25.3.17

Dos voos

Em 2011, exatamente nesse mesmo dia, embarcávamos para a nossa aventura no velho mundo. Foram três meses que se transformaram em quatro anos de crescimento e de experiências incríveis. Basta fechar os olhos para reviver o primeiro dia, o primeiro café da manhã e a primeira caminhada pela cidade. Tudo era incrivelmente mágico e eu não conseguia acreditar que estava lá depois de tanto tempo, tantos planos e tantos adiamentos.

(…)

Foi incrível, mas não me arrependo de ter voltado, apesar do cenário atual, das lamentáveis últimas notícias e de todos os pesares envolvidos. As experiências profissionais e pessoais que vivemos aqui nesse momento também foram muito desejadas e planejadas. Não sabemos ainda o que será de nós nos próximos anos, mas sinto que é como se estivessemos novamente na fila, aguardando a nossa vez para pular no trampolim de novas possibilidades.





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ps: E a vontade de colocar o circunflexo no título? =P

14.3.17

Dos discursos

Nos ônibus, nas calçadas, nas filas, está difícil andar por aí sem ouvir o ódio gratuito sendo destilado por todos os lados. São opiniões grosseiras, preconceitos enraizados, ignorância exposta sem dor e sem máscara. É tanta falta de respeito e bom senso que às vezes me pergunto se o que vejo e e escuto é mesmo verdade.

Como é difícil se colocar no lugar do outro e compreender as necessidades, as dificuldades, as desigualdades e as limitações de cada um. É tão mais fácil julgar, possuir a certeza e a verdade absoluta, e até o direito de matar outro ser humano a pauladas! Somos uma sociedade doente e, para a surpresa de muitos, o ódio não tem endereço certo ou classe social.

Eu sei que está difícil, que é desumano suportar tanta desigualdade e injustiça, mas precisamos sim fazer um esforço. Vamos ouvir melhor e observar a nossa rotina com mais cuidado. Vamos respirar fundo e tentar não colaborar com a propagação de boatos e mentiras. Não é fácil, mas precisamos tentar, nem que seja por um único dia, a não alimentar esse ódio que, a cada dia que passa, leva um pedaço de nós. 

3.3.17

Das cinzas

Escrevi dezenas de posts no mês de fevereiro, mas estranhamente, nenhum deles tomou corpo ou palavras e ficou por aqui. Com a variedade de mídias disponíveis atualmente, não tem jeito mesmo e um texto se transforma mais facilmente em uma imagem ou se resume em 140 caracteres. A cada dia fica mais difícil escrever.

Assim como diz o ditado, meu ano também recomeçou pra valer – psicologicamente – agora na quarta-feira de cinzas. Não que janeiro e fevereiro tenham sido um mar de águas calmas, muito pelo contrário. O carnaval veio mesmo como uma válvula de escape e descanso para a mente, pausa mais que necessária para me trazer um pouco de freio para meus dias acelerados.

Tivemos dias bem chuvosos por aqui e que maravilha foi poder acordar e dormir com o barulhinho sagrado no telhado, sem hora para nada, curtindo o bom e velho ócio. Também visitamos amigos, comemoramos mais algumas boas conquistas e tomamos algumas decisões necessárias para o desenrolar dos nossos projetos em andamento.

2017, agora vai.