30.6.13

No, no, no...

Adivinha quem “vai estar ficando sem internet” pelos próximos quinze dias úteis? Isso mesmo, você acertou a resposta.  Felizmente eu tenho encarado tudo como um incentivo para que eu consiga entrar novamente nos eixos, então a rehab será super bem vinda.

Não sei se isso também acontece com vocês, mas eu percebi que fico extremamente ansiosa enquanto navego e devoro milhares de informações inúteis por segundo por aqui. Também tenho sofrido com insônia, estresse e falta de concentração. Por conta disso, durante essa semana eu já diminuí consideravelmente o tempo perdido no virtual e, aos poucos, tenho conseguido obter algum resultado, como conseguir aumentar o tempo de concentração nas minhas leituras por exemplo...

Então, se alguém sentir a minha falta (cof cof cof) digam apenas que estou temporariamente off-line sim, porém mais viva do que nunca. Até a volta. ;)

29.6.13

Midnight in England

Ontem à noite eu tive uma das experiências mais surreais da minha vida. Depois de um churrasco improvisado no jardim da casa, resolvemos acompanhar os nossos housemates em uma de suas noites de peregrinação pelos pubs da cidade. Nós sempre evitamos porque não dá para acompanhar financeiramente o pique dos festeiros daqui, mas ontem seria uma dupla comemoração e nós não poderíamos faltar. Era a despedida do nosso housemate francês, que está voltando para sua Bordeaux e o também o aniversário dele.

A noite começou em um dos bares que funciona dentro de um barco ancorado lá no Harbourside. Fiquei encantada com tudo, com a decoração, com a vista, com o clima de festa e foi bom demais. Depois seguimos para um pub daqueles que só os locais conhecem. Era uma fachada comum, sem nenhuma placa, nome ou sinalização. Um dos housemates tocou a campainha na porta, esperamos e quando entramos naquele ambiente a sensação foi de ter atravessado um portal do tempo.

Até agora eu não sei como descrever aquele lugar. Era muito escuro e rústico, mas extremamente rico, chique e bem intimidador. Foi uma experiência tipo meia noite em Paris, só que na Inglaterra, se é que vocês me entendem. Pode ser que a minha leve tontura alcoólica tenha colaborado bastante para a magia da coisa, mas lá eu não bebi e fiquei só observando a atmosfera surreal. Infelizmente, não pudemos demorar muito porque senão teríamos que deixar os nossos rins e demais órgãos que pudessem valer alguma coisa para pagar a conta e isso não estava nos meus planos – desculpa aí alta sociedade. Mas que foi legal, foi.

28.6.13

Tudo junto e misturado

A verdade é que a crise dos trinta chegou em dose dupla antes mesmo dos vinte e oito. Tem sido uma loucura, mas olhando pelo lado positivo da coisa, pelo menos nós ainda temos praticamente dois anos para pôr a alma em ordem. Como isso vai ser feito? Não temos a mínima ideia, mas se rir e chorar com as cagadas que a gente fez até chegar aqui for um começo, nós já demos o pontapé inicial...

Já pode andar com a plaquinha de “desculpe os transtornos, mas estou lutando por um eu melhor” no pescoço daqui por diante? Já pode procurar a terapia mais barata que existe no mercado? Já pode se esconder embaixo da cama? E agora, quem poderá nos defender?  :P


27.6.13

Dos momentos de fúria

Se o país era pura revolta nessas duas últimas semanas, o mesmo posso dizer sobre mim. Não é todo dia que a gente consegue conviver com as dificuldades sorrindo, não mesmo. Depois de alguns dias de fúria, mais uma vez consigo compreender e aceitar que não cabe a ninguém mais a tarefa de mudar e melhorar. Só depende de mim e ponto final.

Tenho escrito com menos frequência, mas tenho tentado fazer bem mais nos últimos dias. Tenho feito com a consciência de que os resultados poderão chegar ou não. Nada é certo mesmo nessa vida, mas eu decidi que é melhor dormir todas as noites com a cabeça tranquila, sabendo e sentindo que eu fiz a minha parte. Eu sei que eu já escrevi isso antes, mas devido a mil e um acontecimentos eu perdi o foco, esqueci e surtei.

Apesar dessa conversa se assemelhar bastante ao ruído de um disco arranhado, eu posso garantir que a partir de agora eu mudei a frequência. Há alguns dias eu venho acreditando novamente que eu só preciso viver uma hora e um dia de cada vez. O que importa é o caminho e os passos que eu irei dar para percorrê-lo. Se isso vai dar certo é outra história e, até o momento, não recebi nenhum spoiler do final.

23.6.13

É devagar, devagarinho.

Após duas semanas de completa apatia, voltei a ter mil e uma ideias mirabolantes para me ajudar a seguir em frente. Tenho lido e visto tantas coisas inspiradoras por aí que foi impossível não me contagiar com o clima de mudança e querer começar também. Um passinho de cada vez, melhor assim. 


22.6.13

Dos tempos modernos

Não, eu não preciso divulgar a foto de uma nota fiscal para mostrar ao mundo que eu fiz uma 'boa ação'. Não, eu não preciso passar o dia inteiro compartilhando imagens e links – muitas vezes contraditórios entre si – para mostrar o quanto eu estou preocupada com a situação atual do país e o quanto eu sou ‘politizada’. Não, eu não preciso concordar com tudo que os meus amigos acham que é certo. Não, eu não preciso de milhares de declarações de amor públicas para ter certeza de que sou amada de verdade. O motivo que leva pessoas a fazerem essas coisas acima é insegurança, em diferentes aspectos, nada mais.

