17.11.14

Dos verdes mares

Chegamos e que coisa bonita foi poder finalmente reencontrar e abracar tanta gente importante e querida. Fomos banhados com muitas lágrimas de alegria, com muitos sorrisos e com muito carinho. Amanhecer lá e anoitecer aqui é uma experiência tão engraçada, parece um sonho, uma viagem no tempo.

Os dias aqui tem sido de muito sol, muito calor e eu confesso que esse tempo fora foi suficiente para me deixar desacostumada com o verão eterno dessa cidade. Tem sido estranho caminhar pelas ruas e perceber que quase nada mudou, quando tudo parece ter mesmo é saído definitivamente do lugar. Não me encontro mais nos lugares que um dia vivi.

Uma das melhores coisas de estar aqui nesse momento é poder ver e ajudar de pertinho no trabalho das mãos enrrugadas que me fizeram crescer e ser quem sou hoje. O tempero ingualável, o sabor inesquecível, as guloseimas mais gostosas do universo. Nem sei ainda quantos quilos engordei, mas acho que estou indo bem.

Tem sido bom também sentir o cheiro do café, de ver a tapioca branquinha sendo feita com tanto amor na casa da minha avó. Tenho ido para lá quase todas as tardes, esse é o compromisso mais importante que tenho por aqui. As plantas tão bem cuidadas no quintal, as flores delicadas nos vasinhos, o vento bom que invade a casa perto das cinco horas. Por alguns momentos, sou criança outra vez.



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