20.2.18

Da época

Depois de tantos dias de chuva, a ladainha no jornal é a mesma de sempre: rua que alaga, bueiro que entope e o riacho-esgoto que transborda por conta do lixo despejado clandestinamente nas ruas. Em seguida, temos a chamada que alerta para a quantidade de hospitais e postos de saúde superlotados por conta das inúmeras doenças “da época”. É assim por aí também?



A gente sabe que deveria existir uma atenção maior para a manutenção da infraestrutura básica das nossas cidades, já que elas crescem desordenadamente devido a falta de um planejamento urbano adequado. Tem o fator climático também e esse ninguém consegue controlar, mas e o que depende unicamente de nós, como o senso de coletividade e a educação? 



Se a coleta funciona porta a porta três vezes por semana, o que leva uma pessoa a se sentir no direito de retirar os resíduos que ela produz e despejar no meio da rua ou na porta de outra casa em um dia qualquer? Se o vizinho faz isso, então a pessoa acha que pode fazer também? Os políticos são corruptos, então a pessoa tem o direito de sujar a rua? É porque “a rua é pública”?



Não estou questionando aqui o ato de não separar os resíduos e de não ir deixar no centro de reciclagem mais próximo, estou falando simplesmente sobre colocar “o lixo” para fora no dia da coleta! Se é algo que afeta a saúde, como as pessoas não compreendem essa relação e sujam o local onde vivem? Qual a justificativa para abrir a janela do quatro por quatro do ano e jogar a sacola de fast food que acabou de consumir na rua? Quem tem a obrigação de limpar a sujeira que você mesmo faz? 

Qual é a desculpa da vez para continuar jogando lixo no chão? 



---
Curiosidade: Não sabe qual é a diferença entre "lixo"e "resíduo"? Então veja aqui!  ;)

14.2.18

Das folias

Acho lindo ver a folia colorida de vocês com tantos brilhos, sorrisos, blocos, caras e bocas de carnaval. Por aqui, minha alegria foi viver os últimos cinco dias sem compromisso e sem horário para acordar ou dormir. E eu quase crio raiz nesse carnaval, que poderia ser resumido em uma palavra só: preguiça. Não tô reclamando não, muito pelo contrário! Vou curtindo a calmaria até o último segundo, antes do ano novo do mundo todo começar.

6.2.18

Das calhas

Tem chovido bastante ultimamente, principalmente no início da manhã. Não sei como funciona nas outras regiões do país, mas por aqui, quando o céu está nublado, a gente costuma dizer que “o tempo está bonito para chover”. E é bonito mesmo ver o contraste entre o claro e o escuro, as nuvens pesadas se aproximando, os pingos cheios caindo e ouvir o barulho da água nas calhas ressecadas pelos dias de deserto sem fim.