o som
tv, vídeo, livros, bom...
o que em tese faz um lar
admito eu quis comprar
começo a me arrepender
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá

Coisas são só coisas
servem só pra tropeçar
têm seu brilho no começo
mas se viro pelo avesso
são fardo pra carregar

(Escute AQUI)

26.3.13

Sonho de uma noite de verão..


[..ou delírios de uma manhã de inverno]

Chuvolândia, 26 de Março de 2013

Querida eu mesma daqui a alguns anos, 

Pare agora de chorar e se lamentar por conta do calor insuportável que você está sentindo nesse momento, seja lá onde você estiver. Lembre-se que o inverno é lindo nos filmes de natal e nas produções elegantes das vitrines das lojas devidamente aquecidas, mas ele é um saco. Eu sei que nesse momento você está sendo tentada, mas não adianta se iludir. Eu vou ser muito clara: você o d e i a o inverno.

Você está escrevendo essa cartinha amorosa aqui com tanto ódio no coração que bastaria um sopro seu para congelar o fogo eterno de Mordor. Você está com o rosto inchado e sofrendo mais uma crise de sinusite, que já fez com que você cogitasse a proeza de cortar o seu nariz fora com uma faca de pão. Você está descabelada, com dor de cabeça, com febre, com frio – porque essa porra desse flat só vai esquentar quando eu colocar fogo no colchão – e extremamente elegante com uma meia de cada cor nos pés porque você simplesmente não sabe onde o saco de meias foi parar nesse furdunço de malas e sacolas espalhadas pela casa.

Lembre-se dos dias frios que você viveu nos seus vinte e tantos anos, lembre-se da agonia que era precisar sair de casa com aquele vento congelado cortando o seu rosto e rasgando os seus pulmões, lembre-se daquela enxaqueca diária, lembre-se do caralho dessa chuva que não para nunca mais de cair, lembre-se que você passou meses sem ver os próprios pés. Lembre-se que no frio de verdade ninguém fica elegante com esses casacos horrendos. É tudo mentira, é tudo pinterest. Portanto querida, ligue o ventilador no três, agradeça por cada gotinha de suor do seu corpo e seja feliz.

Beijo de mim mesma com 27 anos.

-- 
ps: Você vai ver que é março e que já era pra ser primavera, né? Pois é. Primavera tem, mas acabou. A essa altura você já deve saber o motivo da baderna climática que tá rolando solta nos quatro cantos do mundo nesse momento. Vai ser tudo culpa nossa, eu sei.

25.3.13

I wanna go home II


[Essa é a segunda parte DESSE POST em que eu relato a nossa maravilhosa primeira experiência traumática de mudança nessa cidade. Demorou seis meses, mas motivada com a futura sequência de posts envolvendo esse assunto, finalmente criei coragem e terminei de escrever. O texto ficou longo e pede muita coragem para chegar até o final.]

Após subirmos aquela ladeira íngreme e extremamente escorregadia por conta da chuva, demos de cara com uma praça triangular e com um trânsito dos infernos a sua volta. Em uma ponta ficava a agência e na outra, do outro lado da rua, o caixa eletrônico mais próximo. Como nós formamos uma dupla dinâmica inteligente, decidimos nos separar. Ele correu para preencher os papéis na agência e eu corri para sacar o dinheiro do calção.

Foi uma das cenas mais ridículas que eu me lembro de ter protagonizado em toda a minha vida. Eu, correndo toda ensopada, segurando a bolsa com uma mão e com a outra fazendo aquele sinal universal de SAI DA FRENTE na rua mais chique e movimentada da cidade. As pessoas abriam caminho prontamente, foi muito engraçado.

Obviamente tinha uma fila para usar o caixa eletrônico. Depois de alguns minutos de pânico, de alguns pulos de aflição e muitos palavrões – sociedade, eu falo muito palavrão nesses momentos, sorry – a moça que estava na minha frente finalmente se convenceu de que ela estava atrasando a vida de muitas pessoas e finalmente saiu do caixa, mas sem deixar mais nenhum dinheirinho disponível.

Eu, no auge do desespero, não entendi que não tinha dinheiro e achei que havia digitado algo errado e bloqueado o meu cartão. Como assim não ter dinheiro? Era muita sorte. Tento outra vez, digito a senha errada e agora sim bloqueava de vez o meu cartão. Decidi ir à agência pegar o cartão dele, que eu burramente me esqueci de pegar antes de nos separarmos, e tentar em outro caixa na outra ponta do triângulo.

