18.6.17

Dos respiros

Aproveitamos o último feriado para desligar a nossa mente do mundo e da rotina. Acordamos cedo, fomos à praia, mergulhamos e caminhamos sem pressa ou hora para voltar para casa. Tivemos um almoço animado que, entre conversas e risadas, cervejas e sorvetes, memórias e afetos, acabou se transformando em café e depois em jantar.

A gente precisava disso, de sair da correria, da hora marcada dos prazos e burocracias sem fim. Voltamos para casa já tarde, sem uma gota de cansaço no corpo, e parece que esse dia de pausa foi mesmo um respiro para a alma. Dormi sem hora para acordar. Me comprometi comigo mesma a ficar longe do computador, das notícias, do telefone e ou de qualquer outra lembrança da minha rotina dos últimos dias.

Estou aqui nesse momento, enquanto escrevo, tentando pensar no que realmente vale a pena nessa vida. O trabalho, a correria, o estresse, o cansaço, tudo isso está me levando para onde? Para um destino feliz e saudável é que não é. Não me arrependo de nenhuma escolha, de nenhum desafio, mas definitivamente preciso aprender a rodar todos os pratos e a tratar todas as prioridades de maneira mais equilibrada.

Preciso maneirar também a minha carga de responsabilidade, a enfrentar os problemas do dia a dia de maneira mais leve e a entender que aquilo que não possui remédio, remediado está. Vou buscar um tratamento para essa ansiedade louca, vou aprender a meditar e se preciso for, cortarei também o café e o que mais for necessário para me acalmar.

Amanhã volto à rotina, mas volto com o compromisso de que darei um passo de cada vez até que cada coisa na bagunça da minha vida encontre o seu devido lugar. Não mais que o devido espaço necessário que lhe couber: uma hora de cada vez, um dia de cada vez, um pensamento de cada vez até que minha cabeça se adapte ao novo ritmo e reaprenda a funcionar.

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Update: essa mudança será bem mais difícil do que eu imaginava. =~~~

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