28.9.14

Dos filmes

Sobre o Praia do Futuro apenas um comentário: que filme lindo. Eu também achava que não conseguiria viver tanto tempo longe, mas a gente descobre a liberdade e aprende rápido. Então nasce a dúvida, a falta de coragem de decidir entre criar raiz e o constante bater de asas.

Foi bonito de ver também as paisagens de lá e daqui. O mar onde nascemos, a metrópole onde escolhemos viver, o sol escaldante de lá, o frio insuportável daqui, o sotaque tão familiar na voz do menino inocente, o idioma tão distante, tanto a se pensar e ver.



23.9.14

Das urgências

Coração na boca e a cabeça a mil, que grande novidade. São tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, tantas, que ainda é terça-feira e a única vontade que eu tenho é de que essa semana acabe o mais rápido possível. Rápido, logo, urgentemente.

O reflexo disso tudo é uma pessoa cansada só de pensar que amanhã é ainda é quarta-feira e com a certeza de que não me resta sanidade mental para lidar com mais três dias iguais a hoje. Mas, tudo bem. Um dia de cada vez e, quem sabe, vai que amanhã o destino decide por mim.

20.9.14

Dos silêncios

Gosto muito dos sons e silêncios das ruas. Durante o dia, são risadas e latidos pelas calçadas, passarinhos inquietos pelas árvores, competindo espaço com as buzinas de bicicletas. Raras são as dos carros e as dos bondes, mas elas existem também e são sempre acompanhadas por um pulo de susto por quem caminha na distração.

Na noite é o silêncio, ruas vazias. Carros esporádicos aguardando o sinal verde enquanto o bonde faz a curva. Depois é a chuva e no céu explodem os fogos de artifício ou o barulho do trovão. Vez ou outra são cantigas ébrias em vozes exaltadas, o grito de guerra ecoando pela noite, sem medo da solidão.

Aqui dentro, somos nós. Você e seus vídeos, aulas, documentários prediletos rodando no computador enquanto você prepara o nosso jantar. Sou eu percorrendo os cômodos da casa, checando as janelas, colocando água nas plantas com a garrafa de vinho de sempre. São os diálogos, os monólogos, os silêncios, o boa noite, o eu te amo e a paz.

18.9.14

Das dúvidas

Desde que o gReader se aposentou, passei a ler os blogs que eu sigo através do Feedly. Para mim, sempre foi muito mais prático encontrar todo mundo que eu gosto reunido na mesma aba, sem a necessidade de sair abrindo link por link para saber o que andava acontecendo nos meus blogs favoritos.

Acontece que muita gente deixou de escrever de uns tempos para cá e, por conta disso, achei natural deixar de ler algumas pessoas com mais frequência. Somente ontem à noite notei que há um bom tempo não recebia mais o feed de alguns blogs que continuam bem ativos.

Estou percorrendo a lista e visitando todo mundo aos pouquinhos, para checar se vocês estão de férias mesmo ou se foi realmente algum problema na minha conta. Também vou adicionar todo mundo no Bloglovin, assim não tem escapatória!


Alguém mais com esse problema?

16.9.14

Dos enganos

A semana tem sido bonita até então e no horizonte não existe vestígio da névoa preguiçosa que abraçou a cidade no último final de semana e que deixou em mim aquela pontinha de tristeza ao constatar que, aparentemente, o verão havia nos deixado de uma vez por todas nesse ano.

Foi com muita alegria que eu, que no domingo já havia guardado as minhas roupas mais leves na última gaveta para dar lugar às roupas quentinhas que me farão companhia nos próximos meses, revirei os itens guardados para escolher o que usar hoje.

Quando abri as cortinas do quarto e me deparei com aquele céu azul na segunda, meu coração se encheu de alegria com o maravilhoso engano. Terça-feira e o tempo continua ameno, com grandes chances de permanecer desse jeito até domingo. Nem que seja pela última vez nesse ano, ainda é verão em setembro.


14.9.14

Dos domingos

Por esses lados, parece que a inspiração fez as malas e foi embora de vez. Comentei outro dia que esse blog atualmente é quase uma variação mal escrita e desatualizada de um site de previsão do tempo de procedência duvidosa, ou de um elevador qualquer. É um tal de chove, faz calor e está frio lá fora que já beira o desnecessário. Tudo isso para evitar o silêncio desconfortável nas entranhas desse cubículo de internet.

A verdade é que ultimamente está difícil ser escritora de diários. Nem sempre a vida quer ou pode ser registrada com os seus muitos detalhes e por conta disso, post novo que é bom, fica no rascunho ou pela metade. Algumas coisinhas pequenas são melhores ditas através de imagens enquanto outras não valem o esforço de serem compartilhadas, enfim. Isso tudo deve ser consequência da minha rotina real: sem glamour, sem filtro e sem posts patrocinados.

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ps: Se alguém quiser me indicar um disparate para responder ou tiver alguma outra sugestão, estamos aí para [tentar] escrever. =P

6.9.14

Dos suspiros

Agradeci tanto aos deuses e santos por ontem ser finalmente sexta-feira. Não aguentaria mais um dia de trabalho e de urgências, não mesmo. Saímos do escritório mais cedo e resolvemos iniciar a noite em um barzinho muito simpático, com música ao vivo e foi bom.

Por aqui recebemos um último sopro de verão. Temperatura agradável, céu azul e sol e lua brilhantes no céu. Gosto dessa mistura, dessa delicadeza do tempo de nos dar a chance de nos despedir gentilmente do calor e nos mostrar que novas sensações estão ainda por vir.

Segunda-feira recomeça tudo outra vez, mas até lá existem algumas horas. Me divido entre o desejo infantil de preencher cada segundo com atividades e a necessidade física e psicológica de viver momentos de ócio completo.  

Por agora, optei por deixar o céu azul invadir o mundo lá fora e as janelas aqui dentro. Preciso descansar, mas daqui a pouco quero caminhar no parque mais próximo. Deve ser a despedida definitiva do verão e o pôr do sol hoje promete ser muito bonito. 

3.9.14

Dos últimos dias

Setembro outra vez, como o tempo corre! Por aqui o outono já anda pelas ruas. As árvores, tão verdes até então, já apresentam novas cores e o tapete de folhas vermelhas e amarelas já começam a colorir os caminhos de cada dia. É bonita, mas também é sempre um pouco melancólica a despedida do verão.

Completamos um ano de Berlim no dia primeiro de setembro e por aqui temos mais um outono pela frente. É primavera novamente para mim, meu novo ano começa agora e tenho pensado sem descanso nos próximos passos que preciso e quero dar, mas sigo com calma. Quero viver uma estação de cada vez.