25.1.19

Dos erros

Eu erro, tu erras, ele erra, nós erramos, todos erram. A gente erra, ponto. Errar é humano, é normal e é algo que pode acontecer com qualquer um a qualquer momento. Não existe perfeição, existe consciência e, acima de tudo, precisa existir o perdão.

14.1.19

Zilé

Hoje é um dia muito especial para nós porque o cachorro "mais maravilha total" do universo todinho completa 15 anos de idade! Nossa velhinha banguela continua do mesmo jeitinho, muito dócil e muito companheira. Está sempre perto, nos seguindo pela casa onde quer que a gente vá. Abaixo, uma imagem raríssima da Zilé, que odeia ser fotografada, mas que resolveu olhar para mim desse jeito e me deu esse presente na manhã do último natal.

Lembrança do dia 25 de Dezembro de 2018

9.1.19

Da mente

Já fazia um tempo que eu reclamava que andava muito acelerada, mas eu não tomava nenhuma atitude para evitar que isso acontecesse, até que isso começou a refletir diretamente no meu corpo e na minha mente. Li sobre o benefício da meditação para diminuir as crises de ansiedade e tentei assistir milhares de vídeos de meditação guiada pela internet. Nunca deu certo. Eu não conseguia me concentrar com aquelas vozes falando instruções pausadamente e as músicas ou me davam sono ou me irritavam profundamente. Outro dia vi uma palestra da Monja Coen e gostei bastante da desmistificação que ela faz sobre a prática em si, fiz o exercício que ela ensina no início da palestra uma vez só e também deixei para lá. Hoje encontrei esse texto sobre um passo a passo simples de meditação para iniciantes e encarei como um convite do universo. Resolvi tentar. 

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Dia 1 - 8h40min

Havia muito barulho no momento, carros passando, vizinhos conversando alto na calçada, uma furadeira insuportável na obra da casa ao lado, cachorros latindo e o forró eletrônico de sempre ecoando pela rua. Optei por ficar sentada na cadeira da sala e, apesar das distrações do ambiente, fechei os olhos e passei a me concentrar na minha respiração. O engraçado é que logo no início percebi que estava respirando muito mal mesmo, de maneira muito irregular. Também percebi a diferença entre o chão frio e a temperatura ambiente. Consegui ficar assim por cinco minutos e comecei a bocejar. Eu já estava um pouco cansada por conta dos exercícios que havia feito na academia mais cedo e resolvi interromper por hoje. Minha meta é prosseguir com pelo menos cinco minutos de exercício durante os próximos sete dias.

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Dia 2 - 11h55min

Aguardei por um momento em que o ambiente estivesse mais silencioso e, por isso, acabei fazendo o exercício no final da manhã. Eu estava particularmente agitada por conta de uma consulta no dentista, que estava agendada para o período da tarde, apesar de não ter medo ou trauma com relação a isso. Me senti muito desconfortável e, definitivamente, não consigo respirar fundo e vou prestar mais atenção a como respiro durante o restante do dia. Cinco minutos é o máximo de tempo que consigo permanecer focada.


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Dia 3 - 13h30min

Não tive tempo de fazer o exercício pela manhã, então aproveitei o momento de calmaria após o almoço para cumprir a minha meta de hoje. É engraçado perceber o quanto a minha audição fica mais aguçada durante esses minutos em que paro para "aprender a respirar". Fiz muitas coisas pela manhã e tenho ainda muitas coisas para organizar durante a tarde, o que me deixa um tanto elétrica. Abri os olhos alguns segundos antes de chegar aos cinco minutos de exercício e mais uma vez não consegui respirar direito. Acho que cinco minutos é insuficiente e devo permanecer mais tempo tentando.

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Dia 4 - 21h20min

O dia foi muito quente e o ambiente estava insuportável por conta do calor. Acabei deixando o exercício para a última hora, optando por fazer antes de dormir. Tomei um banho para esfriar um pouco o corpo e a cabeça, já que eu ainda estava um pouco estressada por conta de uma discussão besta que tinha tido momentos antes. Consegui ficar pouco mais de cinco minutos concentrada e acho que teria conseguido ficar mais um pouco se o cachorro do vizinho não tivesse começado a latir desesperadamente, o que me fez perder a concentração.

