23.4.17

Das Caixas

Depois que aprendi a me desapegar de quase tudo, tem sido difícil para mim voltar a comprar determinadas coisas. Como nesse momento tenho a sorte de ter acesso a várias bibliotecas por aqui, sempre que preciso de um livro para estudo ou lazer, recorro ao empréstimo. Isso tem funcionado bem para mim, o que me leva a comprar livros somente quando preciso dar algum presente.

Nos últimos meses, senti necessidade de começar a adquirir um material mais “meu”. Com o retorno aos estudos, obviamente, preciso fazer observações e anotações e, por usar um material emprestado, eu não poderia riscar ou danificar de nehuma forma os livros que estavam comigo. Acho um absurdo quem suja, danifica e rabisca um livro alheio, principalmente os da bibliotecas.

Eu já estava “juntando as moedas” para adquirir os livros mais urgentes na bienal essa semana quando tive uma grata surpresa. O vizinho que está de mudança deixou uma caixa de livros na rua para doação. Quando abrimos a caixa, advinha só quem estava lá entre tantos volumes: os três livros que eu iria comprar! Não teve jeito, abraçei os livros e pulei de alegria. Quem não pularia?

5.4.17

Dos sustos

Agora somos parte das estatísticas, minha mãe e eu.

Ela, que foi diagnosticada com dengue na última sexta-feira, quase nos matou do coração ao perder os sentidos e desmaiar de tão fraca que estava. A sorte foi minha irmã estar bem perto e perceber o exato momento em que nossa mãe se desequilibrava. Ela não se machucou, foi hospitalizada e muitas horas e litros de soro na veia depois, voltou para casa. Ela está de repouso absoluto e está se recuperando bem.

Eu não me sentia bem desde a última quinta-feira, mas ainda não havia aparecido nenhum sintoma concreto. Na sexta, as primeiras manchinhas no corpo surgiram, mas depois do susto que levamos com minha mãe, fiquei meio anestesiada. No sábado, me senti um pouco mais fraca, mas o dia foi relativamente normal entre goles de soro caseiro, água de côco, sopas e sucos. Era madrugada quando levantei para verificar se minha mãe estava com febre, fui à cozinha buscar água e então aconteceu: perdi os sentidos e desmaiei também.

Que coisa mais esquisita é perder o controle de si! Eu achava que "estava bem" e não percebi o quanto o meu organismo ainda estava fraco. Como cai com o rosto direto no chão, que maravilha, fiquei com o lado direito um pouco machucado, mas nada demais. O "lado bom" desse caos todo foi o carinho e cuidado que recebemos de todos durante esses dias de molho em casa. Somos peças de uma engrenagem muito maior e não vejo a hora de estar funcionando 100% novamente. Estamos quase lá!


---
ps: Gente, com essas chuvas não dá mesmo para dar bobeira para os mosquitos! Fiquem de olho para não deixar água parada por aí também! <3