30.10.14

10 coisas para fazer antes dos 30 anos

Há tempos venho pensando em participar também de um desses desafios que sempre vejo pelos blogs que leio. Aproveitando o fato de que em exatamente 300 dias completarei 30 anos, elaborei essa listinha com alguns objetivos. Será que ainda dá tempo de realizar isso tudo? Espero que sim!

Tudo bem que alguns itens envolvem basicamente a mudança de alguns hábitos terríveis que eu preciso deixar de lado o mais rápido possível, como o caso do consumo de açúcar. Mas né, vai que o desafio me ajuda a chegar lá um pouco melhor e mais saudável. Então, antes dos trinta eu quero:

- Fazer exercícios regularmente;
- Fazer mais um curso na minha área;
- Fazer uma viagem para comemorar o nosso aniversário juntos;
- Mudar os meus maus hábitos alimentares e eliminar o consumo de açúcar branco;
- Ser mais sociável;
- Ter o hábito de acordar cedo;
- Visitar minha família;
- Voltar a atuar na minha área, de alguma forma;
- Voltar a estudar inglês e alemão;
- Voltar a estudar música - nem que seja para praticar uma vez por semana;



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ps: Tenho praticamente apenas 10 meses, então vamos ser realistas, né? Sem essa de comprar uma casa ou escalar o Himalaia. Se eu conseguir trazer para a minha rotina pelo menos metade dos itens que listei, já está ótimo! =P

ps2: Escrevi esse post há uns três meses e o deixei programado para hoje. Não é que daqui a pouquinho já vou poder riscar um desses itens!  Demorou, mas chegou a hora. Após quase quatro anos de skype, vou finalmente matar as saudades da minha família. <3 <3 <3

28.10.14

Dos clichês

Por mais que eu me estresse e perca algumas muitas noites de sono, carrego comigo a certeza de que tudo sempre acaba bem. Até mesmo os pequenos sustos e atropelos do caminho servem mesmo é para nos levar ao local certo, na hora certa. Tem sido assim desde sempre, uma sequência interminável de aperreios e também de muitas portas e janelas escancaradas onde menos esperamos. 

O resultado disso tudo é uma bagagem cada vez mais leve de pertences, uma alma mais carregada de gratidão e mais algumas histórias malucas no bolso para contar aos amigos no próximo destino. Dá medo sim tomar decisões e a gente sofre e ri chorando de desespero e de nervoso, a beira do precipício do inesperado. Mas, se me pergutam se me arrependo de algum dos meus passos, respondo sorrindo bem alto que não.

23.10.14

Da beleza

Não me recordo de já ter visto na minha vida um outono tão bonito quanto este, não mesmo. Talvez seja pela natureza presente nos pequenos e grandes detalhes, nos parques e nas varandas dos prédios, nas ruas e nas folhas amareladas que se acumulam pelas calçadas. Vou sorrindo e guardando na memória as esquinas, as curvas, as fachadas, a chuva de folhas secas e o muro avermelhado. 

22.10.14

Dos ciclos

Meu último dia de trabalho foi bem mais tranquilo do que eu esperava. Ganhei flores da minha gerente tão querida, o famoso cartão de despedida assinado por todos, abraços de quem importava e um último jantar com as minhas companheiras de tantos dias.

Não chorei no escritório mas, obviamente, chorei de rir depois de dois copos de vinho. Chorei de verdade sozinha no trem, quando voltava para casa. Finalizar um ciclo assim em uma terça-feira foi estranho, mas foi leve e bom.

Dormi bem, coisa que há meses não conseguia, e acordei com a sensação de missão cumprida. Agora é descansar o juízo, colocar as roupas de verão na mala, finalizar algumas pendências burocráticas e bater asas. Nesse ano, não teremos inverno.

12.10.14

Month of Sundays

Venho tentando árduamente, mas não consigo tirar essa música da cabeça. Outubro é, definitivamente, um mês de domingos.

[...]
I see we're similar but I can't take it all from you unless you want me to
I'll take you away from this old horrible town

And just maybe one day we'll want to come back and walk these streets
Play buzz-a-bell and run. We'd skip and laugh. I'll hold her hand..



3.10.14

Dos outonos

Outubro chegou como um furacão desgovernado nas nossas vidas. Teto, chão, alma, está tudo revirado. São os novos e velhos ventos e redemoinhos, mudanças, folhas por todos os lados. Tem também o medo do novo, do desconhecido, do ainda tortuoso e sombrio caminho, do beco mal iluminado, da rua sem saída. Quero agora caminhar pela via principal, seja onde for. Chega de buscar vias alternativas.

Eu me conheço bem e já sabia que seria necessária uma intervenção do destino nas nossas vidas, para que pudéssemos seguir construindo a nossa história. E ela chegou, no momento mais decisivo, na mudança de estação, na curva de uma escolha. Não estou triste, muito pelo contrário, sinto como se uma tonelada fosse retirada dos meus ombros. Como os ciclos que vem e que vão, chegou a hora de seguir.