29.6.14

Das copas

Ainda estou me recuperando do sufoco de ontem também. Por aqui, decidimos encontrar uns amigos e fomos assistir à transmissão do jogo na rua. Enquanto na tela o amarelo era cor predominante, nós eramos uma minoria barulhenta sufocada sob os gritos vermelhos de apoio ao Chile. Minha gente, que noite difícil.

O trauma só não foi muito maior por motivos de Julio César, mas mesmo assim eu decidi que vou me aposentar dessa vida de torcedora do Brasil na copa do mundo. Não tenho mais coração e nervos suficientes para isso, mas é impossível. É uma bagunça, é o meu sangue e meu coração bate em verde e amarelo até o fim.

25.6.14

Do tempo

Tenho percorrido novos caminhos diariamente em busca de alternativas mais longas ou mais rápidas para chegar onde preciso. Apesar de continuar me surpreendendo com toda a beleza a minha volta, tenho reagido a tudo isso muito mais silenciosamente.

Tenho respeitado esse desejo, de seguir calada, apenas registrando na mente as cores bonitas que por mim cruzaram em um determinado momento. Amanheceu cinza lá fora, mas aqui dentro tem permanecido assim há algum tempo. 

22.6.14

Do caos

Ando querendo comprar umas flores na feirinha da esquina, vários quadrinhos, almofadas coloridas, algumas cortinas, uns metros quadrados de carpete e basicamente todos os móveis pretos lindos disponíveis na Ikea. Infelizmente, agora não dá e improviso é o nosso mais novo sobrenome. Por enquanto, a gente optou por comprar mesmo só o básico do básico do básico do básico e tá-bom-de-mais! 

A cozinha já está ok com o trio fogão-geladeira-micro ondas. A sala com o sofá-elefante-azul precisa ainda de muito trabalho. A mesa de jantar de madeira da discórdia também já está lá, pronta para celebrar o caos. O nosso quarto azul hospital brevemente será pintado de branco ou outra cor qualquer – porque esse azul tá horrível gente! – e precisa ainda de basicamente todos os móveis de um quarto decente. 

São tantos detalhes que não sabemos nem por onde começar. Não nos sentimos confortáveis ainda para receber amigos, apesar da insistência, curiosidade e cobranças. Queremos receber todo mundo direitinho, mesmo sabendo que o que importa mesmo é a companhia e a cerveja gelada. A simpatia já chegou no novo endereço, mas se Ikea e Media Market quiserem nos patrocinar com todo o resto, estamos aí. :P

21.6.14

Dos lembretes

Levei um susto ontem à tarde quando me deparei com a publicação do feed de uma postagem lembrete agendada por mim mesma tempos atrás. O objetivo era não esquecer que no dia 21 o blog completaria oito anos e que algo deveria ser escrito para não deixar esse dia passar em branco. Acabei esquecendo o blog e a postagem agendada, que foi ao ar em branco como a data e o texto de aniversário nessa fase silêncio.

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Parabéns para nós! :)

9.6.14

Das alturas

Mudamos para perto e para mais alto. Sol e lua deixam o apartamento muito iluminado o tempo inteiro, o vento corre ligeiro pelos cômodos ainda pouco preenchidos e a tempestade de raios vista aqui do alto é ainda mais assustadora e linda de ver. A vista é muito bonita do vigésimo primeiro andar.

No último dia do apartamento antigo, fui acordada pelo som do piano vizinho ecoando lindamente uma valsa de despedida. Foi uma ótima trilha sonora para lembrar de todos os abraços de até logo colecionados até então, de todos os caminhos que me levavam para as minhas tantas casas, dos detalhes de cada rua e dos acontecimentos marcantes de cada endereço.

Aos poucos aprendemos a nos adaptar ao novo espaço e tentamos dar um ar de lar à nova morada, mas a sensação que nos acompanha permanentemente é de que aqui não é a estação final e que falta pouco para a vida voltar aos trilhos. Casa, casa mesmo, só existe uma e definitivamente é para lá que eu quero voltar.