31.8.20

Dos mergulhos

Agosto de ventanias e turbulências internas se despede enquanto segue deixando tudo fora de lugar. A sensação que tenho é a mesma de estar em mar aberto, com o fôlego preso em um mergulho infinito enquanto procuro desesperadamente emergir das águas mais profundas. Bato as pernas, movimento os braços, seguro a respiração, vejo a claridade se aproximando cada vez mais, mas a dificuldade é tanta que a sensação que tenho é a de que não saio do lugar. É óbvio que sinto medo, mas sei que só preciso aguentar mais um pouco para chegar à  superfície clara e calma, só preciso aguentar mais um pouquinho para respirar.

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