4.5.13

Garota de Berlim


Há dias eu olho para essa página em branco, ensaio algumas palavras, apago tudo e desisto de escrever. A impressão que eu tenho é que escrevo sempre as mesmas coisas, fotografo sempre o mesmo céu e as mesmas folhas. Os medos ainda são os mesmos, a incerteza, a audácia e a dor de cabeça também. Continuo tentando, sigo teimando e sorrindo.

Temos tido dias de sol e nessa semana, pela primeira vez em praticamente dois anos, pudemos aproveitar uma tarde sentados no jardim. Coloquei as pernas de fora em um short curto sob um sol brilhante e uma incrível sensação de 12ºC. Nesse dia eu me senti como uma das meninas de Berlim, que tomavam sorvete na rua enquanto ainda era inverno para mim. Adaptação é a palavra chave da vida.

6 comentários:

  1. Deve ser engraçado redescobrir as pernas num shortinho :P

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    1. Lara, se a gente for comparar, as lagartixas ainda são mais bronzeadas que eu. hahahahaha :)

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  2. Pois eu comprei um diário porque tava louca pra começar a escrever em um, mas ainda não saiu nada do que eu queria lá. E olha, a gente vive sim no mesmo lugar, mas ele é sempre diferente. É só parar pra ver.

    Beijo, moça.

    PS: não esqueci da sua carta :)

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  3. Os textos podem até ser sobre o mesmo assunto,
    mas nunca sobre a mesma coisa, sempre mudam o ponto de vista,
    o dia e olhar crítico sobre o mesmo objeto.

    Lindo texto. É real, nos faz sentir inserido.

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  4. Eu fotografo sempre a mesma árvore... a minha árvore, que dá de cara com a minha janela, grande, imponente, única aqui rs... e já estou me despedindo dela...

    Kisu!

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Muito obrigada pela visita e pelo comentário! :)