Enquanto isso, ele conversava com a moça da agência e explicava que eu estava chegando com o dinheiro. As nossas concorrentes também estavam lá, preenchendo os papéis. Como ele chegou antes, tinha a preferência, mas se ele não tivesse o dinheiro naquele momento, uma das outras meninas pegavam o flat, simples assim. O coitado mal imaginava o que estava para acontecer.

Corta a cena e o foco volta para mim, correndo e dessa vez gritando S A I  D A  F R E N T E para as pessoas em português mesmo, além de fazer aquele movimento universal com o braço. Já tive mais elegância nessa vida, mas dessa vez era correr ou perder o teto. Entrei discretamente na agencia e peguei o cartão dele e voei para o outro caixa, mas no desespero, esqueci a senha apesar de ter tentado memorizar durante todo o caminho. Depois de umas cinco ligações não atendidas e mais todo o meu vasto repertório de palavrões sendo bradado aos quatro ventos, saquei o dinheiro, voltei correndo e finalmente consegui entrega-lo na agência.

Eu já estava tão louca que quando saímos daquele lugar e eu jurava que estávamos sendo seguidos por uma das outras duas mulheres que queriam alugar o flat. Durante quase todo o caminho, sempre que eu olhava para trás ela estava lá, até que ela subiu no ônibus. Foi então nesse momento que eu percebi a paranoia e lembrei que todos os ônibus paravam nesse mesmo lugar. Abri a minha bolsa para pegar a minha carteira e ver se estava tudo certo, e cadê os nossos passaportes? PÂNICO GERAL.

Comecei a imaginar o tormento do processo delegacia – embaixada – imigração e chorei. Pensei que a mulher tinha roubado os passaportes na agência como um ato de vingança e imaginei loucuras. Minha imaginação é terrível e nessas horas ela simplesmente não ajuda. Nunca fiquei tão feliz na minha vida como quando entrei em casa e vi os passaportes em cima da mesa branca, que eu havia esquecido quando organizava a pasta de documentos. Agradeci aos céus e pedi perdão por ter desconfiado e pensado mal da moça. Incrível como isso me incomodou e me deixa envergonhada até agora.

Pensei em tomar um banho quente para relaxar e dormir, mas adivinha o que resolveu quebrar exatamente nesse dia? Falei palavrão, dormi parcialmente suja porque o banho gelado de cuia não colaborou, mas pelo menos eu tinha um teto e poderia enfim dormir em paz.

23.3.13

Águas de março


Somente agora me dei conta de que março sempre foi um divisor de águas na minha vida e na vida da minha família. Foi num março que eu entrei na universidade, que meus pais se separaram, que meu irmão voou para longe e que eu, anos depois, voei também. Outros pequenos grandes acontecimentos também chegam aos poucos à memória, mas eles são desimportantes se compararmos ao impacto que esses que escrevi acima trouxeram para as nossas vidas.

Me dei conta essa semana que há cinco anos não abraço o meu irmão. Era dia de São José e apesar do meu medo daquela viagem e da chuva que caia, eu sabia que ele estava entregue em boas mãos. Ficamos todos no aeroporto até o momento em que o avião correu rápido naquela pista e ele subiu alto no céu. Chorei muito não por ele, mas por nossa mãe que presenciava o primeiro bater de asas que estava por vir. Anos depois foi a minha vez de correr rápido naquela pista, bater asas alto no céu e chorar olhando através das nuvens. De medo, de coragem, de felicidade e já de muita saudade. 


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ps: Por mais que pareça, esse não é um post triste. :)

22.3.13

Das teorias


Teoricamente estou tendo uma semana de férias, mas são férias só na teoria mesmo. Não vejo a hora de um dia poder transformar essa teoria em momentos de lazer ou de viagens.


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ps: E a primavera? Só na teoria também. :~~

21.3.13

Dos convites


Quase não acreditei quando li as palavras escritas naquele convite. Foi uma chuva instantânea de lembranças na mente, boas e ruins. Tempos outros em que eu tinha dezessete anos, um milhão de medos e quase nenhuma coragem. Os medos continuam aqui, é claro, mas a coragem e a força que eu encontrei em mim são um fruto das diversas experiências que vivi durante esses dez anos.