21.6.13

Dos arquivos

21/06/2006 

“Fiz um blog há um ano, mas tive que abandoná-lo, pois o provedor que o hospedava não funcionava durante longos períodos e com muita dificuldade disponibilizava os seus serviços para os usuários. A insatisfação era geral e eu, como vários outros blogueiros do mal-dito provedor, resolvi mudar de vida e de endereço. Pronto, falei! Essa é a minha história. O blog era um espaço dedicado a mim, às minhas descobertas pseudo-literárias-musicais e aos meus confusos sentimentos. Era um lugar de desabafo, propriamente dito.. Ainda não resolvi qual será meu destino, mas enquanto não me decido, vou ficando por aqui.”

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Revirando os arquivos não publicados, descobri hoje que já ando pela internet desde 2005. Ao todo, são sete anos de retrato e oito de abobrinhas e incertezas quanto ao destino. Esse foi o primeiro post do Retrato em Branco e Preto no seu primeiro endereço. E eu ainda continuo por aqui. :)

18.6.13

Dos protestos

Eu também estou no time dos que acham que existem coisas bem mais urgentes para serem resolvidas no nosso país, mas discordo de quem acha que a copa é “da Dilma”. A copa não é SOMENTE da Dilma. A copa é do prefeito, deputado, governador, senador e todos os outros corruptos que estão direta e indiretamente no poder. Eles não chegaram lá sozinhos, não é verdade? Desculpa, mas para mim todo mundo é culpado e dizer que a copa é “da Dilma” não passa de uma tentativa de se isentar dessa merda toda. Felizmente, nem tudo está perdido, já que o gigante resolveu acordar semana passada. Eu só espero que ele permaneça acordado nas próximas eleições... Espero mesmo.



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ps: Estou acompanhando tudo por aqui, de longe. É impossível não se incomodar e não se emocionar com algumas imagens incríveis, feias e bonitas de protesto, que estão percorrendo o mundo. Tem que continuar, mas sem perder o foco Brasil. Somos todos um só corpo nessa luta contra a corrupção e no ringue estão t o d o s os partidos políticos. Tem que votar direito!!!!

8.6.13

Enquete

Ando pensando seriamente em fazer uma enquete perguntando a vocês o que é que eu devo fazer da minha vida. O pouco de sanidade que me restava, aparentemente, passou da validade e eu pifei. Pedi penico. Cansei. Morri. Não sei o que é que eu vou fazer mais não ó.

Eu quero mudar, mas não tenho nem ideia de como e por onde devo começar. Para falar a verdade, eu até já comecei, mas acredito que eu esteja tentando mudar de um jeito muito errado. Nada dá certo. Na-da. Desse jeito perde a graça, cansei de só perder.

Já pode voltar dez casas?
Já pode recomeçar o jogo da vida?
Já pode ser café com leite?

Um, dois, três e já! :P

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ps: É brincadeira gente. Aproveitar o final de semana, definitivamente, é a melhor opção! ;)

7.6.13

Dos outros #2

Uma coisa que me deixa muito feliz é poder ver pessoas realizarem seus sonhos. Recentemente, duas blogueiras mais que lindas e queridas realizaram o sonho de publicar os seus livros! Dá uma olhada no blog Palavras e Silêncios e na página do blog Pedaços para concorrer a um exemplar autografado de cada um. E você acha que acabou por aqui? Não!!! As meninas do Gaiola das loucas também resolveram fazer uma superpromoção do dia dos namorados. Para concorrer é só escrever a sua história de amor! O prêmio é uma surpresa.

E aí, vamos participar? ;)

6.6.13

Cabeça de Bagre

Completamos dois anos de Reino Unido no início desse mês, dois anos que parecem apenas algumas horas ou milhares de séculos, dependendo da relatividade dos dias e do meu humor. Não tenho nenhuma dica e muito menos nenhum conselho para dar a quem quer sair de casa e se aventurar em uma nova cidade, país ou planeta. Experiências são experiências e a minha não pode servir de base e nem ser comparada a de ninguém. No momento, a única sugestão que eu faço é que antes de fechar a mala, certifique-se de já ter saído psicologicamente da quinta série*. Sério, isso é muito importante.


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Update!

Ps 1: O que eu quis dizer aqui com "sair da quinta série" é deixar de ser infantil e mimado, de querer que o mundo gire em torno do seu umbigo e, principalmente, de achar que o seu jeito de ser/viver/comer é o único que está certo. O mundo é bem maior e bem diferente do jeito que é aí dentro da sua caixinha e, se você não sabe brincar ou não está preparado para entender isso, evite descer para o play. 

Ps 2: O que me motivou a escrever esse post foi uma observação crítica de alguns hábitos feios, muito feios, de pessoas que moram por aqui e que não aceitam o que encontram. Criticam as pessoas, os hábitos, a cultura, a comida e vivem em guetos, se limitando a vivenciar hábitos já conhecidos e a perpetuar preconceitos. Se você não se abre para o novo, pouca coisa muda. 

Ps 3: Idiotice desconhece nacionalidades e fronteiras. Não é uma bandeira que define um povo.