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Dia 5 - 16hs

Aproveitei nossa ida à praia e fiz uma tentativa diferente! Durante o exercício de hoje, fiquei deitada na areia, de olhos abertos mesmo, e fiquei olhando para o céu azul. Consegui me desligar totalmente do ambiente durante alguns momentos e não tenho ideia do tempo que consegui ficar assim, mas foi muito relaxante!

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Dia 6 - 06hs

Acordei cedinho para ir à academia e resolvi fazer o exercício enquanto todo mundo dormia. Chovia bastante, mas o ambiente estava bem silencioso. Decidi não me preocupar mais tanto com a minha respiração nesse momento, já que perceber o quanto respiro mal estava me desconcentrando. Decidi seguir devagar, mas sempre tentando, até que o corpo reaprenda a desacelerar.

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Dia 7 - 22hs

Resolvi fazer a o exercício antes de dormir, na cama mesmo, para desacelerar um pouco e adormecer mais rápido. Como o ambiente estava bastante calmo e silencioso, foi bem mais fácil manter a concentração. Foquei bastante na respiração, tentando encontrar o ritmo certo, sem pressa e não tenho ideia do tempo que permaneci dessa forma. Adormeci logo em seguida. Acho que foi bom fazer essas tentativas, em dias seguidos. Nem sempre deu certo, não sei se estou fazendo do jeito certo, mas espero continuar com esse compromisso até virar algo mais natural para mim.

8.1.19

Das tarefas

Depois de alguns dias, aquela nuvem de tristeza de fim de ano finalmente resolveu dar espaço para os dias quentes de céu limpo. Organizei a pequena grande bagunça de papéis que estava sobre a mesa, coloquei minhas resoluções de ano novo em uma folha em branco, organizadamente, como se fossem uma lista de tarefas, e fui dormir com aquela sensação de "agora vai". Não posso mais me dar o luxo de deixar a coragem passar e de esperar o dia certo para tentar mais uma vez.

Às vezes a gente espera a próxima segunda-feira, o mês virar ou o ano seguinte chegar para tomar algumas decisões e atitudes. Por aqui, resolvi que vou começar logo no mesmo dia, seja ele ímpar ou par, e acho que pode dar certo. Entendi também que preciso ser mais objetiva, de escrever "preciso fazer isso". Se eu deixar a coisa no campo mais abstrato, não vai passar de uma ideia meio distante e eu não vou fazer é nada para que a coisa dê certo. Tem gente que é assim, né? 

Peguei uma folha de papel em branco e dividi a minha vida em setores como saúde, trabalho, estudos, família e especifiquei três urgências que precisam ser resolvidas ou pelo menos encaminhadas, de uma vez por todas, ainda nesse ano em cada um deles. Algumas metas ainda precisam ser mais refinadas ou ajustadas, mas só de saber o que precisa ser feito para sair do lugar já é um começo e me dá mais ânimo para caminhar. Se eu conseguir concluir pelo menos uma das minhas tarefas de cada setor até o final do ano, então já terá valido muito a pena. Vamos ver no que vai dar.



3.1.19

Das chances

Aquele sentimento de esperança e de renovação ainda não chegou por aqui, o que é estranho, já que eu normalmente adoro essa sensação de recomeço que só um ano novo pela frente pode trazer. Não consegui ainda definir os meus objetivos e metas pessoais para os próximos meses, e não consegui desejar nada além de saúde para enfrentar os dias. Aliás, esse desejo tem sido recorrente por aqui nos últimos anos, basta checar os registros. 

Sinto que acima de qualquer outra meta ou objetivo, o autocuidado será algo que definitivamente precisarei aprender a exercitar diariamente. Não é de hoje que eu sinto que preciso mudar nesse sentido e, levando em consideração tudo que escrevi nessa revisão, não é possível que eu reprove nessa matéria da vida mais uma vez, não é verdade? Me dou mais uma chance. Que venha 2019 e as suas histórias, aprendizados, evoluções e alegrias.

Feliz ano novo para nós.