Sempre achei incoerente e um pouco injusto ter que escolher um caminho em um momento tão delicado, tão infantil ainda e cheio de expectativas. Eu queria escrever, mas sabia que provavelmente não seria esse o melhor caminho profissional para mim. Eu nunca quis estudar medicina, jamais me imaginei estudando direito ou engenharia e não tinha a mínima ideia do que deveria fazer. Mentira. Lá no fundo eu queria ser professora de música, mas acabei deixando o sonho de lado com medo da realidade que encontraria pela frente.

Os meus anos na universidade foram os mais desgastantes que eu me lembro até então. Acabei escolhendo um curso interessante, que abordava um milhão de coisas diferentes e que eu gostava. O que no início me parecia uma grande aventura se transformou em um tormento sem fim com as inacabáveis greves que enfrentamos e com as dificuldades comuns que encontrávamos pelo caminho. Foi difícil, mas como não poderia deixar de ser, também tinha sim o seu lado bom.

Apesar de ter feito tudo como mandava o figurino, sempre tive a certeza de que não aproveitei e não aprendi como talvez pudesse aprender agora. Eu me lembro como se fosse hoje do meu desespero quando me deparei ainda no primeiro semestre com aqueles textos do Popper e do Kuhn entre tantos outros universos totalmente desconhecidos para mim. Eu não tinha base em quase nada, eu não tinha a mínima ideia do que eu estava fazendo e isso me deixava péssima.

Com o tempo, acabei descobrindo um amor para a vida toda e que vai me acompanhar pelo resto dos meus dias em qualquer lugar que eu esteja. Sei que preciso reler tudo que li naqueles dias porque sei que com esse olhar de hoje eu serei capaz de compreender o que antes me parecia impossível. É estranho escrever isso, mas finalmente me sinto segura de mim mesma e, apesar de a vida ter seguido por caminhos extremamente malucos e inimagináveis, estou tranquila com as minhas escolhas e com a certeza de que tenho sim muito o que aprender.

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ps: Recebi nessa semana um convite para comemorar o aniversário de 10 anos da turma da universidade. As pessoas casadas, solteiras, com neném no colo, morenas agora loiras ou vice versa, pessoas carecas, pessoas doutoras continuam sendo os mesmos adolescentes para mim, não vou nem mentir. :P

16.3.13

[Des]conversando


As conversas por aqui não evoluem, não fluem. A sensação que eu tenho é que aqui ninguém nos ouve, já que as perguntas são sempre as mesmas a cada encontro. Logo eu, que adoro compartilhar histórias, sinto um cansaço triste e me contento em apenas ouvir o burburinho ao redor e sorrir.


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"Ah, então você é brasileira! Você fala espanhol?"- Me perguntou pela 6726846023786175619647356786347562 vez. 

15.3.13

Das valsas psicodélicas


Nossos dias continuam preenchidos com muita música e a que eu mais gosto no momento é de uma banda que só me desperta lembranças boas. Foi ao som dessa guitarra e desse sotaque arrastado que eu dancei pela primeira vez no teu abraço. Fechamos os olhos e rodopiamos sem ligar para os olhares curiosos daquela madrugada de vodka e de alvorada no parque. Dez anos depois a mesma banda volta a ser a responsável pelos assovios e sorrisos enquanto dançamos desajeitadamente pela sala gelada desse endereço provisório. Os nossos dias continuam difíceis, mas as dissonâncias para nós são como um convite para sorrir e desafinar outra vez. 

“pensei chegar mais perto de você agora
só pra dizer que os meus olhos queriam te ver
e ter apenas teu sorriso ao me aproximar pra não te esquecer
vejo até as nuvens me levando pra eu te encontrar e eu só te olhando viver
pois somos como as luzes que se apagam ao amanhecer
e o sol, me lembra você.."
[escute aqui!]


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ps: Dia 15 é dia de ser brega, então relevem. Se você gosta de Pink Floyd, eu acho que você deveria escutar o trabalho do Cidadão Instigado - é o máximo! ;) 



13.3.13

Das teimosias


Eu namorava há tempos com a ideia de comprar um vestido longo, desses bem soltos e bem confortáveis, para que eu pudesse usá-lo nos dias de primavera e verão. Enquanto procurava o vestido certo, me imaginei caminhando no parque em um dia quente, de sandália, e fiquei feliz por saber que esse dia estava próximo de chegar. E s t a v a do verbo não-está-mais, já que o inverno se revoltou e não quer ir embora de jeito nenhum.

