21.1.15

Das notas

Perdi a conta de quantas vezes ouvi meu nome sendo chamado no portão aqui de casa nos últimos dias. Os meus passos rápidos no corredor e o tilintar do chaveiro nas mãos são quase sempre seguidos pelo sorriso ao encontrar um rosto amigo do outro lado das grades, que sempre aparece trazendo algo nas mãos.

Trouxe essas mangas para você, entregue essa mudinha de pimentas para a sua mãe, guardei essas sementes para o seu jarrinho, são algumas entre outras pequenas lembranças de tanto significado para mim. Sempre que recebo um presente assim, lembro daquele ditado que fala sobre só poder oferecer ao outro o que se tem.

Queria eu poder oferecer mais também, bem mais. Apesar das minhas tentativas, reprovo sempre nessa matéria de demonstração de cuidado e de amor. Mas eu venho lutando arduamente para mudar esse meu jeito e colocar para fora pelo menos metade do que acontece aqui dentro. Um dia eu tiro dez, um dia eu chego lá.

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