5.12.13

Enquanto engoma a calça

Piano invadindo a casa agora. Chuva e anoitecer pela janela. Menos dois lá fora, mas estou de short e camiseta aqui dentro, então está tudo bem.
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Uma dor de cabeça a menos: recebi permissão para trabalhar.
Uma preocupação a mais: preciso arrumar um emprego. Agora lascou. 
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Durmo e acordo buscando formas para me reinventar, me redescobrir. Já reclamei antes da minha falta de talento para quase tudo. Precisava mesmo era de uma orientação, um “faça isso, você é capaz”, mas o teto do quarto ainda não aprendeu a falar. Como não tenho tempo a perder, digo para mim mesma que sou capaz e dou a minha cara a tapa, mesmo sabendo que irá doer.
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Vejo amigos sendo promovidos, comprando imóveis e automóveis, tendo seus filhos e me pergunto se eu deveria mesmo estar por aqui, vivendo essa vida maluca. Mal finalizo a pergunta e já respondo a mim mesma que se eu não tivesse jogado “tudo” para o alto aos vinte e cinco, aos trinta eu teria enlouquecido e deixado milhares de prestações para a minha pobre família pagar. Estou feliz nesse caminho, com orgulho da minha coragem de ter arriscado e vivido tudo isso agora. E no futuro?
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Do futuro, só Deus sabe. E a vida é que tem razão.

2 comentários:

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