A temperatura vem caindo drasticamente desde sábado e na segunda-feira começou a nevar exatamente no momento em que eu estava saindo do trabalho. A neve não durou muito, mas a ventania que tomou o seu lugar assusta e torna os momentos de deslocamento na rua bem difíceis, por conta da sensação terrível no rosto e da ardência que sentimos ao respirar. Para a nossa tristeza, esses dias frios irão permanecer por aqui até o final de março.

Como eu sou uma pessoa extremamente teimosa, não teve jeito e comprei o vestido mesmo assim. Ele está ali guardado na sacola, esperando ansiosamente o momento de poder se sujar e abusar do verão que vem por aí. 

12.3.13

Dos tesouros


Entre tropeços e escorregões, limpo os joelhos e sigo em frente. Acho graça de cada tombo enquanto pulo para mais uma fase nesse eterno jogo do contente. Eu penso em tudo, eu tento imaginar alternativas, eu alimento esperanças e as enterro logo em seguida. Sonhar custa caro às vezes, já que o preço de não ter o seu sonho realizado é sempre muito alto e muito dolorido. Eu durmo, acordo e vivo cada dia esperando por um sinal, algo que me mostre que eu estou na trilha certa. O mais engraçado disso tudo é que eu passo horas fazendo mapas para desconhecidos, mas não consigo encontrar o meu próprio caminho.


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ps: Já pensou se a gente pudesse escutar a voz de Deus dizendo “volte três casas e tente outra vez” a cada escolha errada que a gente fizesse na vida? 

8.3.13

Dos sonhos pequenininhos


Não vejo a hora de o inverno encerrar o seu ciclo e se retirar das nossas vidas, pelo menos por enquanto. Das quatro estações, definitivamente é a que eu menos gosto e mais sofro. Choveu bastante nos últimos dois dias, mas apesar da chuva e do frio ainda constante, aos poucos percebemos as sutis mudanças e os primeiros sinais de primavera. Ontem eu vi que as cerejeiras estão florescendo e me lembrei do meu desejo infantil de querer ver isso de perto um dia. E ontem eu vi. :)

5.3.13

Dindinha


Março chegou e trouxe dias de sol para nós. A vida continua sem trilho, as perguntas continuam sem respostas e com exceção do sol, que agora se põe às cinco e meia da tarde, nada mudou. Eu, do alto da minha pequeninice, continuo não tendo a mínima ideia do meu papel nesse mundo imenso, mas isso já não me assusta tanto quanto antes. De certa forma estou vivendo e foi esse o caminho que eu escolhi. Ao refazermos as contas no final do expediente, o resultado desses dias malucos é felicidade, nua e crua, com suas delícias e tristezas de existir. 

"Escrevi no meu caderno:
não passei a vida à toa"




ps: É impressão minha ou o 'Linkwithin' está recomendando sempre os mesmos posts aqui na primeira página? oO

3.3.13

Project365 - #27

[Domingo - 03.03.13 - 198/365]
Detesto cerveja, mas achei esse formato de mini barril uma <hebe> gracinha </hebe>. Não gosto, mas ele AMA. Heineken, querendo já pode mandar um caminhão para nossa casa. beijo.
[Sábado - 02.03.13 - 188/365]
Trabalhei pela manhã e quando desci do ônibus na praça do lado de casa estavam simplesmente gravando mais uma versão do Harlem Shake. Esse moço aí de lingerie é muito duplamente corajoso: pela vestimenta e por encarar o frio de menos três graus desse jeito.
[Sexta-feira - 01.03.13 - 187/365]
O nosso aniversário de dois anos de casamento foi ontem, mas só hoje pudemos sair e tomar uns bons drink para comemorar a data. <3
[Quinta-feira - 28.02.13 - 186/365]
"Sometimes we attibute certain things we do not understand to the demon, not thinking they may be things of God that we do not understand"
[Quarta-feira - 27.02.13 - 185/365]
Dia frio, de muita preguiça e de muita chuva. Depois de sofrer uma decepção com o outro livro, voltei logo a ler o García. Bem melhor
[Terça-feira - 26.02.13 - 184/365]
Dia de bater perna no centro, pagar contas, resolver abacaxis e voltar para casa na hora em que a feirinha acabou.        

[Segunda-feira - 25.02.13 - 183/365]
Saí do trabalho às 17:30 e dei de cara com esse pôr-do-sol bonito. Há poucos dias, nesse mesmo horário, já era noite. Isso me lembra que já já teremos dias longos outra vez, graças a Deus.