30.1.15

Rotaroots | 15 coisas para fazer em 2015

Janeiro está indo embora, mas foi necessário vivê-lo por completo para entender melhor o que eu realmente quero e preciso fazer nesse ano. Escrever a listinha abaixo foi um exercício interessante, que engloba itens que já estão sendo trabalhados há algum tempo, mas que ainda necessitam de mais esforço e atenção da minha parte. Então, em 2015 eu quero e vou:

  • Cuidar da mente – aprender a meditar e me desconectar de vez em quando.
  • Cuidar do corpo – para usufruir de um futuro saudável.
  • Cuidar do espírito – e agradecer por cada dia, sempre.
  • Cultivar a disciplina – para o desenrolar dos dias.
  • Doar sangue – porque pode salvar vidas.
  • Escrever – porque me liberta.
  • Estudar – porque eu gosto e é necessário.
  • Jardinar – e deixar o ambiente verde por onde eu estiver.
  • Perder o medo de dirigir – e ser mais útil nas horas de socorro e necessidade.
  • Recomeçar – aqui ou lá, em qualquer lugar, todos os dias.
  • Respeitar – o meu limite e o do próximo.
  • Ser positiva – porque de negatividade o mundo já está cheio.
  • Ser presente – porque o tempo não volta.
  • Ser voluntária – pois o trabalho existe e precisa de muitos braços para ser executado.
  • Trabalhar – para viver e não o contrário.

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Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Quer participar? Então faça parte do grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

27.1.15

Dos reencontros

O tempo foge, a manhã voa e a tarde corre barulhenta na calçada. Enquanto penso nos meus dias, imagino que oitenta anos devem ter mesmo muitas histórias. Estar aqui nesse vinte e sete era uma possibilidade tão distante no ano passado e hoje aqui estamos, que felicidade. Que eu possa também chegar a sua idade com essa mesma saúde, energia e disposição para viajar por aí, vó! Um viva aos reencontros. 

Feliz aniversário. 

<3

26.1.15

Das grades

A brisa leve e solta da orla contrasta cruelmente com a sensação de calor e de enclausuramente no restante da cidade. Enquanto os tênis coloridos correm ligeiros entre ondas, bicicletas e patins, a realidade nos outros bairros é simbolizada por grades em todos os lugares. Não se vê mais o colorido das portas e janelas sem a presença dessa prisão.

Tem sido bom ver que finalmente algumas decisões estão sendo tomadas para um melhoramento de algumas áreas de Fortaleza, mas me entristece bastante saber que eu preciso me deslocar até o bairro nobre para usufruir de uma liberdade que deveria existir para todos e em todos os lugares. Um passo de cada vez e um dia a gente chega lá, eu sei.

Eu espero, do fundo do coração, que a mudança possa chegar aqui também. Que eu possa aproveitar a brisa da lagoa ao lado da minha casa para caminhar no final de tarde com segurança, que eu possa também andar de bicicleta verde em uma faixa exclusiva para esse meio de transporte, que eu possa ter acesso à tantos outros equipamentos urbanos. Eu não quero shopping, eu quero cidade.

21.1.15

Das notas

Perdi a conta de quantas vezes ouvi meu nome sendo chamado no portão aqui de casa nos últimos dias. Os meus passos rápidos no corredor e o tilintar do chaveiro nas mãos são quase sempre seguidos pelo sorriso ao encontrar um rosto amigo do outro lado das grades, que sempre aparece trazendo algo nas mãos.

Trouxe essas mangas para você, entregue essa mudinha de pimentas para a sua mãe, guardei essas sementes para o seu jarrinho, são algumas entre outras pequenas lembranças de tanto significado para mim. Sempre que recebo um presente assim, lembro daquele ditado que fala sobre só poder oferecer ao outro o que se tem.

Queria eu poder oferecer mais também, bem mais. Apesar das minhas tentativas, reprovo sempre nessa matéria de demonstração de cuidado e de amor. Mas eu venho lutando arduamente para mudar esse meu jeito e colocar para fora pelo menos metade do que acontece aqui dentro. Um dia eu tiro dez, um dia eu chego lá.

15.1.15

Dos mantras

Mês já na metade e por aqui o que reina é esse tempo verão de dias claros e nenhum compromisso com a realidade. O problema é que a cabeça não entende o comando férias e nem tudo são ondas e flores comigo, que não sei mesmo ficar parada e já estava ali me estressando por conta do que não me convém. 'Te acalma, criatura!' é o mantra oficial de janeiro.

11.1.15

Dos balanços

No balanço da rede, olhando o horizonte que amanheceu bonito que só para chover e pensando nos próximos passos que pretendo dar, foi assim que o meu domingo começou. Mais cedinho também teve tapioca feita por mim mesma para quem apareceu sem avisar, teve muito barulho, cachorro latindo, um gato de rua dormindo na mala, cheiro de chuva, plantas molhadas e carinho pelo celular.

Parece que tive um sonho bom que me fez acordar cedinho e tão melhor, com outra energia. Só posso agradecer essa graça divina com um sorriso da alma e um obrigada por me despertar. Há tanto para ser feito, melhorado, construído, aprendido e inspirado que não se pode perder tempo com tanta tristeza. Quem venham os planos e um ano novo de muito aprendizado para mim.

8.1.15

Do que passou

Nos meus rascunhos de adeus ao ano que já foi, o vazio foi a cor que predominou durante alguns dias até que eu conseguisse entender e aprender a conviver com os últimos acontecimentos. Foi um ano complexo e difícil que se despediu da mesma forma que chegou, de um jeito caótico e emudecedor. Calei por muitos dias, foi necessário calar.

Apesar da alegria de estar aqui, algo que queríamos tanto, eu sabia que esse período não seria fácil e que eu encontraria grandes provas a minha espera. Encontrei e em dezembro eu fui muitas metades. Alívio, felicidade, tristeza, esperança, alegria, medo, coragem, fé, humildade, sorriso, silêncio, angústia e a dor profunda da realidade. 

Foi a primeira vez que eu disse adeus e enterrei um pedacinho do peito. Foi a primeira vez que eu vasculhei fotografias e falei sobre nossos dias já com saudade. Foi a primeira vez e como doeu, apesar de saber que hoje minha melhor amiga está em paz. Foi a primeira vez também que ele passou o reveillon no hospital, fazendo companhia ao meu avô para que minha mãe pudesse dormir em casa no dia do seu aniversário.

Apesar das dores, 2014 também foi querido e trouxe para a minha vida experiências maravilhosas de carinho, amizade, aprendizado, superação e muito trabalho. Pude finalmente rever minha família e estar perto deles nesses dias tão tristes para mim, o que me conforta. Estou realizando diariamente minhas pequenas grandes vontades, plantando roseiras, aprendendo a brincar com as agulhas e sendo presente de verdade.

1.1.15

Dos pedidos

Para 2015, o meu maior desejo continua sendo o mesmo do ano passado: que todas as pessoas que eu amo tenham muita saúde. Com saúde e coragem tudo é possível. Saúde para aproveitar melhor os dias e as oportunidades, coragem para enfrentar os desafios e dificuldades com muita fé de que, de um jeito ou de outro, tudo vai se acertar.


Feliz ano novo para nós.