9.6.14

Das alturas

Mudamos para perto e para mais alto. Sol e lua deixam o apartamento muito iluminado o tempo inteiro, o vento corre ligeiro pelos cômodos ainda pouco preenchidos e a tempestade de raios vista aqui do alto é ainda mais assustadora e linda de ver. A vista é muito bonita do vigésimo primeiro andar.

No último dia do apartamento antigo, fui acordada pelo som do piano vizinho ecoando lindamente uma valsa de despedida. Foi uma ótima trilha sonora para lembrar de todos os abraços de até logo colecionados até então, de todos os caminhos que me levavam para as minhas tantas casas, dos detalhes de cada rua e dos acontecimentos marcantes de cada endereço.

Aos poucos aprendemos a nos adaptar ao novo espaço e tentamos dar um ar de lar à nova morada, mas a sensação que nos acompanha permanentemente é de que aqui não é a estação final e que falta pouco para a vida voltar aos trilhos. Casa, casa mesmo, só existe uma e definitivamente é para lá que eu quero voltar.

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